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Infarto

Ouvir texto - 14:39

Se você ou alguém que você ama sofreu um infarto, você pode estar se sentindo nervoso, ansioso ou confuso. Durante esse momento, é importante fazer perguntas, reunir informações e aprender tudo o que puder para ajudá-lo na jornada a prosseguir. Explore esta seção para obter mais informações sobre o infarto.

O que é infarto?

Não é à toa que o infarto agudo do miocárdio (IAM) é popularmente conhecido como ataque do coração. O infarto é o resultado da falta de oxigenação do músculo cardíaco, provocada pela obstrução de uma de suas artérias e que leva à morte das células da região. Essa falta de oxigênio pode comprometer parcial ou totalmente o funcionamento do coração, e, em alguns casos, levar à morte. Por isso, um infarto agudo do miocárdio requer atenção emergencial..

O que provoca o infarto?

O coração é o músculo mais importante do nosso organismo. Isso porque é o responsável por bombear o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todos os órgãos. Assim como o restante do corpo, ele também necessita do sangue oxigenado para trabalhar plenamente. São os movimentos de contração e dilatação do músculo cardíaco (os batimentos cardíacos) e as válvulas presentes na região (com a função de fazer com que o fluxo sanguíneo ocorra numa só direção) que garantem a circulação sanguínea eficaz. Enquanto o sangue rico em oxigênio sai pela aorta e chega a todas as células, ele retorna pelas veias já fraco em nutrientes e repleto de gás carbônico. Da aorta também surgem as artérias coronárias (direita e esquerda), vasos menores responsáveis pela irrigação do coração. O infarto acontece quando essa irrigação é interrompida e provoca a morte do tecido cardíaco.

O que pode prejudicar a circulação sanguínea no miocárdio?

A aterosclerose é a principal causadora da interrupção do fluxo sanguíneo das artérias. Ela ocorre ao longo dos anos, por causa de fatores genéticos ou de maus hábitos acumulados ao longo da vida. Placas de gordura, colesterol, células mortas e outras substâncias se acumulam internamente, formam o ateroma e enrijecem as artérias de médio e longo porte do corpo. Com o passar do tempo, essas placas aumentam e podem ganhar fissuras ou se romper, levando ao surgimento de um coágulo (trombo). Quando o coágulo alcança um dos vasos do coração e bloqueia a circulação do sangue na região acontece o infarto. Ou seja, há falta de oxigenação no órgão e o comprometimento do seu pleno funcionamento.

Quais são os fatores de risco para o infarto?

A Associação Americana de Cardiologia divide os fatores de risco para o infarto em três categorias: os que não podem ser mudados, os que podem ser modificados, tratados ou controlados e outros fatores que contribuem para aumentar os riscos.

Fatores que você não pode mudar

  • Aumento da idade - infartos são mais comuns em pessoas com mais de 65 anos e mulheres idosas têm risco aumentado de morrer
  • Gênero - homens estão mais propensos a sofrer ataques cardíacos e os casos podem ocorrer quando têm menos de 65 anos.
  • Hereditariedade - se seus pais tiveram doenças cardíacas, suas chances de sofrer um infarto são maiores.

Fatores que você pode mudar, tratar ou controlar

  • Fumar - quem fuma tem risco aumentado de sofrer um infarto, morte súbita cardíaca e doenças coronarianas. Fumantes passivos também ficam mais expostos do que pessoas que não fumam e não convivem com fumantes.
  • Colesterol alto - uma dieta rica em gordura trans e saturada aumenta o nível de colesterol "ruim" no seu sangue, o que o deixa mais exposto aos riscos de infarto e AVC (acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame).
  • Pressão alta - a pressão arterial alta, igual ou acima de 14/9, aumenta a carga do coração, o que endurece os vasos sanguíneos e, além de infarto, pode causar AVC, insuficiência renal e insuficiência cardíaca congestiva
  • Sedentarismo - atividades físicas, mesmo que em nível moderado, ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, controlar o colesterol, o diabetes e a obesidade, além de baixar a pressão arterial em algumas pessoas.
  • Obesidade e sobrepeso - pessoas com gordura acumulada, principalmente na cintura, podem sofrer infartos ou AVCs, mesmo que não tenham outros fatores de risco associados. Uma perda de 3% a 5% do peso pode prevenir doenças cardíacas e melhorar seus níveis de colesterol, pressão arterial e glicose.
  • Diabetes - de acordo com a American Heart Association (Sociedade Americana de Cardiologia), pelo menos 68% das pessoas com mais de 65 anos que têm diabetes morrem por causa de alguma doença cardíaca. Mantenha sua glicose sob controle, aposte em uma dieta equilibrada e em atividades físicas para manter-se saudável.

Outros fatores que contribuem para aumentar os riscos

  • Stress - Pessoas estressadas tendem a comer muito, começar a fumar ou aumentar o número de vezes que fumam e, por isso, ficam mais expostas ao risco de infarto. Busque momentos de autocuidado e um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • Bebidas alcoólicas - beber demais aumenta a pressão arterial, os riscos de infarto, outras cardiomiopatias, AVC, câncer e outras doenças. O excesso de álcool também aumenta o triglicérides e altera o ritmo cardíaco, além de contribuir para a obesidade, alcoolismo, suicídio e acidentes.
  • Alimentação - A American Heart Asociation (Associação Americana de Cardiologia) recomenda as seguintes ações para manter um peso saudável e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares: 1). escolha alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais, mas de baixas calorias; 2) aumente o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e castanhas e nozes; e 3) reduza do cardápio os doces, bebidas açucaradas e carne vermelha.

Existe mais de um tipo de infarto?

Os especialistas classificam o infarto em cinco tipos:

  • Tipo 1: é o mais comum. Ocorre quando há uma ruptura de uma placa de ateroma em uma das artérias do coração, formando um coágulo que interrompe a circulação do sangue na região.
  • Tipo 2: acontece quando há uma demanda maior de oxigênio pelo coração. Hipertensão, hipotensão, arritmia ou cirurgias não cardíacas são alguns fatores que podem provocar esse tipo de infarto.
  • Tipo 3: associado à morte cardíaca súbita, chamado infarto fulminante.
  • Tipo 4: acontece após uma angioplastia coronariana ou por trombose do stent (prótese endovascular usada para manter a artéria aberta).
  • Tipo 5: ocorre após uma cirurgia para revascularização do coração, conhecida como cirurgia de ponte de safena.

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Doença nem sempre manda sinais perceptíveis ao paciente, por isso a prevenção é a melhor forma de cuidado da condição que mais mata no país

 

O infarto agudo do miocárdio é a maior causa de mortes no Brasil. A estimativa é que ocorram de 300 a 400 mil casos anuais da doença e, a cada cinco a sete casos, um dos pacientes vai a óbito. Para diminuir o risco de morte, o atendimento de urgência e emergência é fundamental nos primeiros minutos após a ocorrência.

Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o cardiologista Roberto Botelho explica que, em muitas das vezes, o infarto surge sem que haja sintomas. "Em muitos casos, o infarto acontece sem aviso prévio. Cerca de metade das mortes acontece nas duas primeiras horas, porque esse momento é crucial: a cada meia hora de atraso no tratamento adequado, o risco de morte aumenta em 7%".

Para Botelho, a solução para diminuir esses índices seria a criação, pelo poder público, de uma rede de atenção ao infarto. "Isso já acontece nos principais países desenvolvidos. É um mapeamento de todos os hospitais que estão habilitados a atender aos infartos. Assim, poderíamos organizar as ambulâncias do SAMU para que elas saibam aonde devem ir. Este é um procedimento essencial, já que o tempo é um fator tão importante na ocorrência de um infarto."

Veja também:

Minha filha sobreviveu a uma parada cardíaca de 28 minutos. E está bem.

Infarto em jovens

Dados do Ministério da Saúde indicam que entre 2010 e 2019 houve um aumento de cerca de 59% nas internações de pessoas com menos de 40 anos por infarto e de 9% nas mortes.

"Trabalho com isso há quase 35 anos. Quando eu era estudante e tinha um caso de infarto em uma pessoa jovem, todos eram chamados, porque era algo muito raro. Hoje isso é muito comum. Essa mudança está associada a fatores como o tabagismo, o consumo de energizantes, o uso de anabolizantes, estresse. Além disso, tivemos o fenômeno da pandemia, que envolve questões sociais, psicológicas, desemprego, isolamento, o vírus, ter tido a doença e também efeitos da vacina, já que estes dois últimos fatores estimulam a coagulação e causam o infarto por síndrome pós-trombótica."

Os números mostram: é essencial conhecer os sintomas, ainda que nem tão comuns, do infarto.

  • Desconforto da mandíbula até a cintura;
  • Dores ou mal-estar indefinido;
  • Suor em excesso e sem motivo específico;
  • Falta de ar ao andar.

Veja também:

SOS: Como identificar e ajudar alguém que está tendo morte súbita cardíaca?

Fatores de risco e prevenção

Botelho afirma que, mais do que estar atento aos sintomas, é essencial cuidar de fatores de risco, como tabagismo, diabetes, hipertensão, obesidade, sedentarismo e estresse psicossocial.

Por outro lado, cuidados como atividades físicas regulares, uma boa alimentação e sono adequado são grandes aliados na prevenção do infarto. "Costumamos falar em risco atribuível: 85% do risco de infarto pode ser controlado com exercícios, dieta, descanso, parar de fumar e ter um controle da pressão arterial. Mesmo assim, na dúvida sobre o que você está sentindo, procure atendimento rapidamente", alerta.

Quer saber mais sobre essa condição clínica? Acesse nossa página sobre infarto.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda desses dispositivos por médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Produtos mostrados apenas para fins de INFORMAÇÃO e não podem ser aprovados ou vendidos em determinados países. Este material não se destina ao uso na França. 2022 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

CRM – 1426308 – AA – Saber da Saúde

Quais os benefícios dos anticoagulantes naturais?

Coração

Conheça os benefícios dos anticoagulantes naturais

Por alguns motivos de saúde, muitas pessoas são forçadas a tomar Anticoagulantes Orais, como sofrer de arritmia cardíaca, como a Fibrilação Atrial. Anticoagulantes são medicamentos que impedem a formação de coágulos nas artérias ou veias. Mas também existem vários alimentos que agem como anticoagulantes naturais e que podem impedir sua formação.

No entanto, é importante esclarecer que esses anticoagulantes naturais não substituem o tratamento médico, mas ajudam no processo e são uma opção ideal para implementar hábitos de vida saudáveis e não apresentar problemas como diabetes e outras doenças no coração ou no cérebro.

Veja também:

Será que todos os pacientes com arritmia precisam de anticoagulantes?
Terapias alternativas para o tratamento de fibrilação atrial e a prevenção do risco de AVC

Alimentos que podem atuar como anticoagulantes naturais

  • Gengibre: Impede a acumulação de sangue, favorecendo sua diluição. A melhor maneira de consumi-lo é ferver a raiz. Você pode adicioná-lo a qualquer refeição ou tomá-lo como uma infusão.
  • Cebola: Recomendamos que você o consuma crua. É considerado como um anticoagulante natural por excelência.
  • Alho: Graças às suas propriedades que reduzem os riscos coronários, é muito benéfico para prevenir a formação de coágulos sanguíneos. Além disso, possui propriedades antioxidantes e ajuda a reduzir o colesterol no sangue. Recomendamos que você o consuma com frequência.
  • Ômega 3: Salmão, atum ou truta são alguns dos peixes mais ricos em Omega 3. Além de ajudar a circulação, são ideais para prevenir a coagulação do sangue.
  • Água: Consumir a quantidade certa de água por dia é necessário para a nossa saúde e ajuda a impedir o espessamento do sangue. Recomendamos que você beba pelo menos oito copos por dia.
  • Vinho Tinto: Uma taça de vinho tinto por dia ajuda a prevenir a coagulação prematura nas pessoas. Também pode ser substituído por uvas, pois tem os mesmos efeitos.
  • Vitamina E: A vitamina E está presente em alimentos como ovos, trigo, amêndoas, abacates e vegetais folhosos escuros. Consuma com frequência, é um anticoagulante muito eficaz.
  • Alimentos ricos em salicilados:como ameixas, cerejas, mirtilos, uvas, morangos, mel, cidra e nozes têm propriedades antibacterianas que bloqueiam as bactérias no intestino que produzem vitamina K.

Veja também: Lista de mercado para pacientes medicados com anticoagulantes orais

Lembre-se de verificar com seu médico antes de ingerir qualquer alimento que funcione como um anticoagulante natural.

Você tem Fibrilação Atrial e quer saber mais sobre a saúde do seu coração? Faça o teste e entenda o risco de sofrer um AVC.

Quando a gastroplastia endoscópica não deve ser indicada?

Obesidade

Existe contraindicações para gastroplastia endoscópica?

Após três anos, 88% dos pacientes terão perdido peso de forma sustentável. Mas, para que o resultado seja ótimo, é preciso indicar o procedimento para o paciente certo

 

A gastroplastia é um procedimento altamente seguro. Por utilizar a técnica endoscópica, que não exige nenhum tipo de corte, o risco de um evento adverso, como sangramentos, é reduzido.

“O que nós fazemos durante o procedimento é remodelar o estômago, algo que pode ter um paralelo com o que acontece em uma cirurgia plástica, por exemplo. E é por isso que o órgão mantém todas as suas funções de secretar ácidos”, exemplifica Eduardo Grecco, médico especialista em endoscopia digestiva alta pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Professor Afiliado da Disciplina de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo, além de Coordenador do Serviço e da Residência Médica de Endoscopia, do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

Ainda assim, o procedimento não é indicado para todos. Se a intenção é a perda de uma alta porcentagem de peso, como é o caso de pacientes com obesidade grave e IMC > 40 kg/m², outros tratamentos podem ser mais indicados, como a cirurgia bariátrica. “Quem melhor se beneficia da gastroplastia endoscópica são pessoas com sobrepeso e obesidade de grau leve, com IMC entre 27 e 35 kg/m². Já a bariátrica é melhor indicada para quem tem IMC acima de 35”, resume Grecco.

Avaliação com equipe multidisciplinar

Mesmo em casos nos quais o paciente se enquadra no IMC indicado para a realização do procedimento, são indicadas consultas prévias com diferentes profissionais de Saúde, entre eles nutricionistas e psicólogos. Doenças psicológicas não controladas ou não tratadas são um impedimento à realização da gastroplastia endoscópica.

O médico precisa se certificar de que o paciente está preparado para todo o processo de emagrecimento que virá a seguir, enfatiza Grecco. “No primeiro mês o paciente terá apenas uma dieta líquida, que evolui para pastosa e purês até o quarto mês, quando, finalmente poderá voltar a comer de tudo. Só que, ainda assim, é preciso um acompanhamento nutricional próximo, pois o estômago terá 250 ml de volume e, além de comer pouco, o paciente precisará comer bem.”

O especialista, que trata a obesidade há 17 anos, tendo realizado mais de 4 mil procedimentos de balões intragástricos e 2 mil gastroplastias, diz que já deixou de fazer um procedimento porque não recebeu a aprovação da consulta psicológica. “Eram casos de pessoas com compulsão alimentar, em que era preciso tratar disso antes de fazer a gastroplastia, para que tudo desse certo.”

Casos de reganho de peso

Outro ponto que precisa ser esclarecido desde a primeira consulta com o médico endoscopista é que a sutura (costura) feita no estômago não dura para sempre. Ao contrário, com o tempo (até dois anos), os pontos vão se desfazer e, nesse momento, se a pessoa não seguir a dieta, pode voltar a engordar, por dilatar o estômago novamente. “Cerca de 12% dos pacientes terão reganho de peso três anos após o procedimento. E, em cinco anos, esse percentual chegará a 20%. Por tudo isso, oriento meus pacientes a voltarem logo a se consultar com o médico endoscopista quando percebem o ganho de peso, porque há estratégias a seguir nesses casos”, esclarece Grecco.

A primeira delas é a chamada ressuturação, ou seja, a realização de um novo procedimento para costurar o estômago novamente. “Se for constatado na endoscopia que o estômago dilatou, é feito um retoque do procedimento original e o paciente volta para a dieta controlada para perder os quilos novamente”, descreve o médico.

Já quem engordou e está com o estômago em tamanho reduzido vai precisar de outra estratégia. “Essa pessoa normalmente come pouco, mas come mal, com muito doce e carboidratos. Vai precisar voltar para a dieta ou até associar o uso de medicamentos como semaglutida e a tirzepatida, por exemplo”, diz.

Existem contraindicações?

Embora muito segura e efetiva, a gastroplastia endoscópica tem riscos como qualquer outro procedimento, contraindicações e recomendações que precisam ser estritamente seguidas.

O procedimento não é indicado para pessoas que tenham:

  • pólipos;
  • úlceras;
  • varizes gástricas ou esofágicas;
  • hérnia de hiato maior que três centímetros;
  • lesões neoplásicas ou coagulopatia. 

Além disso, se houver qualquer circunstância em que a técnica endoscópica seja contraindicada, o paciente também não poderá fazer a gastroplastia.

Para quem é indicado?

O procedimento é indicado para adultos com IMC entre 30 e 50 kg/m2 que não conseguiram perder peso com medidas como dieta e exercício, porém, mesmo após o procedimento, é necessário seguir uma dieta saudável e um programa de exercícios para perder peso, para não comprometer os resultados. Uma equipe multidisciplinar pode ajudá-lo nessa jornada. É bom lembrar que a perda de peso varia de paciente para paciente e que, em alguns casos, o paciente pode não perder peso após a intervenção. Avalie com seu médico se a sutura foi comprometida ou se você deve buscar outras opções para a perda de peso.

Alta e cuidados pós-procedimento

Em geral, os pacientes recebem alta no mesmo dia do procedimento, mas alguns permanecem mais tempo ou precisam retornar ao hospital para tratar sintomas associados à adaptação e à redução do volume gástrico. Os sintomas são mais

frequentemente tratados com fluidos intravenosos ou medicamentos, mas pode ser necessária intervenção médica.

Após o procedimento, o paciente pode ter náuseas e vômitos, dor abdominal, constipação, eructação, constipação, azia, diarreia e, em alguns casos, sangramento gastrointestinal Complicações mais graves são raras, mas é importante ficar atento e buscar assistência médica caso apresente qualquer um destes quadros.

Quer saber mais? Veja: Associação da Gastroplastia Endoscópica (ESG) com medicações para perda de peso.

Dê o primeiro passo para uma vida mais saudável! Explore nossas soluções e descubra como superar a obesidade com confiança e cuidado. Acesse agora o Leve a Vida Mais Leve.

ATENÇÃO I: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Somente para fins informativos. O conteúdo deste artigo/publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor/editor e não representa a opinião da BSC.

ENDO - 1982806 – AA – Saber da Saúde

Dor crônica: entenda as causas e conheça as principais opções de tratamento

Sistema Nervoso

Dor crônica: tudo que você precisa saber

Que bom que você está aqui. Você está no lugar certo para encontrar a melhor solução para sua dor pessoal.

Você descobrirá como nossas soluções funcionam, o que as torna eficazes e como outras pessoas as usaram para encontrar o tipo de alívio que você procura.

Os especialistas em controle da dor são médicos especializados em todos os tipos de dor. Eles recebem anos de treinamento avançado no controle da dor e se concentram no tratamento de pacientes com dor intensa.

Entenda sua dor

A dor é uma experiência profundamente pessoal.

Hobbies abandonados. Relacionamentos tensos. Carreiras prejudicadas. A dor pode roubar muito do que você é.

Nosso objetivo é ajudá-lo a encontrar o tipo de alívio que o fará voltar a ser você mesmo.

Você conhece sua dor melhor do que ninguém, mas talvez haja uma oportunidade de aprender ainda mais. Vamos começar com o básico para que possamos entender sua dor única e começar a trabalhar em direção ao seu alívio pessoal.

Dor aguda vs. dor crônica

Existem duas categorias principais de dor. Ambas podem se manifestar como leve, moderada ou grave.

1-2 meses: Dor aguda

Ocorre imediatamente após uma lesão e não dura mais do que dois meses, quando tratada adequadamente.

1-6+ meses: Dor crônica

Qualquer tipo de dor que dure seis meses ou mais. É difícil de tratar porque duas pessoas não sentem dor da mesma maneira. Indivíduos que parecem ter o mesmo tipo de dor podem precisar de tratamentos diferentes.

Veja também: Conheça os principais tipos de dor crônica

Diagnóstico para dor

Dor é uma experiência pessoal e subjetiva. Atualmente, não existe nenhum exame específico que possa medir e localizar com precisão a dor. Assim, os profissionais médicos baseiam-se nas palavras do paciente para descrever o tipo de dor e seu local.

Ser bastante específico na descrição da dor para o médico pode dar as melhores indicações da causa da dor. Por exemplo, a dor é lancinante ou entorpecida? Ela queima ou dói? Essas descrições combinam-se para criar um histórico da dor e representam o primeiro passo na avaliação da dor.

Como a dor crônica pode ocorrer em vários locais do corpo e por muitas e diferentes razões, os pacientes e seus médicos precisam trabalhar juntos para identificar as suas causas e o melhor tratamento a ser adotado.

Acesse aqui e entenda seu nível de dor

Tratamento da dor

A dor tem muitas causas diferentes. O envelhecimento normal pode afetar ossos e articulações de maneiras que causam dor. Danos nos nervos ou lesões que não cicatrizam adequadamente também podem causar dor.

Frequentemente, a fonte da dor é tão complexa que pode ser muito difícil de diagnosticar. E porque existem tantos tipos e causas de dor, a vasta gama de diferentes tratamentos disponíveis pode ser desconcertante.

Veja também: Neuralgia: o que provoca esse tipo de dor?

Como um médico responsável pelo controle da dor pode me ajudar?

Os especialistas em controle da dor são médicos especializados em todos os tipos de dor. Eles recebem anos de treinamento avançado sobre controle da dor e se concentram no tratamento de pacientes com dor intensa. Seu médico criará um plano de tratamento que funcione para você, com base no seu tipo de dor, sua gravidade e como você responde ao tratamento da dor.

Explore soluções para seu alívio

Explore soluções para seu alívio

A segurança e o conforto do paciente vêm em primeiro lugar. Você merece recuperar o controle de sua vida e encontrar um alívio duradouro com terapias que são clinicamente comprovadas como eficazes.

Nível 1

As terapias básicas são o primeiro passo projetado para diminuir a dor. O objetivo dessas terapias é reduzir a dor e melhorar a mobilidade.

  • Descanso e mudanças na dieta;
  • Exercício e fisioterapia;
  • Acupuntura, massagem e ajuste da coluna vertebral;
  • Medicamentos anti-inflamatórios (por exemplo, ibuprofeno);
  • Modificação cognitiva e comportamental.

Nível 2

Uma segunda linha de terapia pode ser necessária se a dor não responder ao tratamento mais tradicional. Muitas dessas terapias podem ser utilizadas em conjunto com os tratamentos do Nível 1.

  • Ablação por Radiofrequência (RFA);

A RFA é um procedimento ambulatorial minimamente invasivo que usa energia térmica para interromper os sinais de dor na fonte. Alivia a dor crônica em: pescoço, lombar, coluna, ombros, quadris, joelhos e pés.

  • Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS);
  • Medicamentos;
  • Opióides, bem como relaxantes musculares, medicamentos anticonvulsivos e alguns antidepressivos;
  • Analgésicos prescritos;
  • Bloqueios nervosos;
  • Injeção de anestésico, esteroide e / ou anti-inflamatório na área dolorida.

Nível 3

Quando a dor persiste depois que as terapias do Nível 1 e do Nível 2 foram tentadas, o seu Especialista de Controle da Dor pode recomendar opções mais complexas de tratamento. O alívio da dor crônica teimosa pode levar tempo e paciência; seu Especialista de Controle da Dor pode precisar tentar vários tratamentos até encontrar a solução mais eficaz para sua condição exclusiva de dor.

Estimulação da Medula Espinhal (SCS)

A estimulação nervosa, ou neuroestimulação, usa sinais elétricos para interromper a percepção da dor que viaja da área dolorosa para o cérebro.

Usa um dispositivo implantado para fornecer impulsos elétricos leves que interrompem os sinais de dor que seus nervos enviam pela medula espinhal. Isso pode ajudar a evitar que você perceba a dor.

Alivia a dor crônica em:

  • Coluna lombar
  • Pernas
  • Pés

A Estimulação da Medula Espinhal pode proporcionar alívio duradouro da dor e pode ser usada com outras terapias. Os pacientes são capazes de controlar a intensidade da terapia, bem como ativá-la e desativá-la, usando um controle remoto sem fio.

Como funciona a estimulação da medula espinhal?

A técnica envolve o implante de um dispositivo movido a bateria (cerca do tamanho de um relógio de bolso), normalmente denominado gerador de pulsos implantável (GPI), sob a pele no abdômen, na parte de cima das nádegas ou abaixo da clavícula. O GPI é conectado a um eletrodo(s) que estimula as fibras nervosas na medula espinhal a fim de reduzir os sinais de dor. Essa ação cria uma sensação de formigamento chamada de parestesia. Ela pode ser utilizada para tratar pacientes com mais de uma área de dor, incluindo pacientes com dores nas costas ou dores neuropáticas.

Veja também: Recuperação de um procedimento de sistema de estimulação da medula espinhal

Indicações Clínicas para Terapia de Estimulação da Medula Espinhal

As indicações clínicas comuns para terapia de Estimulação da Medula Espinhal incluem:

Síndrome Pós-Laminectomia ou Síndrome do Insucesso (FBSS):

Um termo que descreve a dor residual apesar de várias cirurgias nas costas ou outras intervenções, tais como manipulação espinhal, ou bloqueio de nervos, para reduzir as dores nas costas e nas pernas ou reparar déficits neurológicos.

Veja também: Síndrome pós-laminectomia: como tratar essa dor crônica da coluna

Síndrome da Dor Regional Complexa (SDRC):

Uma síndrome de vários sintomas, normalmente causada por algum trauma, incluindo dor em queimadura, hiperestesia (sensibilidade aumentada de qualquer órgão do sentido, especialmente a pele sensível ao frio, calor, dor, etc.), inchaço, hiperidrose (transpiração excessiva e profusa) e alterações tróficas na pele e no osso das áreas afetadas. A estimulação de nervos periféricos pode também ser indicada como tratamento.

Veja também: Síndrome da dor regional complexa: tratamento multimodal é a chave

Neuropatia Periférica:

Qualquer doença ou distúrbio dos nervos periféricos.

Veja também: Neuropatia: entenda a complicação mais comum do diabetes

Perguntas Feitas com Frequência a respeito de Estimulação da Medula Espinhal

1 - Posso "testar" a Estimulação da Medula Espinhal primeiro?

Normalmente, os pacientes têm a oportunidade de testar o sistema de Estimulação da Medula Espinhal antes de ele ser implantado cirurgicamente. Usando um sistema temporário não implantado (externo) por cerca de uma semana, o paciente tem a oportunidade de verificar se o sistema de Estimulação da Medula Espinhal atende às suas necessidades de alívio da dor e se ele se adapta a seu estilo de vida.

2 - A Estimulação da Medula Espinhal é reversível?

Mesmo que os eletrodos sejam cirurgicamente implantados, eles podem ser desconectados ou removidos por seu médico, se for necessário.

3 - Medicamentos podem interagir com a Estimulação da Medula Espinhal?

A Estimulação da Medula Espinhal pode ser utilizada em conjunto com remédios, se assim for necessário. Em alguns pacientes, a Estimulação da Medula Espinhal tem um resultado tão bom que os medicamentos para dor não são mais necessários. Em outros, ela pode significar uma redução na quantidade de medicamentos para dor utilizados.

4 - Estarei totalmente livre de dor com a Estimulação da Medula Espinhal?

A quantidade de alívio da dor oferecida pela terapia de Estimulação da Medula Espinhal varia de pessoa para pessoa. Muitos pacientes experimentam uma redução nas sensações dolorosas. O procedimento de teste com o sistema de Estimulação da Medula Espinhal lhe ajudará a determinar a quantidade de alívio que você poderá ter.

Cirurgia

Os tratamentos cirúrgicos podem variar de procedimentos ambulatoriais menores a procedimentos cerebrais e espinhais. A cirurgia pode ser necessária quando ocorrem problemas estruturais na coluna vertebral, geralmente causados por lesões ou doenças.

Bombas de medicamentos implantáveis

As bombas fornecem medicamentos para a dor diretamente no espaço ao redor da medula espinhal. A aplicação direta reduz a quantidade de opioides necessários para aliviar os sintomas dolorosos.

Outros procedimentos cirúrgicos

Frequentemente usado como último recurso, quando outras terapias falham, algumas técnicas cirúrgicas, como a cordotomia, destroem permanentemente os nervos e tecidos que conduzem a dor. Esses procedimentos costumam ser usados para aliviar a dor devido a câncer ou outras doenças incuráveis.

Quer saber mais sobre dor crônica e tratamentos? Acesse nossa página Existe Vida Sem Dor.

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

O Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Quais são os sintomas do infarto?

O sintoma mais comum do infarto do miocárdio é uma dor intensa no peito, que pode se irradiar para as costas, o braço esquerdo, os ombros e até a mandíbula. Sudorese, náuseas, vômito, tontura e falta de ar também costumam acompanhar a dor profunda do infarto. Entretanto, 20% dos infartos são silenciosos, estes, mais comuns nos diabéticos. Como há apenas um desconforto, ele é interpretado como um mal-estar causado por indigestão.

Outro grupo que deve prestar atenção especial nos sintomas são as mulheres. Estudos recentes têm mostrado que nelas essa condição clínica pode estar associada ao estresse emocional e mental e surgem sintomas atípicos, como dor no pescoço e no rosto, ardência na pele, palpitações e fadiga incomum.

Como é o tratamento do infarto?

Um infarto pede atenção emergencial, já que é uma das doenças cardiovasculares que mais mata no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, até o fim deste ano, cerca de 400 mil pessoas morrerão por causa de doenças cardíacas ou de circulação. Por isso, qualquer sinal de que o coração não anda em seu ritmo perfeito requer investigação.

Assim que ocorre um infarto, é fundamental realizar um eletrocardiograma (ECG) e exames laboratoriais para detectar os marcadores cardíacos. Com essas análises, o especialista pode identificar a região comprometida e a extensão da morte do tecido do coração, para decidir as melhores estratégias para o tratamento.

Como é um evento que exige cuidado imediato, o paciente também deve logo receber oxigênio, anticoagulantes, antiplaquetários e um tratamento para dor com nitratos.

Atualmente, o uso de fribrinolíticos, fármacos que auxiliam na redução do coágulo, tem sido uma medida importante para interromper a trombose e reverter a isquemia (diminuição da passagem de sangue pelas artérias). Outra alternativa é o Implante de Oclusão do Apêndice Atrial Esquerdo (OAAE). O procedimento é minimamente invasivo e feito uma única vez, inserindo um dispositivo do tamanho de uma moeda, que fecha o local responsável pela formação dos coágulos.

O implante reduz o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em 84% para pessoas diagnosticadas com a Fibrilação Atrial não causada por um problema da válvula cardíaca e é especialmente indicado para quem não pode tomar anticoagulantes. Para saber mais, assista nosso vídeo:

O coração é o músculo mais importante do nosso organismo. Isso porque é o responsável por bombear o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todos os órgãos. Assim como o restante do corpo, ele também necessita do sangue oxigenado para trabalhar plenamente. São os movimentos de contração e dilatação do músculo cardíaco (os batimentos cardíacos) e as válvulas presentes na região (com a função de fazer com que o fluxo sanguíneo ocorra numa só direção) que garantem a circulação sanguínea eficaz. Enquanto o sangue rico em oxigênio sai pela aorta e chega a todas as células, ele retorna pelas veias já fraco em nutrientes e repleto de gás carbônico. Da aorta também surgem as artérias coronárias (direita e esquerda), vasos menores responsáveis pela irrigação do coração. O infarto acontece quando essa irrigação é interrompida e provoca a morte do tecido cardíaco.

A aterosclerose é a principal causadora da interrupção do fluxo sanguíneo das artérias. Ela ocorre ao longo dos anos, por causa de fatores genéticos ou de maus hábitos acumulados ao longo da vida. Placas de gordura, colesterol, células mortas e outras substâncias se acumulam internamente, formam o ateroma e enrijecem as artérias de médio e longo porte do corpo. Com o passar do tempo, essas placas aumentam e podem ganhar fissuras ou se romper, levando ao surgimento de um coágulo (trombo). Quando o coágulo alcança um dos vasos do coração e bloqueia a circulação do sangue na região acontece o infarto. Ou seja, há falta de oxigenação no órgão e o comprometimento do seu pleno funcionamento.

A Associação Americana de Cardiologia divide os fatores de risco para o infarto em três categorias: os que não podem ser mudados, os que podem ser modificados, tratados ou controlados e outros fatores que contribuem para aumentar os riscos.

Fatores que você não pode mudar

  • Aumento da idade - infartos são mais comuns em pessoas com mais de 65 anos e mulheres idosas têm risco aumentado de morrer
  • Gênero - homens estão mais propensos a sofrer ataques cardíacos e os casos podem ocorrer quando têm menos de 65 anos.
  • Hereditariedade - se seus pais tiveram doenças cardíacas, suas chances de sofrer um infarto são maiores.

Fatores que você pode mudar, tratar ou controlar

  • Fumar - quem fuma tem risco aumentado de sofrer um infarto, morte súbita cardíaca e doenças coronarianas. Fumantes passivos também ficam mais expostos do que pessoas que não fumam e não convivem com fumantes.
  • Colesterol alto - uma dieta rica em gordura trans e saturada aumenta o nível de colesterol "ruim" no seu sangue, o que o deixa mais exposto aos riscos de infarto e AVC (acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame).
  • Pressão alta - a pressão arterial alta, igual ou acima de 14/9, aumenta a carga do coração, o que endurece os vasos sanguíneos e, além de infarto, pode causar AVC, insuficiência renal e insuficiência cardíaca congestiva
  • Sedentarismo - atividades físicas, mesmo que em nível moderado, ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, controlar o colesterol, o diabetes e a obesidade, além de baixar a pressão arterial em algumas pessoas.
  • Obesidade e sobrepeso - pessoas com gordura acumulada, principalmente na cintura, podem sofrer infartos ou AVCs, mesmo que não tenham outros fatores de risco associados. Uma perda de 3% a 5% do peso pode prevenir doenças cardíacas e melhorar seus níveis de colesterol, pressão arterial e glicose.
  • Diabetes - de acordo com a American Heart Association (Sociedade Americana de Cardiologia), pelo menos 68% das pessoas com mais de 65 anos que têm diabetes morrem por causa de alguma doença cardíaca. Mantenha sua glicose sob controle, aposte em uma dieta equilibrada e em atividades físicas para manter-se saudável.

Outros fatores que contribuem para aumentar os riscos

  • Stress - Pessoas estressadas tendem a comer muito, começar a fumar ou aumentar o número de vezes que fumam e, por isso, ficam mais expostas ao risco de infarto. Busque momentos de autocuidado e um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • Bebidas alcoólicas - beber demais aumenta a pressão arterial, os riscos de infarto, outras cardiomiopatias, AVC, câncer e outras doenças. O excesso de álcool também aumenta o triglicérides e altera o ritmo cardíaco, além de contribuir para a obesidade, alcoolismo, suicídio e acidentes.
  • Alimentação - A American Heart Asociation (Associação Americana de Cardiologia) recomenda as seguintes ações para manter um peso saudável e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares: 1). escolha alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais, mas de baixas calorias; 2) aumente o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e castanhas e nozes; e 3) reduza do cardápio os doces, bebidas açucaradas e carne vermelha.

Os especialistas classificam o infarto em cinco tipos:

  • Tipo 1: é o mais comum. Ocorre quando há uma ruptura de uma placa de ateroma em uma das artérias do coração, formando um coágulo que interrompe a circulação do sangue na região.
  • Tipo 2: acontece quando há uma demanda maior de oxigênio pelo coração. Hipertensão, hipotensão, arritmia ou cirurgias não cardíacas são alguns fatores que podem provocar esse tipo de infarto.
  • Tipo 3: associado à morte cardíaca súbita, chamado infarto fulminante.
  • Tipo 4: acontece após uma angioplastia coronariana ou por trombose do stent (prótese endovascular usada para manter a artéria aberta).
  • Tipo 5: ocorre após uma cirurgia para revascularização do coração, conhecida como cirurgia de ponte de safena.

O sintoma mais comum do infarto do miocárdio é uma dor intensa no peito, que pode se irradiar para as costas, o braço esquerdo, os ombros e até a mandíbula. Sudorese, náuseas, vômito, tontura e falta de ar também costumam acompanhar a dor profunda do infarto. Entretanto, 20% dos infartos são silenciosos, estes, mais comuns nos diabéticos. Como há apenas um desconforto, ele é interpretado como um mal-estar causado por indigestão.

Outro grupo que deve prestar atenção especial nos sintomas são as mulheres. Estudos recentes têm mostrado que nelas essa condição clínica pode estar associada ao estresse emocional e mental e surgem sintomas atípicos, como dor no pescoço e no rosto, ardência na pele, palpitações e fadiga incomum.

Um infarto pede atenção emergencial, já que é uma das doenças cardiovasculares que mais mata no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, até o fim deste ano, cerca de 400 mil pessoas morrerão por causa de doenças cardíacas ou de circulação. Por isso, qualquer sinal de que o coração não anda em seu ritmo perfeito requer investigação.

Assim que ocorre um infarto, é fundamental realizar um eletrocardiograma (ECG) e exames laboratoriais para detectar os marcadores cardíacos. Com essas análises, o especialista pode identificar a região comprometida e a extensão da morte do tecido do coração, para decidir as melhores estratégias para o tratamento.

Como é um evento que exige cuidado imediato, o paciente também deve logo receber oxigênio, anticoagulantes, antiplaquetários e um tratamento para dor com nitratos.

Atualmente, o uso de fribrinolíticos, fármacos que auxiliam na redução do coágulo, tem sido uma medida importante para interromper a trombose e reverter a isquemia (diminuição da passagem de sangue pelas artérias). Outra alternativa é o Implante de Oclusão do Apêndice Atrial Esquerdo (OAAE). O procedimento é minimamente invasivo e feito uma única vez, inserindo um dispositivo do tamanho de uma moeda, que fecha o local responsável pela formação dos coágulos.

O implante reduz o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em 84% para pessoas diagnosticadas com a Fibrilação Atrial não causada por um problema da válvula cardíaca e é especialmente indicado para quem não pode tomar anticoagulantes. Para saber mais, assista nosso vídeo:

São as informações mostradas no eletrocardiograma e se há sintomas persistentes, como arritmia ou hipotensão, que vão levar o especialista a indicar a revascularização do miocárdio (ponte de safena). Dependendo do caso, a intervenção deve ser imediata. Nessa cirurgia, com a ajuda de enxertos, são construídos novos caminhos para o sangue, desviando-o da lesão que provocou o infarto. Um dos enxertos que pode ser usado é a veia safena da perna, daí o nome ponte de safena. O tempo de internação e os cuidados pós-operatórios dependem do tamanho da cirurgia e das condições clínicas do paciente. Por isso, um acompanhamento médico com o cardiologista é imprescindível. Dados da Associação Americana de Cardiologia indicam que, depois de um infarto, os homens têm uma sobrevida de 8,2 anos e as mulheres de 5,5 anos.

Menos invasiva, a angioplastia também pode ser indicada. O cirurgião cardíaco ou hemodinamicista introduz um tubo pequeno (denominado cateter) pelo punho ou pela virilha, o qual passa, então, por meio de uma artéria até o local do bloqueio. Um pequeno balão localizado na ponta do cateter é lentamente insuflado para abrir o bloqueio. Esse procedimento pode ser realizado com um cateter com balão sozinho ou pode também envolver a colocação de um stent coronário. Os stents são parecidos com a mola da ponta de uma caneta, que se expande para se acomodar ao tamanho da artéria. O dispositivo permanece na artéria, ajudando a manter um fluxo sanguíneo livre e desobstruído. Com o tempo, a parede da artéria se cicatriza ao redor do stent. Durante o período de cicatrização é necessário que o paciente tome medicamentos para impedir que o sangue se coagule dentro do stent.

Quando o dano no coração é extenso, com bloqueios atrioventriculares de 2ºe 3º graus, na avaliação do médico, e quando há bradicardia (ritmo cardíaco de menos de 60 batimentos por minuto, a implantação de um marca-passo temporário ou definitivo também é indicada. O dispositivo é implantado por baixo da pele, próximo ao ombro, e é composto por um gerador de pulsos, com circuito eletrônico e bateria, e eletrodos, os fios que levam os impulsos elétricos para o coração. Após o implante, o paciente deve se consultar regularmente com o cardiologista, para que o marca-passo seja avaliado e programado periodicamente.

Associações médicas, hospitais de referência, cardiologistas e órgãos de governos podem ajudar você e sua família a entender melhor o que é o infarto e os tratamentos disponíveis.

Em quais casos a cirurgia é indicada?

São as informações mostradas no eletrocardiograma e se há sintomas persistentes, como arritmia ou hipotensão, que vão levar o especialista a indicar a revascularização do miocárdio (ponte de safena). Dependendo do caso, a intervenção deve ser imediata. Nessa cirurgia, com a ajuda de enxertos, são construídos novos caminhos para o sangue, desviando-o da lesão que provocou o infarto. Um dos enxertos que pode ser usado é a veia safena da perna, daí o nome ponte de safena. O tempo de internação e os cuidados pós-operatórios dependem do tamanho da cirurgia e das condições clínicas do paciente. Por isso, um acompanhamento médico com o cardiologista é imprescindível. Dados da Associação Americana de Cardiologia indicam que, depois de um infarto, os homens têm uma sobrevida de 8,2 anos e as mulheres de 5,5 anos.

Menos invasiva, a angioplastia também pode ser indicada. O cirurgião cardíaco ou hemodinamicista introduz um tubo pequeno (denominado cateter) pelo punho ou pela virilha, o qual passa, então, por meio de uma artéria até o local do bloqueio. Um pequeno balão localizado na ponta do cateter é lentamente insuflado para abrir o bloqueio. Esse procedimento pode ser realizado com um cateter com balão sozinho ou pode também envolver a colocação de um stent coronário. Os stents são parecidos com a mola da ponta de uma caneta, que se expande para se acomodar ao tamanho da artéria. O dispositivo permanece na artéria, ajudando a manter um fluxo sanguíneo livre e desobstruído. Com o tempo, a parede da artéria se cicatriza ao redor do stent. Durante o período de cicatrização é necessário que o paciente tome medicamentos para impedir que o sangue se coagule dentro do stent.

Quando o dano no coração é extenso, com bloqueios atrioventriculares de 2ºe 3º graus, na avaliação do médico, e quando há bradicardia (ritmo cardíaco de menos de 60 batimentos por minuto, a implantação de um marca-passo temporário ou definitivo também é indicada. O dispositivo é implantado por baixo da pele, próximo ao ombro, e é composto por um gerador de pulsos, com circuito eletrônico e bateria, e eletrodos, os fios que levam os impulsos elétricos para o coração. Após o implante, o paciente deve se consultar regularmente com o cardiologista, para que o marca-passo seja avaliado e programado periodicamente.

Onde posso saber mais sobre infarto?

Associações médicas, hospitais de referência, cardiologistas e órgãos de governos podem ajudar você e sua família a entender melhor o que é o infarto e os tratamentos disponíveis.

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Doença nem sempre manda sinais perceptíveis ao paciente, por isso a prevenção é a melhor forma de cuidado da condição que mais mata no país

 

O infarto agudo do miocárdio é a maior causa de mortes no Brasil. A estimativa é que ocorram de 300 a 400 mil casos anuais da doença e, a cada cinco a sete casos, um dos pacientes vai a óbito. Para diminuir o risco de morte, o atendimento de urgência e emergência é fundamental nos primeiros minutos após a ocorrência.

Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o cardiologista Roberto Botelho explica que, em muitas das vezes, o infarto surge sem que haja sintomas. "Em muitos casos, o infarto acontece sem aviso prévio. Cerca de metade das mortes acontece nas duas primeiras horas, porque esse momento é crucial: a cada meia hora de atraso no tratamento adequado, o risco de morte aumenta em 7%".

Para Botelho, a solução para diminuir esses índices seria a criação, pelo poder público, de uma rede de atenção ao infarto. "Isso já acontece nos principais países desenvolvidos. É um mapeamento de todos os hospitais que estão habilitados a atender aos infartos. Assim, poderíamos organizar as ambulâncias do SAMU para que elas saibam aonde devem ir. Este é um procedimento essencial, já que o tempo é um fator tão importante na ocorrência de um infarto."

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Infarto em jovens

Dados do Ministério da Saúde indicam que entre 2010 e 2019 houve um aumento de cerca de 59% nas internações de pessoas com menos de 40 anos por infarto e de 9% nas mortes.

"Trabalho com isso há quase 35 anos. Quando eu era estudante e tinha um caso de infarto em uma pessoa jovem, todos eram chamados, porque era algo muito raro. Hoje isso é muito comum. Essa mudança está associada a fatores como o tabagismo, o consumo de energizantes, o uso de anabolizantes, estresse. Além disso, tivemos o fenômeno da pandemia, que envolve questões sociais, psicológicas, desemprego, isolamento, o vírus, ter tido a doença e também efeitos da vacina, já que estes dois últimos fatores estimulam a coagulação e causam o infarto por síndrome pós-trombótica."

Os números mostram: é essencial conhecer os sintomas, ainda que nem tão comuns, do infarto.

  • Desconforto da mandíbula até a cintura;
  • Dores ou mal-estar indefinido;
  • Suor em excesso e sem motivo específico;
  • Falta de ar ao andar.

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Fatores de risco e prevenção

Botelho afirma que, mais do que estar atento aos sintomas, é essencial cuidar de fatores de risco, como tabagismo, diabetes, hipertensão, obesidade, sedentarismo e estresse psicossocial.

Por outro lado, cuidados como atividades físicas regulares, uma boa alimentação e sono adequado são grandes aliados na prevenção do infarto. "Costumamos falar em risco atribuível: 85% do risco de infarto pode ser controlado com exercícios, dieta, descanso, parar de fumar e ter um controle da pressão arterial. Mesmo assim, na dúvida sobre o que você está sentindo, procure atendimento rapidamente", alerta.

Quer saber mais sobre essa condição clínica? Acesse nossa página sobre infarto.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda desses dispositivos por médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Produtos mostrados apenas para fins de INFORMAÇÃO e não podem ser aprovados ou vendidos em determinados países. Este material não se destina ao uso na França. 2022 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

CRM – 1426308 – AA – Saber da Saúde

Quais os benefícios dos anticoagulantes naturais?

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Conheça os benefícios dos anticoagulantes naturais

Por alguns motivos de saúde, muitas pessoas são forçadas a tomar Anticoagulantes Orais, como sofrer de arritmia cardíaca, como a Fibrilação Atrial. Anticoagulantes são medicamentos que impedem a formação de coágulos nas artérias ou veias. Mas também existem vários alimentos que agem como anticoagulantes naturais e que podem impedir sua formação.

No entanto, é importante esclarecer que esses anticoagulantes naturais não substituem o tratamento médico, mas ajudam no processo e são uma opção ideal para implementar hábitos de vida saudáveis e não apresentar problemas como diabetes e outras doenças no coração ou no cérebro.

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Alimentos que podem atuar como anticoagulantes naturais

  • Gengibre: Impede a acumulação de sangue, favorecendo sua diluição. A melhor maneira de consumi-lo é ferver a raiz. Você pode adicioná-lo a qualquer refeição ou tomá-lo como uma infusão.
  • Cebola: Recomendamos que você o consuma crua. É considerado como um anticoagulante natural por excelência.
  • Alho: Graças às suas propriedades que reduzem os riscos coronários, é muito benéfico para prevenir a formação de coágulos sanguíneos. Além disso, possui propriedades antioxidantes e ajuda a reduzir o colesterol no sangue. Recomendamos que você o consuma com frequência.
  • Ômega 3: Salmão, atum ou truta são alguns dos peixes mais ricos em Omega 3. Além de ajudar a circulação, são ideais para prevenir a coagulação do sangue.
  • Água: Consumir a quantidade certa de água por dia é necessário para a nossa saúde e ajuda a impedir o espessamento do sangue. Recomendamos que você beba pelo menos oito copos por dia.
  • Vinho Tinto: Uma taça de vinho tinto por dia ajuda a prevenir a coagulação prematura nas pessoas. Também pode ser substituído por uvas, pois tem os mesmos efeitos.
  • Vitamina E: A vitamina E está presente em alimentos como ovos, trigo, amêndoas, abacates e vegetais folhosos escuros. Consuma com frequência, é um anticoagulante muito eficaz.
  • Alimentos ricos em salicilados:como ameixas, cerejas, mirtilos, uvas, morangos, mel, cidra e nozes têm propriedades antibacterianas que bloqueiam as bactérias no intestino que produzem vitamina K.

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Lembre-se de verificar com seu médico antes de ingerir qualquer alimento que funcione como um anticoagulante natural.

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Quando a gastroplastia endoscópica não deve ser indicada?

Obesidade

Existe contraindicações para gastroplastia endoscópica?

Após três anos, 88% dos pacientes terão perdido peso de forma sustentável. Mas, para que o resultado seja ótimo, é preciso indicar o procedimento para o paciente certo

 

A gastroplastia é um procedimento altamente seguro. Por utilizar a técnica endoscópica, que não exige nenhum tipo de corte, o risco de um evento adverso, como sangramentos, é reduzido.

“O que nós fazemos durante o procedimento é remodelar o estômago, algo que pode ter um paralelo com o que acontece em uma cirurgia plástica, por exemplo. E é por isso que o órgão mantém todas as suas funções de secretar ácidos”, exemplifica Eduardo Grecco, médico especialista em endoscopia digestiva alta pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Professor Afiliado da Disciplina de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo, além de Coordenador do Serviço e da Residência Médica de Endoscopia, do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

Ainda assim, o procedimento não é indicado para todos. Se a intenção é a perda de uma alta porcentagem de peso, como é o caso de pacientes com obesidade grave e IMC > 40 kg/m², outros tratamentos podem ser mais indicados, como a cirurgia bariátrica. “Quem melhor se beneficia da gastroplastia endoscópica são pessoas com sobrepeso e obesidade de grau leve, com IMC entre 27 e 35 kg/m². Já a bariátrica é melhor indicada para quem tem IMC acima de 35”, resume Grecco.

Avaliação com equipe multidisciplinar

Mesmo em casos nos quais o paciente se enquadra no IMC indicado para a realização do procedimento, são indicadas consultas prévias com diferentes profissionais de Saúde, entre eles nutricionistas e psicólogos. Doenças psicológicas não controladas ou não tratadas são um impedimento à realização da gastroplastia endoscópica.

O médico precisa se certificar de que o paciente está preparado para todo o processo de emagrecimento que virá a seguir, enfatiza Grecco. “No primeiro mês o paciente terá apenas uma dieta líquida, que evolui para pastosa e purês até o quarto mês, quando, finalmente poderá voltar a comer de tudo. Só que, ainda assim, é preciso um acompanhamento nutricional próximo, pois o estômago terá 250 ml de volume e, além de comer pouco, o paciente precisará comer bem.”

O especialista, que trata a obesidade há 17 anos, tendo realizado mais de 4 mil procedimentos de balões intragástricos e 2 mil gastroplastias, diz que já deixou de fazer um procedimento porque não recebeu a aprovação da consulta psicológica. “Eram casos de pessoas com compulsão alimentar, em que era preciso tratar disso antes de fazer a gastroplastia, para que tudo desse certo.”

Casos de reganho de peso

Outro ponto que precisa ser esclarecido desde a primeira consulta com o médico endoscopista é que a sutura (costura) feita no estômago não dura para sempre. Ao contrário, com o tempo (até dois anos), os pontos vão se desfazer e, nesse momento, se a pessoa não seguir a dieta, pode voltar a engordar, por dilatar o estômago novamente. “Cerca de 12% dos pacientes terão reganho de peso três anos após o procedimento. E, em cinco anos, esse percentual chegará a 20%. Por tudo isso, oriento meus pacientes a voltarem logo a se consultar com o médico endoscopista quando percebem o ganho de peso, porque há estratégias a seguir nesses casos”, esclarece Grecco.

A primeira delas é a chamada ressuturação, ou seja, a realização de um novo procedimento para costurar o estômago novamente. “Se for constatado na endoscopia que o estômago dilatou, é feito um retoque do procedimento original e o paciente volta para a dieta controlada para perder os quilos novamente”, descreve o médico.

Já quem engordou e está com o estômago em tamanho reduzido vai precisar de outra estratégia. “Essa pessoa normalmente come pouco, mas come mal, com muito doce e carboidratos. Vai precisar voltar para a dieta ou até associar o uso de medicamentos como semaglutida e a tirzepatida, por exemplo”, diz.

Existem contraindicações?

Embora muito segura e efetiva, a gastroplastia endoscópica tem riscos como qualquer outro procedimento, contraindicações e recomendações que precisam ser estritamente seguidas.

O procedimento não é indicado para pessoas que tenham:

  • pólipos;
  • úlceras;
  • varizes gástricas ou esofágicas;
  • hérnia de hiato maior que três centímetros;
  • lesões neoplásicas ou coagulopatia. 

Além disso, se houver qualquer circunstância em que a técnica endoscópica seja contraindicada, o paciente também não poderá fazer a gastroplastia.

Para quem é indicado?

O procedimento é indicado para adultos com IMC entre 30 e 50 kg/m2 que não conseguiram perder peso com medidas como dieta e exercício, porém, mesmo após o procedimento, é necessário seguir uma dieta saudável e um programa de exercícios para perder peso, para não comprometer os resultados. Uma equipe multidisciplinar pode ajudá-lo nessa jornada. É bom lembrar que a perda de peso varia de paciente para paciente e que, em alguns casos, o paciente pode não perder peso após a intervenção. Avalie com seu médico se a sutura foi comprometida ou se você deve buscar outras opções para a perda de peso.

Alta e cuidados pós-procedimento

Em geral, os pacientes recebem alta no mesmo dia do procedimento, mas alguns permanecem mais tempo ou precisam retornar ao hospital para tratar sintomas associados à adaptação e à redução do volume gástrico. Os sintomas são mais

frequentemente tratados com fluidos intravenosos ou medicamentos, mas pode ser necessária intervenção médica.

Após o procedimento, o paciente pode ter náuseas e vômitos, dor abdominal, constipação, eructação, constipação, azia, diarreia e, em alguns casos, sangramento gastrointestinal Complicações mais graves são raras, mas é importante ficar atento e buscar assistência médica caso apresente qualquer um destes quadros.

Quer saber mais? Veja: Associação da Gastroplastia Endoscópica (ESG) com medicações para perda de peso.

Dê o primeiro passo para uma vida mais saudável! Explore nossas soluções e descubra como superar a obesidade com confiança e cuidado. Acesse agora o Leve a Vida Mais Leve.

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ENDO - 1982806 – AA – Saber da Saúde

Dor crônica: entenda as causas e conheça as principais opções de tratamento

Sistema Nervoso

Dor crônica: tudo que você precisa saber

Que bom que você está aqui. Você está no lugar certo para encontrar a melhor solução para sua dor pessoal.

Você descobrirá como nossas soluções funcionam, o que as torna eficazes e como outras pessoas as usaram para encontrar o tipo de alívio que você procura.

Os especialistas em controle da dor são médicos especializados em todos os tipos de dor. Eles recebem anos de treinamento avançado no controle da dor e se concentram no tratamento de pacientes com dor intensa.

Entenda sua dor

A dor é uma experiência profundamente pessoal.

Hobbies abandonados. Relacionamentos tensos. Carreiras prejudicadas. A dor pode roubar muito do que você é.

Nosso objetivo é ajudá-lo a encontrar o tipo de alívio que o fará voltar a ser você mesmo.

Você conhece sua dor melhor do que ninguém, mas talvez haja uma oportunidade de aprender ainda mais. Vamos começar com o básico para que possamos entender sua dor única e começar a trabalhar em direção ao seu alívio pessoal.

Dor aguda vs. dor crônica

Existem duas categorias principais de dor. Ambas podem se manifestar como leve, moderada ou grave.

1-2 meses: Dor aguda

Ocorre imediatamente após uma lesão e não dura mais do que dois meses, quando tratada adequadamente.

1-6+ meses: Dor crônica

Qualquer tipo de dor que dure seis meses ou mais. É difícil de tratar porque duas pessoas não sentem dor da mesma maneira. Indivíduos que parecem ter o mesmo tipo de dor podem precisar de tratamentos diferentes.

Veja também: Conheça os principais tipos de dor crônica

Diagnóstico para dor

Dor é uma experiência pessoal e subjetiva. Atualmente, não existe nenhum exame específico que possa medir e localizar com precisão a dor. Assim, os profissionais médicos baseiam-se nas palavras do paciente para descrever o tipo de dor e seu local.

Ser bastante específico na descrição da dor para o médico pode dar as melhores indicações da causa da dor. Por exemplo, a dor é lancinante ou entorpecida? Ela queima ou dói? Essas descrições combinam-se para criar um histórico da dor e representam o primeiro passo na avaliação da dor.

Como a dor crônica pode ocorrer em vários locais do corpo e por muitas e diferentes razões, os pacientes e seus médicos precisam trabalhar juntos para identificar as suas causas e o melhor tratamento a ser adotado.

Acesse aqui e entenda seu nível de dor

Tratamento da dor

A dor tem muitas causas diferentes. O envelhecimento normal pode afetar ossos e articulações de maneiras que causam dor. Danos nos nervos ou lesões que não cicatrizam adequadamente também podem causar dor.

Frequentemente, a fonte da dor é tão complexa que pode ser muito difícil de diagnosticar. E porque existem tantos tipos e causas de dor, a vasta gama de diferentes tratamentos disponíveis pode ser desconcertante.

Veja também: Neuralgia: o que provoca esse tipo de dor?

Como um médico responsável pelo controle da dor pode me ajudar?

Os especialistas em controle da dor são médicos especializados em todos os tipos de dor. Eles recebem anos de treinamento avançado sobre controle da dor e se concentram no tratamento de pacientes com dor intensa. Seu médico criará um plano de tratamento que funcione para você, com base no seu tipo de dor, sua gravidade e como você responde ao tratamento da dor.

Explore soluções para seu alívio

Explore soluções para seu alívio

A segurança e o conforto do paciente vêm em primeiro lugar. Você merece recuperar o controle de sua vida e encontrar um alívio duradouro com terapias que são clinicamente comprovadas como eficazes.

Nível 1

As terapias básicas são o primeiro passo projetado para diminuir a dor. O objetivo dessas terapias é reduzir a dor e melhorar a mobilidade.

  • Descanso e mudanças na dieta;
  • Exercício e fisioterapia;
  • Acupuntura, massagem e ajuste da coluna vertebral;
  • Medicamentos anti-inflamatórios (por exemplo, ibuprofeno);
  • Modificação cognitiva e comportamental.

Nível 2

Uma segunda linha de terapia pode ser necessária se a dor não responder ao tratamento mais tradicional. Muitas dessas terapias podem ser utilizadas em conjunto com os tratamentos do Nível 1.

  • Ablação por Radiofrequência (RFA);

A RFA é um procedimento ambulatorial minimamente invasivo que usa energia térmica para interromper os sinais de dor na fonte. Alivia a dor crônica em: pescoço, lombar, coluna, ombros, quadris, joelhos e pés.

  • Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS);
  • Medicamentos;
  • Opióides, bem como relaxantes musculares, medicamentos anticonvulsivos e alguns antidepressivos;
  • Analgésicos prescritos;
  • Bloqueios nervosos;
  • Injeção de anestésico, esteroide e / ou anti-inflamatório na área dolorida.

Nível 3

Quando a dor persiste depois que as terapias do Nível 1 e do Nível 2 foram tentadas, o seu Especialista de Controle da Dor pode recomendar opções mais complexas de tratamento. O alívio da dor crônica teimosa pode levar tempo e paciência; seu Especialista de Controle da Dor pode precisar tentar vários tratamentos até encontrar a solução mais eficaz para sua condição exclusiva de dor.

Estimulação da Medula Espinhal (SCS)

A estimulação nervosa, ou neuroestimulação, usa sinais elétricos para interromper a percepção da dor que viaja da área dolorosa para o cérebro.

Usa um dispositivo implantado para fornecer impulsos elétricos leves que interrompem os sinais de dor que seus nervos enviam pela medula espinhal. Isso pode ajudar a evitar que você perceba a dor.

Alivia a dor crônica em:

  • Coluna lombar
  • Pernas
  • Pés

A Estimulação da Medula Espinhal pode proporcionar alívio duradouro da dor e pode ser usada com outras terapias. Os pacientes são capazes de controlar a intensidade da terapia, bem como ativá-la e desativá-la, usando um controle remoto sem fio.

Como funciona a estimulação da medula espinhal?

A técnica envolve o implante de um dispositivo movido a bateria (cerca do tamanho de um relógio de bolso), normalmente denominado gerador de pulsos implantável (GPI), sob a pele no abdômen, na parte de cima das nádegas ou abaixo da clavícula. O GPI é conectado a um eletrodo(s) que estimula as fibras nervosas na medula espinhal a fim de reduzir os sinais de dor. Essa ação cria uma sensação de formigamento chamada de parestesia. Ela pode ser utilizada para tratar pacientes com mais de uma área de dor, incluindo pacientes com dores nas costas ou dores neuropáticas.

Veja também: Recuperação de um procedimento de sistema de estimulação da medula espinhal

Indicações Clínicas para Terapia de Estimulação da Medula Espinhal

As indicações clínicas comuns para terapia de Estimulação da Medula Espinhal incluem:

Síndrome Pós-Laminectomia ou Síndrome do Insucesso (FBSS):

Um termo que descreve a dor residual apesar de várias cirurgias nas costas ou outras intervenções, tais como manipulação espinhal, ou bloqueio de nervos, para reduzir as dores nas costas e nas pernas ou reparar déficits neurológicos.

Veja também: Síndrome pós-laminectomia: como tratar essa dor crônica da coluna

Síndrome da Dor Regional Complexa (SDRC):

Uma síndrome de vários sintomas, normalmente causada por algum trauma, incluindo dor em queimadura, hiperestesia (sensibilidade aumentada de qualquer órgão do sentido, especialmente a pele sensível ao frio, calor, dor, etc.), inchaço, hiperidrose (transpiração excessiva e profusa) e alterações tróficas na pele e no osso das áreas afetadas. A estimulação de nervos periféricos pode também ser indicada como tratamento.

Veja também: Síndrome da dor regional complexa: tratamento multimodal é a chave

Neuropatia Periférica:

Qualquer doença ou distúrbio dos nervos periféricos.

Veja também: Neuropatia: entenda a complicação mais comum do diabetes

Perguntas Feitas com Frequência a respeito de Estimulação da Medula Espinhal

1 - Posso "testar" a Estimulação da Medula Espinhal primeiro?

Normalmente, os pacientes têm a oportunidade de testar o sistema de Estimulação da Medula Espinhal antes de ele ser implantado cirurgicamente. Usando um sistema temporário não implantado (externo) por cerca de uma semana, o paciente tem a oportunidade de verificar se o sistema de Estimulação da Medula Espinhal atende às suas necessidades de alívio da dor e se ele se adapta a seu estilo de vida.

2 - A Estimulação da Medula Espinhal é reversível?

Mesmo que os eletrodos sejam cirurgicamente implantados, eles podem ser desconectados ou removidos por seu médico, se for necessário.

3 - Medicamentos podem interagir com a Estimulação da Medula Espinhal?

A Estimulação da Medula Espinhal pode ser utilizada em conjunto com remédios, se assim for necessário. Em alguns pacientes, a Estimulação da Medula Espinhal tem um resultado tão bom que os medicamentos para dor não são mais necessários. Em outros, ela pode significar uma redução na quantidade de medicamentos para dor utilizados.

4 - Estarei totalmente livre de dor com a Estimulação da Medula Espinhal?

A quantidade de alívio da dor oferecida pela terapia de Estimulação da Medula Espinhal varia de pessoa para pessoa. Muitos pacientes experimentam uma redução nas sensações dolorosas. O procedimento de teste com o sistema de Estimulação da Medula Espinhal lhe ajudará a determinar a quantidade de alívio que você poderá ter.

Cirurgia

Os tratamentos cirúrgicos podem variar de procedimentos ambulatoriais menores a procedimentos cerebrais e espinhais. A cirurgia pode ser necessária quando ocorrem problemas estruturais na coluna vertebral, geralmente causados por lesões ou doenças.

Bombas de medicamentos implantáveis

As bombas fornecem medicamentos para a dor diretamente no espaço ao redor da medula espinhal. A aplicação direta reduz a quantidade de opioides necessários para aliviar os sintomas dolorosos.

Outros procedimentos cirúrgicos

Frequentemente usado como último recurso, quando outras terapias falham, algumas técnicas cirúrgicas, como a cordotomia, destroem permanentemente os nervos e tecidos que conduzem a dor. Esses procedimentos costumam ser usados para aliviar a dor devido a câncer ou outras doenças incuráveis.

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