Obesidade
Síndrome do Ovário Policístico e obesidade: entenda a relação e os principais tratamentos
Condição que afeta a fertilidade feminina tem forte associação com obesidade1
Um dos problemas endócrinos mais comuns entre pessoas do sexo feminino, a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), afeta de 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva.1 Entre as manifestações da SOP estão menstruação irregular ou ausente, infertilidade, hirsutismo (crescimento exagerado de pelos no corpo), perda de cabelo, acne e obesidade.1
Entre 38% e 88% das mulheres com síndrome do ovário policístico têm excesso de peso ou são obesas1 e as mulheres com obesidade têm uma probabilidade 2,77 vezes maior de desenvolver SOP quando comparadas com as não-obesas.2
“A relação entre SOP e obesidade é bidirecional. A resistência à insulina e o desequilíbrio hormonal causados pela SOP favorecem o ganho de peso, dificultando o metabolismo da glicose e estimulando o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. Por outro lado, a obesidade piora a resistência à insulina e o hiperandrogenismo, agravando os sintomas da SOP e tornando o controle do peso ainda mais difícil. Esse ciclo vicioso explica por que muitas mulheres com SOP têm dificuldade em perder peso e controlar os sintomas”, explica a obstetra e ginecologista, Bruna Pitaluga, coordenadora do Núcleo de Saúde da Mulher da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
A Síndrome do Ovário Policístico é associada à resistência à insulina independentemente da obesidade, porém, o sobrepeso agrava esse quadro. O excesso de insulina no sangue provoca os sintomas hiperandrogênicos, como alopecia e hirsutismo, e também os problemas reprodutivos, como menstruação irregular e desequilíbrio hormonal.1
“O excesso de gordura corporal leva à resistência à insulina, o que faz com que o pâncreas produza mais insulina para tentar compensar. Esse aumento da insulina no sangue estimula os ovários a produzirem mais andrógenos, como a testosterona. Além disso, a insulina reduz a ação da globulina ligadora de hormônios sexuais, aumentando os níveis de testosterona livre na circulação. Esse excesso de andrógenos prejudica o desenvolvimento adequado dos folículos ovarianos, impedindo a ovulação e levando ao acúmulo de folículos imaturos no ovário, que aparecem como cistos no ultrassom", detalha Bruna.
De acordo com a especialista, além de mais prevalente, a síndrome do ovário policístico é também mais grave em mulheres com obesidade. Ainda, as mulheres com peso saudável apresentam predominantemente sintomas hormonais e as obesas desenvolvem também outras comorbidades. “O ciclo menstrual se torna ainda mais irregular, dificultando a ovulação. Além disso, mulheres obesas com SOP têm um risco maior de desenvolver complicações metabólicas, como diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono e infertilidade.”
O risco de desenvolver doenças cardiovasculares e síndrome metabólica também aumenta.3 “Outra preocupação importante é o risco aumentado de câncer endometrial, pois a exposição prolongada ao estrogênio, sem oposição da progesterona, característica dos ciclos anovulatórios da SOP, pode levar à proliferação descontrolada do endométrio.”
Como tratar a Síndrome do Ovário Policístico?
O tratamento e controle da SOP começa com mudanças no estilo de vida. Exercícios físicos, especialmente os aeróbicos, de 30 a 60 minutos por dia, reduzem o risco de infertilidade por ausência de ovulação1. Uma dieta mais saudável é recomendada para que a paciente perca peso e melhore seus indicadores de saúde. Tratar a apneia do sono e melhorar esse período de descanso são estratégias para aliviar a resistência à insulina e melhorar a função metabólica.1
“A adoção de uma alimentação equilibrada, com controle do consumo de carboidratos refinados, e a prática regular de atividade física são essenciais para melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir os níveis de andrógenos.”
Bruna fala ainda que uma segunda linha de tratamento, que complementa as mudanças de hábito, é a prescrição de medicamentos. “A metformina pode ser prescrita para ajudar no controle da resistência à insulina, enquanto anticoncepcionais hormonais são utilizados para regular o ciclo menstrual e reduzir os sintomas do hiperandrogenismo, como acne e crescimento excessivo de pelos. Para mulheres que desejam engravidar, pode ser necessário o uso de indutores da ovulação, como o letrozol.”.
Por fim, nos casos de obesidade mais severa, procedimentos endoscópicos ou até mesmo a cirurgia bariátrica podem ser indicados para tratar a síndrome do ovário policístico. A cirurgia bariátrica4 pode ser benéfica para tratar as sequelas metabólicas da SOP e restaurar as funções reprodutivas das pacientes, enquanto a gastroplastia endoscópica5, em pacientes com índice de massa corporal (IMC) > 40 kg/m2 acompanhadas pelo período de 1 ano, levou a melhora dos sintomas de oligomenorréia (períodos menstruais pouco frequentes), dos achados de ultrassonografia e dos níveis hormonais relacionados ao hiperandrogenismo.
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