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Infarto

Ouvir texto - 14:39

Se você ou alguém que você ama sofreu um infarto, você pode estar se sentindo nervoso, ansioso ou confuso. Durante esse momento, é importante fazer perguntas, reunir informações e aprender tudo o que puder para ajudá-lo na jornada a prosseguir. Explore esta seção para obter mais informações sobre o infarto.

O que é infarto?

Não é à toa que o infarto agudo do miocárdio (IAM) é popularmente conhecido como ataque do coração. O infarto é o resultado da falta de oxigenação do músculo cardíaco, provocada pela obstrução de uma de suas artérias e que leva à morte das células da região. Essa falta de oxigênio pode comprometer parcial ou totalmente o funcionamento do coração, e, em alguns casos, levar à morte. Por isso, um infarto agudo do miocárdio requer atenção emergencial..

O que provoca o infarto?

O coração é o músculo mais importante do nosso organismo. Isso porque é o responsável por bombear o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todos os órgãos. Assim como o restante do corpo, ele também necessita do sangue oxigenado para trabalhar plenamente. São os movimentos de contração e dilatação do músculo cardíaco (os batimentos cardíacos) e as válvulas presentes na região (com a função de fazer com que o fluxo sanguíneo ocorra numa só direção) que garantem a circulação sanguínea eficaz. Enquanto o sangue rico em oxigênio sai pela aorta e chega a todas as células, ele retorna pelas veias já fraco em nutrientes e repleto de gás carbônico. Da aorta também surgem as artérias coronárias (direita e esquerda), vasos menores responsáveis pela irrigação do coração. O infarto acontece quando essa irrigação é interrompida e provoca a morte do tecido cardíaco.

O que pode prejudicar a circulação sanguínea no miocárdio?

A aterosclerose é a principal causadora da interrupção do fluxo sanguíneo das artérias. Ela ocorre ao longo dos anos, por causa de fatores genéticos ou de maus hábitos acumulados ao longo da vida. Placas de gordura, colesterol, células mortas e outras substâncias se acumulam internamente, formam o ateroma e enrijecem as artérias de médio e longo porte do corpo. Com o passar do tempo, essas placas aumentam e podem ganhar fissuras ou se romper, levando ao surgimento de um coágulo (trombo). Quando o coágulo alcança um dos vasos do coração e bloqueia a circulação do sangue na região acontece o infarto. Ou seja, há falta de oxigenação no órgão e o comprometimento do seu pleno funcionamento.

Quais são os fatores de risco para o infarto?

A Associação Americana de Cardiologia divide os fatores de risco para o infarto em três categorias: os que não podem ser mudados, os que podem ser modificados, tratados ou controlados e outros fatores que contribuem para aumentar os riscos.

Fatores que você não pode mudar

  • Aumento da idade - infartos são mais comuns em pessoas com mais de 65 anos e mulheres idosas têm risco aumentado de morrer
  • Gênero - homens estão mais propensos a sofrer ataques cardíacos e os casos podem ocorrer quando têm menos de 65 anos.
  • Hereditariedade - se seus pais tiveram doenças cardíacas, suas chances de sofrer um infarto são maiores.

Fatores que você pode mudar, tratar ou controlar

  • Fumar - quem fuma tem risco aumentado de sofrer um infarto, morte súbita cardíaca e doenças coronarianas. Fumantes passivos também ficam mais expostos do que pessoas que não fumam e não convivem com fumantes.
  • Colesterol alto - uma dieta rica em gordura trans e saturada aumenta o nível de colesterol "ruim" no seu sangue, o que o deixa mais exposto aos riscos de infarto e AVC (acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame).
  • Pressão alta - a pressão arterial alta, igual ou acima de 14/9, aumenta a carga do coração, o que endurece os vasos sanguíneos e, além de infarto, pode causar AVC, insuficiência renal e insuficiência cardíaca congestiva
  • Sedentarismo - atividades físicas, mesmo que em nível moderado, ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, controlar o colesterol, o diabetes e a obesidade, além de baixar a pressão arterial em algumas pessoas.
  • Obesidade e sobrepeso - pessoas com gordura acumulada, principalmente na cintura, podem sofrer infartos ou AVCs, mesmo que não tenham outros fatores de risco associados. Uma perda de 3% a 5% do peso pode prevenir doenças cardíacas e melhorar seus níveis de colesterol, pressão arterial e glicose.
  • Diabetes - de acordo com a American Heart Association (Sociedade Americana de Cardiologia), pelo menos 68% das pessoas com mais de 65 anos que têm diabetes morrem por causa de alguma doença cardíaca. Mantenha sua glicose sob controle, aposte em uma dieta equilibrada e em atividades físicas para manter-se saudável.

Outros fatores que contribuem para aumentar os riscos

  • Stress - Pessoas estressadas tendem a comer muito, começar a fumar ou aumentar o número de vezes que fumam e, por isso, ficam mais expostas ao risco de infarto. Busque momentos de autocuidado e um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • Bebidas alcoólicas - beber demais aumenta a pressão arterial, os riscos de infarto, outras cardiomiopatias, AVC, câncer e outras doenças. O excesso de álcool também aumenta o triglicérides e altera o ritmo cardíaco, além de contribuir para a obesidade, alcoolismo, suicídio e acidentes.
  • Alimentação - A American Heart Asociation (Associação Americana de Cardiologia) recomenda as seguintes ações para manter um peso saudável e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares: 1). escolha alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais, mas de baixas calorias; 2) aumente o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e castanhas e nozes; e 3) reduza do cardápio os doces, bebidas açucaradas e carne vermelha.

Existe mais de um tipo de infarto?

Os especialistas classificam o infarto em cinco tipos:

  • Tipo 1: é o mais comum. Ocorre quando há uma ruptura de uma placa de ateroma em uma das artérias do coração, formando um coágulo que interrompe a circulação do sangue na região.
  • Tipo 2: acontece quando há uma demanda maior de oxigênio pelo coração. Hipertensão, hipotensão, arritmia ou cirurgias não cardíacas são alguns fatores que podem provocar esse tipo de infarto.
  • Tipo 3: associado à morte cardíaca súbita, chamado infarto fulminante.
  • Tipo 4: acontece após uma angioplastia coronariana ou por trombose do stent (prótese endovascular usada para manter a artéria aberta).
  • Tipo 5: ocorre após uma cirurgia para revascularização do coração, conhecida como cirurgia de ponte de safena.

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Manter uma mente equilibrada ajuda a controlar a saúde intestinal e a aumentar a imunidade, mas o inverso também é verdadeiro.

 

Tudo começa no nervo vago, que mais parece um cano que atravessa todo o corpo humano e fica mandando informações para todos os lados. É ele quem envia as mensagens do cérebro diretamente para a microbiota intestinal. Esta, por sua vez, pela via circulatória, avisa o cérebro a quantas anda a sua produção de IgA, uma imunoglobulina que desencadeia todo o processo imune. E dessa troca entre dois órgãos tão distantes ("eixo cérebro-intestino") resulta uma das ações mais importantes do organismo, que implica não só na saúde, mas também na doença mental.1

Para melhorar a conexão entre o intestino e o cérebro, o papel da microbiota é fundamental. “São as bactérias que lá habitam que produzirão nutrientes importantes para o cérebro, como as vitaminas B12, K e riboflavina (B2). Então, dá para dizer que nós dependemos do intestino para alimentar o cérebro e fazer com que ele funcione saudavelmente”, enfatiza Joaquim Prado Moraes-Filho, Professor Associado de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP e editor da Revista da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Quando algo não vai bem no intestino, o cérebro também sente. “Se antes tínhamos as doenças funcionais do intestino, hoje falamos em doenças de desequilíbrio entre a função cérebro-intestinal, porque esses dois órgãos ficam trocando informações a todo o tempo”, explica o professor.

Hoje, as evidências mostram que a saúde cerebral - e por consequência mental - depende fortemente da saúde da microbiota2. “Pouca gente sabe, mas cada microbiota intestinal, além de ser única, atua em uma série de fatores comportamentais que alteram o cérebro e, consequentemente, o intestino. E o contrário também é verdadeiro, ou seja, pessoas em estados de ansiedade ou alto estresse devem perceber que o intestino costuma ‘soltar’ nesses momentos”, finaliza.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ENDO = 1595105 – AA – Saber da Saúde

Tremor Essencial: história de pai e filho que encontraram qualidade de vida com a Estimulação Cerebral Profunda

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De pai para filho: duas gerações vivendo com Tremor Essencial

Belmiro e Edson da Silva sentiram os primeiros sinais da doença em diferentes fases da vida. Mas ambos encontraram na Estimulação Cerebral Profunda (DBS) a melhor forma de levar uma vida de qualidade 

 

Edson da Silva guarda na memória o exato momento em que brincava de bater figurinhas do Cavaleiros do Zodíaco com um amigo e suas mãos começaram a tremer pela primeira vez.  Ele tinha dez anos de idade e não entendia o porquê de isso acontecer - chegou até a achar que fosse um sinal de ansiedade. Com a piora do quadro, foi buscar ajuda médica e precisou passar por diferentes especialistas até receber o diagnóstico de Tremor Essencial (TE). 

 Uma situação bem diferente foi a vivida pelo pai de Edson, Belmiro da Silva, que só começou a ter os mesmos sintomas após os 50 anos. “Eu tremia um pouco ao tomar café ou água e isso não me preocupava tanto. Só que foi piorando, até que eu precisasse segurar o copo com as duas mãos”, recorda.

Embora tenha tido início em etapas de vida diferentes para os dois, a doença evoluiu em ambos e o que antes era moderado, foi ficando cada vez mais grave. Edson lembra de não conseguir segurar o garfo para se alimentar, em uma praça de alimentação. Ele tinha 39 anos na época. Já Belmiro, que é garçom, relatava dificuldades em servir seus clientes, especialmente bebidas. Seu receio era que fosse impedido de continuar a trabalhar. 

Diagnóstico e tratamento do Tremor Essencial

“O diagnóstico correto demorou para nós. Eu me lembro de aos 25 anos ainda ser tratado com remédios para ansiedade, na esperança de controlar os tremores”, conta Edson. Isso mudou há um ano e meio, com o diagnóstico de doença de Parkinson  que Belmiro recebeu. “Foi quando eu procurei um médico neurologista para entender se o meu caso era igual. Aí, finalmente, eu descobri que o que eu tinha era chamado de Tremor Essencial”, explica Edson.

Graças ao diagnóstico do Edson, Belmiro decidiu refazer seus exames e descobriu que ele também tinha Ttremor Eessencial e não Parkinson, como foi cogitado. 

Com a ciência da doença e o diagnóstico correto, ambos puderam - finalmente - ter acesso ao tratamento adequado para a melhora dos sintomas. “Existia a opção dos medicamentos, mas eles tinham efeitos colaterais complicados para mim. Optei então por realizar a Estimulação Cerebral Profunda (DBS, do inglês Deep Brain Stimulation), que tem um rápido resultado na suspensão dos tremores. E isso com efeitos colaterais quase nulos”, descreve Edson.

 Edson foi o primeiro dos dois a realizar a cirurgia para o implante e quatro meses depois foi a vez de Belmiro, que se diz inspirado pelo filho a realizar o procedimento. “Eu vi a recuperação dele e tive a coragem de seguir por esse tratamento também.”

Os tremores de Edson cessaram quase por completo, bem como os de Belmiro. Ambos se dizem mais alegres e com mais disposição: “Quem tem Tremor Essencial sempre se pergunta: ‘será que as pessoas estão percebendo que eu estou tremendo?’ E quando o tratamento tira essa possibilidade, é um ganho emocional e psicológico enorme”, explica o filho. 

 A tecnologia que ambos utilizam permite que sejam feitos ajustes na estimulação com frequência, adaptando-se à evolução dos sintomas, o que evita a realização de novas cirurgias. “São 20, 25 anos, sendo assistidos de perto para que os tremores não voltem mais”, finaliza Edson.

Quer saber como reconhecer as diferenças entre a Doença de Parkinson e o Tremor Essencial? Entenda aqui como cada condição impacta a vida e a saúde de quem enfrenta esses desafios!

 ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

ATENÇÃO III: Conteúdo deste depoimento é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento médico. A BSC recomenda fortemente que você consulte seu médico em todas as questões relacionadas à sua saúde ou para esclarecer qualquer dúvida.

NMD - 1963205 – AA – Saber da Saúde

Câncer de pâncreas: sintomas, diagnóstico e desafios do tratamento

Cânceres e Tumores

Câncer de pâncreas: uma doença silenciosa

Esse tipo de tumor é de difícil detecção e costuma apresentar sintomas comuns a outros quadros menos graves. Veja como o diagnóstico acontece

O pâncreas é um órgão que fica na parte superior do abdome, "escondido" atrás do estômago e ao lado do fígado e da vesícula biliar. Está também muito próximo a estruturas nobres do organismo como artérias e veias que irrigam todo o intestino1. E essa dificuldade de acesso é um dos motivos que tornam a detecção precoce de câncer no órgão um enorme desafio médico.

A ausência de sintomas é outro ponto que dificulta o diagnóstico. O adenocarcinoma do corpo ou da cauda do pâncreas é geralmente assintomático até que o tumor cresça e se dissemine para fora do órgão. Em 90% dos casos os diagnósticos acontecem nessa fase, mais tardia. Porém, quando os sintomas aparecem, costumam ser comuns a outras condições de saúde menos graves, como dor abdominal, que costuma aparecer na parte superior do abdome ou no meio das costas e é aliviada quando a pessoa se inclina de frente ou fica em posição fetal2.

A perda de peso também é comum, e ainda podem aparecer sinais como icterícia e vômito, especialmente nos casos em que o tumor se aloja na cabeça do pâncreas, uma vez que essa localização pode interferir na drenagem da bile para o intestino delgado3.

“Quando existem sintomas como os descritos e/ou o paciente já tem um exame de imagem compatível com tumor no pâncreas, como uma tomografia computadorizada ou uma ultrassonografia endoscópica, o ideal é que ele procure um oncologista clínico e um cirurgião especialista em tumores abdominais. Nesse cenário, uma equipe multidisciplinar pode ser convocada para a discussão do caso e para analisar a possibilidade de uma cirurgia”, recomenda Vinicius Lorandi, médico oncologista clínico com ênfase em tumores de pulmão e gastrintestinais e experiência em tratamento com quimioterapia intra-arterial, com atuação no Hospital Mãe de Deus (RS) e no Grupo Oncoclínicas.

O médico deixa claro que, em casos de câncer de pâncreas não é necessário biópsia prévia. “O paciente diagnosticado pode ser levado direto à cirurgia. Ou, caso haja evidência durante a investigação de que a doença já se instalou fora do órgão ou ocorreram metástases, o tratamento será paliativo, com base em quimioterapia. Daí sim, a realização de uma biópsia confirmatória se faz necessária.”

Estar atento aos sinais que o corpo dá, ainda que pequenos, é importante sempre e mais ainda no caso de tumores. Isso porque todo tumor que é diagnosticado mais tardiamente apresenta menores taxas de sucesso com o tratamento cirúrgico. “Para traduzir isso em números, na minha experiência, apenas 20% dos pacientes que fazem diagnóstico de adenocarcinoma de pâncreas são candidatos a uma cirurgia de intenção curativa”, resume o oncologista.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

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Câncer de próstata: principais fatores de risco e importância do diagnóstico precoce

Cânceres e Tumores

Câncer de próstata: fatores de risco, sintomas e quando procurar o urologista

Doença ainda é cercada por tabus, mas acompanhamento periódico e diagnóstico precoce salvam vidas

O câncer de próstata é o tipo mais frequente em homens no Brasil, depois do câncer de pele. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 65.840 novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano no país, valor correspondente a 62,95 casos novos a cada 100 mil homens. Ainda segundo o INCA, um em cada nove homens receberá o diagnóstico da doença ao longo da vida. 

Mais do que outros tipos, esse é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75%¹ dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Apesar dos riscos serem aumentados com o avançar da idade, é essencial que homens a partir dos 40 anos conversem com o urologista e façam exames periódicos para que seja possível uma identificação precoce de qualquer alteração na saúde da próstata.

O urologista Carlos Sacomani alerta para outros fatores de risco para a doença, que devem ser tratados com cautela e acompanhados de perto pelo médico de confiança:

  1. Idade: No Brasil, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos;
  2. Histórico familiar: É preciso estar atento para casos de membros da família que tiveram a doença antes dos 60 anos;
  3. Sobrepeso e obesidade: Estudos recentes mostram maior risco de câncer de próstata em homens com peso corporal elevado;
  4. Pele negra: De acordo com estudo realizado nos Estados Unidos, em 2020, e publicado no Jama Network, homens negros têm maior incidência de câncer de próstata. O número de afro-americanos que tiveram progressão da doença foi 11% maior do que o de homens brancos que também lidaram com esse problema, durante um período de sete anos. 

Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas e, quando apresenta, os mais comuns são dificuldade de urinar, sangue na urina, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. 

Sacomani explica, ainda, que uma vez que haja suspeita da doença por meio do exame de PSA e do toque retal, o paciente deve passar por outros exames que confirmem o diagnóstico, incluindo ressonância magnética e biópsia. "Caso seja confirmado o câncer, a cirurgia robótica é a principal opção de tratamento, sendo feita a retirada da próstata. A recuperação costuma ser rápida e a grande maioria dos pacientes vai viver normalmente, só deixam de ejacular".

O urologista destaca também que, assim como outras cirurgias, existem riscos - mas estes podem ser tratados e controlados. "Mesmo com cirurgia robótica, temos índices que não são desprezíveis, como a disfunção erétil de 20 a 60% dos casos, e a incontinência urinária² em 5 a 10% dos pacientes³, mas tudo depende do histórico e da saúde de cada um". No caso de incontinência, é possível fazer um implante de esfíncter artificial e, para os pacientes com disfunção erétil, há a possibilidade de tratamento medicamentoso ou até a implantação de uma prótese peniana.

Tabu e conscientização

O preconceito, o machismo e o tabu que circundam os cuidados com a saúde do homem são os principais inimigos do diagnóstico precoce e do tratamento do câncer de próstata. 

Para Sacomani, esse cenário tem mudado, incentivado principalmente por campanhas como o Novembro Azul. "Há cada vez mais conscientização sobre o autocuidado, os homens estão mais preocupados com a própria saúde e esses medos já não têm a mesma força de antigamente. Dessa forma, a maioria dos casos de câncer de próstata são curados."

Mais do que isso, embora não exista uma forma de prevenir o câncer, práticas saudáveis como ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos, não fumar, manter o peso corporal adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a diminuir os riscos da doença.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2022 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados. ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde URO – 1450805 – AA – Saber da Saúde

Quais são os sintomas do infarto?

O sintoma mais comum do infarto do miocárdio é uma dor intensa no peito, que pode se irradiar para as costas, o braço esquerdo, os ombros e até a mandíbula. Sudorese, náuseas, vômito, tontura e falta de ar também costumam acompanhar a dor profunda do infarto. Entretanto, 20% dos infartos são silenciosos, estes, mais comuns nos diabéticos. Como há apenas um desconforto, ele é interpretado como um mal-estar causado por indigestão.

Outro grupo que deve prestar atenção especial nos sintomas são as mulheres. Estudos recentes têm mostrado que nelas essa condição clínica pode estar associada ao estresse emocional e mental e surgem sintomas atípicos, como dor no pescoço e no rosto, ardência na pele, palpitações e fadiga incomum.

Como é o tratamento do infarto?

Um infarto pede atenção emergencial, já que é uma das doenças cardiovasculares que mais mata no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, até o fim deste ano, cerca de 400 mil pessoas morrerão por causa de doenças cardíacas ou de circulação. Por isso, qualquer sinal de que o coração não anda em seu ritmo perfeito requer investigação.

Assim que ocorre um infarto, é fundamental realizar um eletrocardiograma (ECG) e exames laboratoriais para detectar os marcadores cardíacos. Com essas análises, o especialista pode identificar a região comprometida e a extensão da morte do tecido do coração, para decidir as melhores estratégias para o tratamento.

Como é um evento que exige cuidado imediato, o paciente também deve logo receber oxigênio, anticoagulantes, antiplaquetários e um tratamento para dor com nitratos.

Atualmente, o uso de fribrinolíticos, fármacos que auxiliam na redução do coágulo, tem sido uma medida importante para interromper a trombose e reverter a isquemia (diminuição da passagem de sangue pelas artérias). Outra alternativa é o Implante de Oclusão do Apêndice Atrial Esquerdo (OAAE). O procedimento é minimamente invasivo e feito uma única vez, inserindo um dispositivo do tamanho de uma moeda, que fecha o local responsável pela formação dos coágulos.

O implante reduz o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em 84% para pessoas diagnosticadas com a Fibrilação Atrial não causada por um problema da válvula cardíaca e é especialmente indicado para quem não pode tomar anticoagulantes. Para saber mais, assista nosso vídeo:

O coração é o músculo mais importante do nosso organismo. Isso porque é o responsável por bombear o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todos os órgãos. Assim como o restante do corpo, ele também necessita do sangue oxigenado para trabalhar plenamente. São os movimentos de contração e dilatação do músculo cardíaco (os batimentos cardíacos) e as válvulas presentes na região (com a função de fazer com que o fluxo sanguíneo ocorra numa só direção) que garantem a circulação sanguínea eficaz. Enquanto o sangue rico em oxigênio sai pela aorta e chega a todas as células, ele retorna pelas veias já fraco em nutrientes e repleto de gás carbônico. Da aorta também surgem as artérias coronárias (direita e esquerda), vasos menores responsáveis pela irrigação do coração. O infarto acontece quando essa irrigação é interrompida e provoca a morte do tecido cardíaco.

A aterosclerose é a principal causadora da interrupção do fluxo sanguíneo das artérias. Ela ocorre ao longo dos anos, por causa de fatores genéticos ou de maus hábitos acumulados ao longo da vida. Placas de gordura, colesterol, células mortas e outras substâncias se acumulam internamente, formam o ateroma e enrijecem as artérias de médio e longo porte do corpo. Com o passar do tempo, essas placas aumentam e podem ganhar fissuras ou se romper, levando ao surgimento de um coágulo (trombo). Quando o coágulo alcança um dos vasos do coração e bloqueia a circulação do sangue na região acontece o infarto. Ou seja, há falta de oxigenação no órgão e o comprometimento do seu pleno funcionamento.

A Associação Americana de Cardiologia divide os fatores de risco para o infarto em três categorias: os que não podem ser mudados, os que podem ser modificados, tratados ou controlados e outros fatores que contribuem para aumentar os riscos.

Fatores que você não pode mudar

  • Aumento da idade - infartos são mais comuns em pessoas com mais de 65 anos e mulheres idosas têm risco aumentado de morrer
  • Gênero - homens estão mais propensos a sofrer ataques cardíacos e os casos podem ocorrer quando têm menos de 65 anos.
  • Hereditariedade - se seus pais tiveram doenças cardíacas, suas chances de sofrer um infarto são maiores.

Fatores que você pode mudar, tratar ou controlar

  • Fumar - quem fuma tem risco aumentado de sofrer um infarto, morte súbita cardíaca e doenças coronarianas. Fumantes passivos também ficam mais expostos do que pessoas que não fumam e não convivem com fumantes.
  • Colesterol alto - uma dieta rica em gordura trans e saturada aumenta o nível de colesterol "ruim" no seu sangue, o que o deixa mais exposto aos riscos de infarto e AVC (acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame).
  • Pressão alta - a pressão arterial alta, igual ou acima de 14/9, aumenta a carga do coração, o que endurece os vasos sanguíneos e, além de infarto, pode causar AVC, insuficiência renal e insuficiência cardíaca congestiva
  • Sedentarismo - atividades físicas, mesmo que em nível moderado, ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, controlar o colesterol, o diabetes e a obesidade, além de baixar a pressão arterial em algumas pessoas.
  • Obesidade e sobrepeso - pessoas com gordura acumulada, principalmente na cintura, podem sofrer infartos ou AVCs, mesmo que não tenham outros fatores de risco associados. Uma perda de 3% a 5% do peso pode prevenir doenças cardíacas e melhorar seus níveis de colesterol, pressão arterial e glicose.
  • Diabetes - de acordo com a American Heart Association (Sociedade Americana de Cardiologia), pelo menos 68% das pessoas com mais de 65 anos que têm diabetes morrem por causa de alguma doença cardíaca. Mantenha sua glicose sob controle, aposte em uma dieta equilibrada e em atividades físicas para manter-se saudável.

Outros fatores que contribuem para aumentar os riscos

  • Stress - Pessoas estressadas tendem a comer muito, começar a fumar ou aumentar o número de vezes que fumam e, por isso, ficam mais expostas ao risco de infarto. Busque momentos de autocuidado e um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • Bebidas alcoólicas - beber demais aumenta a pressão arterial, os riscos de infarto, outras cardiomiopatias, AVC, câncer e outras doenças. O excesso de álcool também aumenta o triglicérides e altera o ritmo cardíaco, além de contribuir para a obesidade, alcoolismo, suicídio e acidentes.
  • Alimentação - A American Heart Asociation (Associação Americana de Cardiologia) recomenda as seguintes ações para manter um peso saudável e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares: 1). escolha alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais, mas de baixas calorias; 2) aumente o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e castanhas e nozes; e 3) reduza do cardápio os doces, bebidas açucaradas e carne vermelha.

Os especialistas classificam o infarto em cinco tipos:

  • Tipo 1: é o mais comum. Ocorre quando há uma ruptura de uma placa de ateroma em uma das artérias do coração, formando um coágulo que interrompe a circulação do sangue na região.
  • Tipo 2: acontece quando há uma demanda maior de oxigênio pelo coração. Hipertensão, hipotensão, arritmia ou cirurgias não cardíacas são alguns fatores que podem provocar esse tipo de infarto.
  • Tipo 3: associado à morte cardíaca súbita, chamado infarto fulminante.
  • Tipo 4: acontece após uma angioplastia coronariana ou por trombose do stent (prótese endovascular usada para manter a artéria aberta).
  • Tipo 5: ocorre após uma cirurgia para revascularização do coração, conhecida como cirurgia de ponte de safena.

O sintoma mais comum do infarto do miocárdio é uma dor intensa no peito, que pode se irradiar para as costas, o braço esquerdo, os ombros e até a mandíbula. Sudorese, náuseas, vômito, tontura e falta de ar também costumam acompanhar a dor profunda do infarto. Entretanto, 20% dos infartos são silenciosos, estes, mais comuns nos diabéticos. Como há apenas um desconforto, ele é interpretado como um mal-estar causado por indigestão.

Outro grupo que deve prestar atenção especial nos sintomas são as mulheres. Estudos recentes têm mostrado que nelas essa condição clínica pode estar associada ao estresse emocional e mental e surgem sintomas atípicos, como dor no pescoço e no rosto, ardência na pele, palpitações e fadiga incomum.

Um infarto pede atenção emergencial, já que é uma das doenças cardiovasculares que mais mata no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, até o fim deste ano, cerca de 400 mil pessoas morrerão por causa de doenças cardíacas ou de circulação. Por isso, qualquer sinal de que o coração não anda em seu ritmo perfeito requer investigação.

Assim que ocorre um infarto, é fundamental realizar um eletrocardiograma (ECG) e exames laboratoriais para detectar os marcadores cardíacos. Com essas análises, o especialista pode identificar a região comprometida e a extensão da morte do tecido do coração, para decidir as melhores estratégias para o tratamento.

Como é um evento que exige cuidado imediato, o paciente também deve logo receber oxigênio, anticoagulantes, antiplaquetários e um tratamento para dor com nitratos.

Atualmente, o uso de fribrinolíticos, fármacos que auxiliam na redução do coágulo, tem sido uma medida importante para interromper a trombose e reverter a isquemia (diminuição da passagem de sangue pelas artérias). Outra alternativa é o Implante de Oclusão do Apêndice Atrial Esquerdo (OAAE). O procedimento é minimamente invasivo e feito uma única vez, inserindo um dispositivo do tamanho de uma moeda, que fecha o local responsável pela formação dos coágulos.

O implante reduz o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em 84% para pessoas diagnosticadas com a Fibrilação Atrial não causada por um problema da válvula cardíaca e é especialmente indicado para quem não pode tomar anticoagulantes. Para saber mais, assista nosso vídeo:

São as informações mostradas no eletrocardiograma e se há sintomas persistentes, como arritmia ou hipotensão, que vão levar o especialista a indicar a revascularização do miocárdio (ponte de safena). Dependendo do caso, a intervenção deve ser imediata. Nessa cirurgia, com a ajuda de enxertos, são construídos novos caminhos para o sangue, desviando-o da lesão que provocou o infarto. Um dos enxertos que pode ser usado é a veia safena da perna, daí o nome ponte de safena. O tempo de internação e os cuidados pós-operatórios dependem do tamanho da cirurgia e das condições clínicas do paciente. Por isso, um acompanhamento médico com o cardiologista é imprescindível. Dados da Associação Americana de Cardiologia indicam que, depois de um infarto, os homens têm uma sobrevida de 8,2 anos e as mulheres de 5,5 anos.

Menos invasiva, a angioplastia também pode ser indicada. O cirurgião cardíaco ou hemodinamicista introduz um tubo pequeno (denominado cateter) pelo punho ou pela virilha, o qual passa, então, por meio de uma artéria até o local do bloqueio. Um pequeno balão localizado na ponta do cateter é lentamente insuflado para abrir o bloqueio. Esse procedimento pode ser realizado com um cateter com balão sozinho ou pode também envolver a colocação de um stent coronário. Os stents são parecidos com a mola da ponta de uma caneta, que se expande para se acomodar ao tamanho da artéria. O dispositivo permanece na artéria, ajudando a manter um fluxo sanguíneo livre e desobstruído. Com o tempo, a parede da artéria se cicatriza ao redor do stent. Durante o período de cicatrização é necessário que o paciente tome medicamentos para impedir que o sangue se coagule dentro do stent.

Quando o dano no coração é extenso, com bloqueios atrioventriculares de 2ºe 3º graus, na avaliação do médico, e quando há bradicardia (ritmo cardíaco de menos de 60 batimentos por minuto, a implantação de um marca-passo temporário ou definitivo também é indicada. O dispositivo é implantado por baixo da pele, próximo ao ombro, e é composto por um gerador de pulsos, com circuito eletrônico e bateria, e eletrodos, os fios que levam os impulsos elétricos para o coração. Após o implante, o paciente deve se consultar regularmente com o cardiologista, para que o marca-passo seja avaliado e programado periodicamente.

Associações médicas, hospitais de referência, cardiologistas e órgãos de governos podem ajudar você e sua família a entender melhor o que é o infarto e os tratamentos disponíveis.

Em quais casos a cirurgia é indicada?

São as informações mostradas no eletrocardiograma e se há sintomas persistentes, como arritmia ou hipotensão, que vão levar o especialista a indicar a revascularização do miocárdio (ponte de safena). Dependendo do caso, a intervenção deve ser imediata. Nessa cirurgia, com a ajuda de enxertos, são construídos novos caminhos para o sangue, desviando-o da lesão que provocou o infarto. Um dos enxertos que pode ser usado é a veia safena da perna, daí o nome ponte de safena. O tempo de internação e os cuidados pós-operatórios dependem do tamanho da cirurgia e das condições clínicas do paciente. Por isso, um acompanhamento médico com o cardiologista é imprescindível. Dados da Associação Americana de Cardiologia indicam que, depois de um infarto, os homens têm uma sobrevida de 8,2 anos e as mulheres de 5,5 anos.

Menos invasiva, a angioplastia também pode ser indicada. O cirurgião cardíaco ou hemodinamicista introduz um tubo pequeno (denominado cateter) pelo punho ou pela virilha, o qual passa, então, por meio de uma artéria até o local do bloqueio. Um pequeno balão localizado na ponta do cateter é lentamente insuflado para abrir o bloqueio. Esse procedimento pode ser realizado com um cateter com balão sozinho ou pode também envolver a colocação de um stent coronário. Os stents são parecidos com a mola da ponta de uma caneta, que se expande para se acomodar ao tamanho da artéria. O dispositivo permanece na artéria, ajudando a manter um fluxo sanguíneo livre e desobstruído. Com o tempo, a parede da artéria se cicatriza ao redor do stent. Durante o período de cicatrização é necessário que o paciente tome medicamentos para impedir que o sangue se coagule dentro do stent.

Quando o dano no coração é extenso, com bloqueios atrioventriculares de 2ºe 3º graus, na avaliação do médico, e quando há bradicardia (ritmo cardíaco de menos de 60 batimentos por minuto, a implantação de um marca-passo temporário ou definitivo também é indicada. O dispositivo é implantado por baixo da pele, próximo ao ombro, e é composto por um gerador de pulsos, com circuito eletrônico e bateria, e eletrodos, os fios que levam os impulsos elétricos para o coração. Após o implante, o paciente deve se consultar regularmente com o cardiologista, para que o marca-passo seja avaliado e programado periodicamente.

Onde posso saber mais sobre infarto?

Associações médicas, hospitais de referência, cardiologistas e órgãos de governos podem ajudar você e sua família a entender melhor o que é o infarto e os tratamentos disponíveis.

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Intestino: por que é chamado de segundo cérebro e como afeta saúde mental e imunidade

Outras Condições

Por que o intestino é chamado de segundo cérebro e qual a relação com a saúde mental?

Manter uma mente equilibrada ajuda a controlar a saúde intestinal e a aumentar a imunidade, mas o inverso também é verdadeiro.

 

Tudo começa no nervo vago, que mais parece um cano que atravessa todo o corpo humano e fica mandando informações para todos os lados. É ele quem envia as mensagens do cérebro diretamente para a microbiota intestinal. Esta, por sua vez, pela via circulatória, avisa o cérebro a quantas anda a sua produção de IgA, uma imunoglobulina que desencadeia todo o processo imune. E dessa troca entre dois órgãos tão distantes ("eixo cérebro-intestino") resulta uma das ações mais importantes do organismo, que implica não só na saúde, mas também na doença mental.1

Para melhorar a conexão entre o intestino e o cérebro, o papel da microbiota é fundamental. “São as bactérias que lá habitam que produzirão nutrientes importantes para o cérebro, como as vitaminas B12, K e riboflavina (B2). Então, dá para dizer que nós dependemos do intestino para alimentar o cérebro e fazer com que ele funcione saudavelmente”, enfatiza Joaquim Prado Moraes-Filho, Professor Associado de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP e editor da Revista da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Quando algo não vai bem no intestino, o cérebro também sente. “Se antes tínhamos as doenças funcionais do intestino, hoje falamos em doenças de desequilíbrio entre a função cérebro-intestinal, porque esses dois órgãos ficam trocando informações a todo o tempo”, explica o professor.

Hoje, as evidências mostram que a saúde cerebral - e por consequência mental - depende fortemente da saúde da microbiota2. “Pouca gente sabe, mas cada microbiota intestinal, além de ser única, atua em uma série de fatores comportamentais que alteram o cérebro e, consequentemente, o intestino. E o contrário também é verdadeiro, ou seja, pessoas em estados de ansiedade ou alto estresse devem perceber que o intestino costuma ‘soltar’ nesses momentos”, finaliza.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ENDO = 1595105 – AA – Saber da Saúde

Tremor Essencial: história de pai e filho que encontraram qualidade de vida com a Estimulação Cerebral Profunda

Histórias

De pai para filho: duas gerações vivendo com Tremor Essencial

Belmiro e Edson da Silva sentiram os primeiros sinais da doença em diferentes fases da vida. Mas ambos encontraram na Estimulação Cerebral Profunda (DBS) a melhor forma de levar uma vida de qualidade 

 

Edson da Silva guarda na memória o exato momento em que brincava de bater figurinhas do Cavaleiros do Zodíaco com um amigo e suas mãos começaram a tremer pela primeira vez.  Ele tinha dez anos de idade e não entendia o porquê de isso acontecer - chegou até a achar que fosse um sinal de ansiedade. Com a piora do quadro, foi buscar ajuda médica e precisou passar por diferentes especialistas até receber o diagnóstico de Tremor Essencial (TE). 

 Uma situação bem diferente foi a vivida pelo pai de Edson, Belmiro da Silva, que só começou a ter os mesmos sintomas após os 50 anos. “Eu tremia um pouco ao tomar café ou água e isso não me preocupava tanto. Só que foi piorando, até que eu precisasse segurar o copo com as duas mãos”, recorda.

Embora tenha tido início em etapas de vida diferentes para os dois, a doença evoluiu em ambos e o que antes era moderado, foi ficando cada vez mais grave. Edson lembra de não conseguir segurar o garfo para se alimentar, em uma praça de alimentação. Ele tinha 39 anos na época. Já Belmiro, que é garçom, relatava dificuldades em servir seus clientes, especialmente bebidas. Seu receio era que fosse impedido de continuar a trabalhar. 

Diagnóstico e tratamento do Tremor Essencial

“O diagnóstico correto demorou para nós. Eu me lembro de aos 25 anos ainda ser tratado com remédios para ansiedade, na esperança de controlar os tremores”, conta Edson. Isso mudou há um ano e meio, com o diagnóstico de doença de Parkinson  que Belmiro recebeu. “Foi quando eu procurei um médico neurologista para entender se o meu caso era igual. Aí, finalmente, eu descobri que o que eu tinha era chamado de Tremor Essencial”, explica Edson.

Graças ao diagnóstico do Edson, Belmiro decidiu refazer seus exames e descobriu que ele também tinha Ttremor Eessencial e não Parkinson, como foi cogitado. 

Com a ciência da doença e o diagnóstico correto, ambos puderam - finalmente - ter acesso ao tratamento adequado para a melhora dos sintomas. “Existia a opção dos medicamentos, mas eles tinham efeitos colaterais complicados para mim. Optei então por realizar a Estimulação Cerebral Profunda (DBS, do inglês Deep Brain Stimulation), que tem um rápido resultado na suspensão dos tremores. E isso com efeitos colaterais quase nulos”, descreve Edson.

 Edson foi o primeiro dos dois a realizar a cirurgia para o implante e quatro meses depois foi a vez de Belmiro, que se diz inspirado pelo filho a realizar o procedimento. “Eu vi a recuperação dele e tive a coragem de seguir por esse tratamento também.”

Os tremores de Edson cessaram quase por completo, bem como os de Belmiro. Ambos se dizem mais alegres e com mais disposição: “Quem tem Tremor Essencial sempre se pergunta: ‘será que as pessoas estão percebendo que eu estou tremendo?’ E quando o tratamento tira essa possibilidade, é um ganho emocional e psicológico enorme”, explica o filho. 

 A tecnologia que ambos utilizam permite que sejam feitos ajustes na estimulação com frequência, adaptando-se à evolução dos sintomas, o que evita a realização de novas cirurgias. “São 20, 25 anos, sendo assistidos de perto para que os tremores não voltem mais”, finaliza Edson.

Quer saber como reconhecer as diferenças entre a Doença de Parkinson e o Tremor Essencial? Entenda aqui como cada condição impacta a vida e a saúde de quem enfrenta esses desafios!

 ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

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Câncer de pâncreas: sintomas, diagnóstico e desafios do tratamento

Cânceres e Tumores

Câncer de pâncreas: uma doença silenciosa

Esse tipo de tumor é de difícil detecção e costuma apresentar sintomas comuns a outros quadros menos graves. Veja como o diagnóstico acontece

O pâncreas é um órgão que fica na parte superior do abdome, "escondido" atrás do estômago e ao lado do fígado e da vesícula biliar. Está também muito próximo a estruturas nobres do organismo como artérias e veias que irrigam todo o intestino1. E essa dificuldade de acesso é um dos motivos que tornam a detecção precoce de câncer no órgão um enorme desafio médico.

A ausência de sintomas é outro ponto que dificulta o diagnóstico. O adenocarcinoma do corpo ou da cauda do pâncreas é geralmente assintomático até que o tumor cresça e se dissemine para fora do órgão. Em 90% dos casos os diagnósticos acontecem nessa fase, mais tardia. Porém, quando os sintomas aparecem, costumam ser comuns a outras condições de saúde menos graves, como dor abdominal, que costuma aparecer na parte superior do abdome ou no meio das costas e é aliviada quando a pessoa se inclina de frente ou fica em posição fetal2.

A perda de peso também é comum, e ainda podem aparecer sinais como icterícia e vômito, especialmente nos casos em que o tumor se aloja na cabeça do pâncreas, uma vez que essa localização pode interferir na drenagem da bile para o intestino delgado3.

“Quando existem sintomas como os descritos e/ou o paciente já tem um exame de imagem compatível com tumor no pâncreas, como uma tomografia computadorizada ou uma ultrassonografia endoscópica, o ideal é que ele procure um oncologista clínico e um cirurgião especialista em tumores abdominais. Nesse cenário, uma equipe multidisciplinar pode ser convocada para a discussão do caso e para analisar a possibilidade de uma cirurgia”, recomenda Vinicius Lorandi, médico oncologista clínico com ênfase em tumores de pulmão e gastrintestinais e experiência em tratamento com quimioterapia intra-arterial, com atuação no Hospital Mãe de Deus (RS) e no Grupo Oncoclínicas.

O médico deixa claro que, em casos de câncer de pâncreas não é necessário biópsia prévia. “O paciente diagnosticado pode ser levado direto à cirurgia. Ou, caso haja evidência durante a investigação de que a doença já se instalou fora do órgão ou ocorreram metástases, o tratamento será paliativo, com base em quimioterapia. Daí sim, a realização de uma biópsia confirmatória se faz necessária.”

Estar atento aos sinais que o corpo dá, ainda que pequenos, é importante sempre e mais ainda no caso de tumores. Isso porque todo tumor que é diagnosticado mais tardiamente apresenta menores taxas de sucesso com o tratamento cirúrgico. “Para traduzir isso em números, na minha experiência, apenas 20% dos pacientes que fazem diagnóstico de adenocarcinoma de pâncreas são candidatos a uma cirurgia de intenção curativa”, resume o oncologista.

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Câncer de próstata: principais fatores de risco e importância do diagnóstico precoce

Cânceres e Tumores

Câncer de próstata: fatores de risco, sintomas e quando procurar o urologista

Doença ainda é cercada por tabus, mas acompanhamento periódico e diagnóstico precoce salvam vidas

O câncer de próstata é o tipo mais frequente em homens no Brasil, depois do câncer de pele. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 65.840 novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano no país, valor correspondente a 62,95 casos novos a cada 100 mil homens. Ainda segundo o INCA, um em cada nove homens receberá o diagnóstico da doença ao longo da vida. 

Mais do que outros tipos, esse é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75%¹ dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Apesar dos riscos serem aumentados com o avançar da idade, é essencial que homens a partir dos 40 anos conversem com o urologista e façam exames periódicos para que seja possível uma identificação precoce de qualquer alteração na saúde da próstata.

O urologista Carlos Sacomani alerta para outros fatores de risco para a doença, que devem ser tratados com cautela e acompanhados de perto pelo médico de confiança:

  1. Idade: No Brasil, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos;
  2. Histórico familiar: É preciso estar atento para casos de membros da família que tiveram a doença antes dos 60 anos;
  3. Sobrepeso e obesidade: Estudos recentes mostram maior risco de câncer de próstata em homens com peso corporal elevado;
  4. Pele negra: De acordo com estudo realizado nos Estados Unidos, em 2020, e publicado no Jama Network, homens negros têm maior incidência de câncer de próstata. O número de afro-americanos que tiveram progressão da doença foi 11% maior do que o de homens brancos que também lidaram com esse problema, durante um período de sete anos. 

Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas e, quando apresenta, os mais comuns são dificuldade de urinar, sangue na urina, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. 

Sacomani explica, ainda, que uma vez que haja suspeita da doença por meio do exame de PSA e do toque retal, o paciente deve passar por outros exames que confirmem o diagnóstico, incluindo ressonância magnética e biópsia. "Caso seja confirmado o câncer, a cirurgia robótica é a principal opção de tratamento, sendo feita a retirada da próstata. A recuperação costuma ser rápida e a grande maioria dos pacientes vai viver normalmente, só deixam de ejacular".

O urologista destaca também que, assim como outras cirurgias, existem riscos - mas estes podem ser tratados e controlados. "Mesmo com cirurgia robótica, temos índices que não são desprezíveis, como a disfunção erétil de 20 a 60% dos casos, e a incontinência urinária² em 5 a 10% dos pacientes³, mas tudo depende do histórico e da saúde de cada um". No caso de incontinência, é possível fazer um implante de esfíncter artificial e, para os pacientes com disfunção erétil, há a possibilidade de tratamento medicamentoso ou até a implantação de uma prótese peniana.

Tabu e conscientização

O preconceito, o machismo e o tabu que circundam os cuidados com a saúde do homem são os principais inimigos do diagnóstico precoce e do tratamento do câncer de próstata. 

Para Sacomani, esse cenário tem mudado, incentivado principalmente por campanhas como o Novembro Azul. "Há cada vez mais conscientização sobre o autocuidado, os homens estão mais preocupados com a própria saúde e esses medos já não têm a mesma força de antigamente. Dessa forma, a maioria dos casos de câncer de próstata são curados."

Mais do que isso, embora não exista uma forma de prevenir o câncer, práticas saudáveis como ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos, não fumar, manter o peso corporal adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a diminuir os riscos da doença.

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