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Tromboembolismo

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Nem sempre é fácil reconhecer as características do tromboembolismo. Para ajudá-lo a reconhecer os sintomas e conviver melhor com essa condição clínica, reunimos aqui as principais perguntas e recomendações, para que você continue a ter uma vida saudável, mesmo quando ele aparece.

O que é tromboembolismo?

O tromboembolismo venoso (TEV) engloba duas doenças: a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP). A trombose venosa profunda, também chamada de flebite ou tromboflebite profunda, é caracterizada pela presença de coágulos (trombos) no interior das veias, os vasos responsáveis por levar o sangue de volta ao coração. Ela ocorre frequentemente nos membros inferiores (90% dos casos) e costuma provocar inchaço, vermelhidão e dor.

A trombose venosa profunda pode ser bastante grave, já que os coágulos podem se romper e seus fragmentos migrarem até os pulmões, entupindo as artérias da região e causando a embolia.

Quais são os fatores de risco para tromboembolismo venoso?

Vale lembrar que a coagulação sanguínea é um mecanismo natural do nosso organismo. O processo de coagulação é o responsável, entre outras funções, por evitar hemorragias quando nos cortamos ou temos um ferimento que sangra, por exemplo. Entretanto, quando ocorre a formação de coágulos onde eles não são necessários, é preciso investigar por que que isso está ocorrendo e combatê-los.

No Brasil, cerca de 180 mil casos de trombose surgem por ano. Embora muitos desses diagnósticos não tenham explicação, são vários fatores de risco que podem levar ao tromboembolismo venoso. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), eles variam da predisposição genética ao uso de anticoncepcionais, e englobam ainda reposição hormonal, tabagismo, obesidade, presença de varizes, insuficiência cardíaca, tumores malignos, infecções, idade superior a 40 anos, comprometimento da mobilidade, cirurgias longas e viagens que demoram mais de seis horas.

Quais são os sintomas e como é o diagnóstico do tromboembolismo?

O diagnóstico do tromboembolismo não é fácil, pois, dependendo do tamanho do coágulo e do local no qual está localizado, ele pode ser assintomático.

No caso da trombose venosa profunda, dor, inchaço, vermelhidão, formigamento e sensibilidade constantes em um dos nos membros inferiores são sinais de que a circulação sanguínea na região pode estar prejudicada. Quando isso acontece, é fundamental procurar um especialista para conferir se esses sintomas são provocados por coágulos existentes na região.

Para diagnosticar a TEV, os médicos, além de considerar o histórico de saúde do paciente e seus hábitos e estilo de vida, também avaliam o resultado de uma ultrassonografia com doppler colorida, um exame de imagem que permite avaliar como estão as estruturas das artérias e veias e o fluxo sanguíneo.

Já a dor torácica - que começa ou aumenta de intensidade repentinamente, a respiração e os batimentos cardíacos acelerados, a palidez e a falta de ar, além de tosse seca ou com sangue, dor aguda no peito e febre, podem ser indícios de embolia pulmonar. Quando esses sinais surgem, é necessário procurar assistência médica com urgência. O diagnóstico, além do relato do paciente e identificação de sintomas pelo médico, pode incluir a realização de exames de imagem, como a angiotomografia computadorizada e a arteriografia de artérias pulmonares. Se o especialista achar necessário, ainda pode indicar um ecocardiograma para avaliar se os trombos estão comprometendo o bom funcionamento do coração.

Confirmado o diagnóstico de embolia pulmonar, muitas vezes é necessária a administração de oxigênio e medicamentos de ação rápida, que evitam a formação de novos coágulos.

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Tromboembolismo: conheça 6 fatores de risco

Condição desencadeia a trombose venosa profunda que, se não for tratada a tempo, pode ter consequências sérias ao paciente

Talvez você esteja familiarizado com a consequência, mas não saiba o nome da causa. Porém o tromboembolismo venoso é a situação em que o sangue coagula no interior das principais veias do corpo, formando a chamada "trombose venosa", que ocorre principalmente nas veias profundas dos membros inferiores. No Brasil, são mais de 180 mil diagnósticos da doença por ano1.

Nessa condição clínica, o coágulo pode se desprender de seu local de origem, iniciar um deslocamento e seguir diretamente para os pulmões, ocasionando uma embolia pulmonar. Segundo o professor Dr. Valter Castelli Júnior, do departamento de Cirurgia do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCVMSCSP), a embolia pulmonar pode acontecer em até 15% dos casos de trombose venosa profunda. No caso da embolia pulmonar, o coágulo bloqueia a passagem de sangue pela artéria do pulmão, colocando a vida do paciente em risco devido à dificuldade respiratória, que pode culminar em insuficiência respiratória aguda e levar à morte.

"É certo que não fomos postos neste mundo para sermos sedentários. O sentido do sangue nas coxas é ascendente, de baixo para cima. Somos bípedes e ficamos grande parte do tempo sentados ou em pé e, por ação da gravidade, isso dificulta o retorno do sangue venoso aos pulmões", explica.

Fatores de risco do tromboembolismo

Conheça alguns fatores de risco para incidência da trombose venosa profunda:

Situações em que é preciso passar muito tempo sentado, deitado ou em pé

Seja no ambiente de trabalho, quando muitas pessoas ficam sentadas por longos períodos na mesma posição, ou mesmo no caso de pacientes acamados, restritos em leitos ou cadeiras. Castelli Júnior também alerta para viagens e voos de longa duração.

Aumento da coagulação sanguínea

Como em casos de pós-operatório, principalmente em cirurgias ortopédicas, no abdômen ou neurológicas de grande porte.

Envelhecimento

"Quanto mais idoso o indivíduo, maior a incidência, embora também possa acontecer com adolescentes e adultos". Isso também porque pessoas idosas tendem a andar e se movimentar menos.

Uso de hormônios orais ou injetáveis por períodos prolongados

Mulheres adultas que fazem uso de anticoncepcionais estão mais sujeitas à ocorrência de trombose, já que hormônios como o estrógeno podem aumentar a coagulação do sangue. A mesma lógica vale para o uso de anabolizantes, que possuem hormônios semelhantes aos dos anticoncepcionais. "O fígado começa a trabalhar produzindo muita massa muscular, muitas proteínas e isso também age na coagulação do sangue".

Câncer

A segunda maior causa de mortes no mundo é, também, um fator de risco para a trombose venosa profunda, já que as células cancerígenas aumentam muito a coagulação sanguínea.

Veja mais sobre Cânceres e Tumores

Outros quadros clínicos

Além do câncer, outras condições podem aumentar consideravelmente os riscos de trombose, como doença renal crônica, hipertensão pulmonar, pacientes que tiveram AVC e distúrbios pulmonares, como enfisema, bronquite crônica, asma e doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

Quadro clínico e tratamento

Os primeiros sintomas da trombose costumam estar associados a uma dor localizada na panturrilha, de baixa intensidade, mas que dificulta o caminhar e promove o inchaço da perna. No geral, somente um dos membros é afetado por esses sintomas.

"A maior parte dos pacientes só pensa em procurar o médico dias depois dos primeiros quadros de dor, ou depois que o inchaço aumentou. Dependendo do caso, o médico pode fazer o diagnóstico clinicamente e o tratamento medicamentoso é iniciado imediatamente".

No geral, o tratamento com remédios é iniciado no hospital e depois o paciente é liberado para casa, onde segue com o uso de medicamentos anticoagulantes por tempo variável e meias de compressão, que evitam o inchaço e melhoram o fluxo de sangue no sentido ascendente. "Os pacientes costumam retomar suas atividades habituais sem sequelas. No entanto, alguns podem evoluir com inchaço residual na perna se o tratamento não for bem conduzido".

Prevenção ainda é o melhor remédio

A melhor forma de prevenir a ocorrência da trombose venosa profunda é evitar seus fatores de risco. Por isso, é recomendado realizar atividades físicas com frequência, se movimentar sempre que possível para evitar longos períodos na mesma posição, ter cuidado com o uso de anticoncepcionais e, também, parar de fumar, já que o tabagismo pode intensificar outros quadros de predisposição da doença.

"A atividade física aeróbica é fundamental para a nossa saúde. Ela propicia uma boa amplitude respiratória, aspirando sangue das pernas e promovendo a contração muscular, que é responsável por massagear o sangue do sistema venoso, imprimindo maior velocidade de retorno", destaca o especialista.

Agora que você se informou sobre tromboembolismo, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Circulatório.

1 FLORÊNCIO, Raphael. Correspondente Médico: Brasil tem 180 mil novos casos de trombose por ano. CNN. 18 maio 2021.Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/correspondente-medico-brasil-tem-180-mil-novos-casos-de-trombose-por-ano/. Acesso em: 5 out. 2022.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

PI – 1509604 – AA – Saber da Saúde

Pé diabético: você sabe o que é isso?

Sistema Circulatório

Pé diabético: você sabe o que é isso?

O que uma doença metabólica tem a ver com os pés? Tudo. A falta de controle da glicemia causa dor e feridas que, se não cuidadas, podem levar à amputação

A falta de um bom controle do diabetes não causa apenas episódios de hipo ou hiperglicemia. Quem vive com as taxas de glicemia elevadas pode estar colocando todo o corpo em risco, até mesmo os pés. Tal complicação, que chega a atingir 25% dos pacientes com diabetes1, recebe o nome de pé diabético.

O grande vilão é a glicemia aumentada que, nos membros inferiores, provoca a chamada neuropatia periférica, uma doença que atinge os nervos dos pés e altera tanto a sensibilidade como os movimentos. Outro problema comum é a doença arterial periférica que pode provocar a obstrução das artérias do pé, reduzindo o fluxo de sangue na região, causando dor e feridas que podem ter uma cicatrização bastante lenta. Há ainda o risco de ocorrerem infecções associadas nos pés, bem como úlceras2.

O pé diabético é uma complicação grave do diabetes e, se não tratado adequadamente, pode resultar na amputação do membro. Segundo Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os homens têm 1,2 vez mais chances de ter doença arterial periférica e, portanto, maior chance de amputação do que as mulheres.

Conheça os sintomas do pé diabético

Para evitar esse desfecho, é preciso estar atento aos sintomas do pé diabético e buscar atendimento médico o quanto antes. São eles3:

  • Formigamento
  • Perda da sensibilidade local
  • Dores
  • Queimação nos pés e nas pernas
  • Sensação de agulhadas
  • Dormência
  • Fraqueza nas pernas

É importante frisar que os sintomas podem piorar à noite, quando a pessoa vai se deitar.

É mais comum o paciente buscar ajuda médica apenas quando já está em um estágio avançado, normalmente com uma ferida ou uma infecção ativa, o que torna o tratamento do pé diabético muito mais difícil4. Portanto, esteja atento aos primeiros sinais e peça sempre para o médico examinar seus pés, como forma de obter diagnóstico precoce e preservar sua saúde.

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
Por que o pé diabético fica dormente
Por que o pé diabético não cicatriza
Como identificar e diagnosticar o Pé Diabético

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

1 Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA)

2 Pé diabético.Doenças vasculares. Portal da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - São Paulo (SBAVSP). Acesso em dezembro de 2023.

3 Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Ministério da Saúde.

4 Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Ministério da Saúde.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

PI - 1817003 – AA – Saber da Saúde

A síndrome da congestão pélvica não é uma das condições clínicas mais diagnosticadas e divulgadas

Sistema Circulatório

A síndrome da congestão pélvica não é uma das condições clínicas mais diagnosticadas e divulgadas

Causada pelas varizes pélvicas, nem sempre a síndrome da congestão pélvica provoca sintomas e pode ser confundida com outras enfermidades, como endometriose, doença inflamatória intestinal, cistite crônica ou síndrome do cólon irritável. Conheça mais sobre as varizes pélvicas, quais são os fatores de risco, os sintomas e tratamentos recomendados.

Veja também: Dores nas pernas? Saiba quais são os 4 sinais de alerta para a trombose

O que são varizes pélvicas?

As varizes são velhas conhecidas dos membros inferiores. Assim como aparecem nas pernas e comprometem a circulação sanguínea, elas também podem surgir na região pélvica, acometendo os ovários e o útero (nas mulheres) e os testículos (nos homens, ganhando o nome de varicocele).

O congestionamento do fluxo do sangue na parte inferior do abdômen é o causador das varizes. As veias são flexíveis, têm paredes finas e, normalmente, a pressão dentro delas é baixa. Com essas características, elas podem ser comprimidas por outros órgãos ou estruturas próximas, o que provoca a obstrução da passagem do sangue, que fica represado e aumenta a pressão no interior da veia.

Quando isso acontece, as veias se dilatam, há uma insuficiência da drenagem do sangue na região, as varizes se formam e, muitas vezes, provocam dor e inflamação.

Quais são os fatores de risco para o surgimento das varizes pélvicas?

Estudos apontam que a genética favorece o surgimento das varizes pélvicas, mas a gestação é um dos principais fatores de risco. Isso porque, durante a gravidez, as veias locais são dilatadas para que o sangue irrigue todos os órgãos com facilidade.

Nesse período ainda, a maior produção hormonal e o aumento do útero também podem comprometer a boa circulação sanguínea nas veias. Por isso, as varizes pélvicas são mais comuns em mulheres com idade entre 20 e 45 anos que já tiveram duas ou mais gestações1.

Os homens também sofrem com a dilatação das veias pélvicas, que acomete 15% da população masculina2. Neles, a enfermidade é chamada de varicocele e pode ser uma das causas de infertilidade. A varicocele é originada por um “defeito” nas válvulas das veias espermáticas (ou mesmo pela ausência delas) que provoca o refluxo do sangue, o aumento dos vasos e o espessamento de suas paredes.

Quais são os sintomas das varizes pélvicas?

A dor crônica, que persiste há mais de seis meses, é um dos principais sinais de que a circulação do sangue na região pélvica pode estar comprometida. Mas esse desconforto piora no período menstrual, durante e após a relação sexual ou depois de permanecer muito tempo na mesma posição, como em pé ou sentada(o). Mais: dor na lombar e nas pernas, e sangramento e secreção vaginal inesperados são sintomas que pedem atenção.

Como é feito o diagnóstico?

Quando os especialistas suspeitam do diagnóstico de síndrome da congestão pélvica, consideram, além dos sintomas, o quadro clínico e o histórico da(o) paciente. Dor persistente, ovários sensíveis ao serem examinados e presença de inchaço abdominal e de varizes nas pernas podem ser indicativos de que há veias doentes na pelve.

Para confirmar o diagnóstico, são recomendados alguns exames:

  • o Ultrassonografia transvaginal: para verificar se há varizes em torno dos ovários e do útero.

  • o Ultrassom com doppler colorido: as imagens revelam possíveis obstruções nas veias da região pélvica.

  • o Angiotomografia e angiorressonância: confirmam a presença do congestionamento do fluxo sanguíneo no abdômen.

  • o Ultrassonografia intravascular: é considerado o exame padrão para se confirmar a presença e o grau de obstrução venosa. Por isso, é uma ferramenta importante para o diagnóstico e a escolha do melhor tratamento.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Para definir o tratamento das varizes pélvicas, os especialistas consideram, principalmente, os sintomas e o comprometimento da circulação sanguínea na região abdominal.

O uso de medicamentos anti-inflamatórios e anticoagulantes é uma opção bastante comum para casos leves, entretanto, os tratamentos invasivos são indicados para os pacientes que não respondem bem à terapia medicamentosa, com dor contínua e qualidade de vida prejudicada.

Escleroterapia, embolização vascular e angioplastia são os recursos mais recomendados. Na escleroterapia, um líquido esclerosante é aplicado para bloquear o fluxo do sangue dentro das veias comprometidas. Com o mesmo objetivo, a embolização, além da solução esclerosante, utiliza molas a fim de interromper o refluxo e a hipertensão venosa. Já a angioplastia com implantação de stent é indicada para casos com obstrução grave, quando há necessidade de remoção das partes comprometidas e reconstrução das veias.

Quais são os cuidados necessários pós-tratamento?

Independentemente do tratamento realizado, o acompanhamento periódico com o médico especialista é fundamental. Nessas consultas, é possível avaliar se a dor persiste ou já não aparece mais, se é necessário ajustar a dose e a posologia de algum medicamento, usar meias de compressão ou até rever os hábitos, como evitar ficar muito tempo sentada(o) ou sem movimentar as pernas, dormir com as pernas levemente elevadas, praticar atividade física regularmente e não descuidar de uma dieta saudável.

Quer saber mais sobre varizes pélvicas? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

Recursos

Consulte nossas referências para saber mais sobre varizes pélvicas.

Boston Scientific
https://www.venouspelvicpain.com.au/about-venous-pelvic-pain.html
o Manual MSD – Versão saúde para família
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-feminina/dist%C3%BArbios-menstruais-e-sangramento-vaginal-an%C3%B4malo/s%C3%ADndrome-de-congest%C3%A3o-p%C3%A9lvica
o Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV/SP)
https://sbacvsp.com.br/sindromes-venosas-obstrutivas-abdominopelvicas/#:~:text=Varizes%20P%C3%A9lvicas%20e%20Varicocele&text=Seus%20sintomas%20mais%20frequentes%20s%C3%A3o,e%20aumento%20do%20fluxo%20menstrual
o Endovascular – SP
https://endovascularsp.com.br/varizes-pelvicas/
o Portal da Urologia
https://portaldaurologia.org.br/publico/doencas/varicocele-o-que-e-causas-e-tratamento/#:~:text=A%20varicocele%20%C3%A9%20a%20dilata%C3%A7%C3%A3o,dor%20e%20incha%C3%A7o%20nas%20pernas

1 SÍNDROME da congestão pélvica. Manual MSD – Versão Saúde para a família. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-feminina/dist%C3%BArbios-menstruais-e-sangramento-vaginal-an%C3%B4malo/s%C3%ADndrome-de-congest%C3%A3o-p%C3%A9lvica Acesso em: 9 maio 2023.

2 VARICOCELE: o que é, causas e tratamentos. Portal da Urologia. Disponível em: https://portaldaurologia.org.br/publico/doencas/varicocele-o-que-e-causas-e-tratamento/#:~:text=A%20varicocele%20%C3%A9%20a%20dilata%C3%A7%C3%A3o,dor%20e%20incha%C3%A7o%20nas%20pernas. Acesso em: 9 maio 2023.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

PI - 1818205 – AA – Saber da Saúde

Dores nas pernas? Saiba quais são os 4 sinais de alerta para a trombose

Sistema Circulatório

Trombose: descubra 4 sinais de alerta

Hábitos como o tabagismo e o uso de anticoncepcionais podem ser fatores de risco para a doença

É bem possível e até provável que você conheça o caso de alguém que teve trombose. Doença que ficou ainda mais conhecida devido às possíveis complicações da covid-19, a trombose atinge 180 mil pessoas no Brasil por ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular (SBACV).

O distúrbio acomete o corpo humano por meio da formação de um ou mais coágulos que impedem o fluxo sanguíneo em veias e artérias (trombos), causando sintomas como dor, calor, vermelhidão e rigidez da musculatura na região afetada.

O cirurgião vascular Leonardo Lucas explica que existem diferentes tipos de trombose, de acordo com a área do corpo onde é localizada. A trombose venosa profunda é o tipo mais frequente, afetando uma ou mais veias profundas, principalmente em membros inferiores. "Quando o trombo se desloca do local onde se originou até o pulmão, ocorre o que chamamos de embolia pulmonar."

O tratamento médico é realizado com anticoagulantes, que evitam a formação e a progressão do trombo, impedindo a obstrução das veias e o agravamento da doença. A duração depende da gravidade da doença e da causa da trombose. "O diagnóstico precoce reduz as consequências da trombose venosa. Por isso, em qualquer sinal de trombose na perna, o paciente deve buscar a assistência médica." A cirurgia com técnica minimamente invasiva é indicada em casos específicos, como o da Síndrome de May-Thurner, em que a trombose venosa profunda ocorre por compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita, na região pélvica.

"Fazemos um acesso venoso ecoguiado, realizamos o implante de cateter e a infusão de agentes fibrinolíticos (medicamentos para tratar trombose) que dissolvem o trombo. Também podemos realizar a trombectomia por cateter, em que retiramos os trombos. Quando a causa da trombose é uma síndrome compressiva, o implante de stent se faz necessário", explica o cirurgião.

Fique atento aos sinais do seu corpo

Como a trombose pode ser uma doença silenciosa e assintomática, é preciso ter atenção aos pontos de alerta:

Maior incidência em mulheres

A condição acomete mais as mulheres, mas os homens também podem apresentá-la e precisam estar atentos aos sintomas.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar as probabilidades de trombose, como o histórico familiar, tabagismo, obesidade, uso de anticoncepcional, reposição hormonal, neoplasia (câncer), trombofilias (facilidade em formar coágulos no sangue), alterações hormonais causadas pela gestação e/ou parto, trauma, pós-operatórios, viagens prolongadas, idade (maiores de 60 anos) e varizes nos membros inferiores.

Sinais

A trombose pode surgir de forma assintomática. No entanto, nos pacientes sintomáticos, é comum sentir dor, edema, ardência, vermelhidão, cianose (coloração azul ou arroxeada) e endurecimento da perna. Em caso de embolia pulmonar, o paciente pode apresentar falta de ar, dor torácica e tosse com sangue, entre outros sintomas.

Dores nas pernas

Dores nas pernas persistentes podem ser um alerta vermelho para a trombose. Em caso de câimbras, dores que pioram ao contrair a musculatura, descoloração da pele ou coloração azulada ou esbranquiçada, procure ajuda médica.

Quer saber mais informações para sua saúde? Acesse a página de Trombose e tenha uma visão geral desta condição, incluindo diagnósticos e tratamentos disponíveis.

Como é o tratamento do tromboembolismo?

O tratamento do tromboembolismo é medicamentoso: os especialistas indicam o uso de remédios anticoagulantes que inibem a formação de novos coágulos. Em alguns casos, os portadores de trombose venosa profunda ainda precisam de fibrinolíticos, medicamentos que dissolvem os coágulos. Entretanto, a administração dessas substâncias deve ser monitorada de perto pelo médico já que aumentam o risco de hemorragias e podem provocar efeitos colaterais.

Porém, os especialistas alertam: manter um estilo de vida saudável é fundamental para combater as doenças vasculares, mesmo para quem já tem esse diagnóstico. Praticar exercícios com regularidade, manter uma dieta equilibrada (mais frutas e legumes, menos alimentos ultraprocessados), não fumar e moderar o consumo de bebidas alcoólicas são atitudes importantes para cuidar da boa circulação do sangue.

Como é o tratamento cirúrgico do tromboembolismo?

Em casos específicos, seu médico pode recomendar um procedimento cirúrgico para tratar o tromboembolismo. Quando a trombose venosa é recorrente e o embolismo pulmonar é difícil de detectar, a recomendação é colocar um filtro na veia cava inferior, reduzindo as chances de que o coágulo viaje para os pulmões. O filtro é inserido pela veia do fêmur ou da jugular, com anestesia local. Outro procedimento é a trombectomia, em que o cateter é guiado por meio de um pequeno corte na pele até o local do trombo (coágulo) para que esse bloqueio seja removido e o sangue volte a fluir normalmente. Converse com o seu médico sobre as melhores opções terapêuticas.

Vale lembrar que a coagulação sanguínea é um mecanismo natural do nosso organismo. O processo de coagulação é o responsável, entre outras funções, por evitar hemorragias quando nos cortamos ou temos um ferimento que sangra, por exemplo. Entretanto, quando ocorre a formação de coágulos onde eles não são necessários, é preciso investigar por que que isso está ocorrendo e combatê-los.

No Brasil, cerca de 180 mil casos de trombose surgem por ano. Embora muitos desses diagnósticos não tenham explicação, são vários fatores de risco que podem levar ao tromboembolismo venoso. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), eles variam da predisposição genética ao uso de anticoncepcionais, e englobam ainda reposição hormonal, tabagismo, obesidade, presença de varizes, insuficiência cardíaca, tumores malignos, infecções, idade superior a 40 anos, comprometimento da mobilidade, cirurgias longas e viagens que demoram mais de seis horas.

O diagnóstico do tromboembolismo não é fácil, pois, dependendo do tamanho do coágulo e do local no qual está localizado, ele pode ser assintomático.

No caso da trombose venosa profunda, dor, inchaço, vermelhidão, formigamento e sensibilidade constantes em um dos nos membros inferiores são sinais de que a circulação sanguínea na região pode estar prejudicada. Quando isso acontece, é fundamental procurar um especialista para conferir se esses sintomas são provocados por coágulos existentes na região.

Para diagnosticar a TEV, os médicos, além de considerar o histórico de saúde do paciente e seus hábitos e estilo de vida, também avaliam o resultado de uma ultrassonografia com doppler colorida, um exame de imagem que permite avaliar como estão as estruturas das artérias e veias e o fluxo sanguíneo.

Já a dor torácica - que começa ou aumenta de intensidade repentinamente, a respiração e os batimentos cardíacos acelerados, a palidez e a falta de ar, além de tosse seca ou com sangue, dor aguda no peito e febre, podem ser indícios de embolia pulmonar. Quando esses sinais surgem, é necessário procurar assistência médica com urgência. O diagnóstico, além do relato do paciente e identificação de sintomas pelo médico, pode incluir a realização de exames de imagem, como a angiotomografia computadorizada e a arteriografia de artérias pulmonares. Se o especialista achar necessário, ainda pode indicar um ecocardiograma para avaliar se os trombos estão comprometendo o bom funcionamento do coração.

Confirmado o diagnóstico de embolia pulmonar, muitas vezes é necessária a administração de oxigênio e medicamentos de ação rápida, que evitam a formação de novos coágulos.

O tratamento do tromboembolismo é medicamentoso: os especialistas indicam o uso de remédios anticoagulantes que inibem a formação de novos coágulos. Em alguns casos, os portadores de trombose venosa profunda ainda precisam de fibrinolíticos, medicamentos que dissolvem os coágulos. Entretanto, a administração dessas substâncias deve ser monitorada de perto pelo médico já que aumentam o risco de hemorragias e podem provocar efeitos colaterais.

Porém, os especialistas alertam: manter um estilo de vida saudável é fundamental para combater as doenças vasculares, mesmo para quem já tem esse diagnóstico. Praticar exercícios com regularidade, manter uma dieta equilibrada (mais frutas e legumes, menos alimentos ultraprocessados), não fumar e moderar o consumo de bebidas alcoólicas são atitudes importantes para cuidar da boa circulação do sangue.

Em casos específicos, seu médico pode recomendar um procedimento cirúrgico para tratar o tromboembolismo. Quando a trombose venosa é recorrente e o embolismo pulmonar é difícil de detectar, a recomendação é colocar um filtro na veia cava inferior, reduzindo as chances de que o coágulo viaje para os pulmões. O filtro é inserido pela veia do fêmur ou da jugular, com anestesia local. Outro procedimento é a trombectomia, em que o cateter é guiado por meio de um pequeno corte na pele até o local do trombo (coágulo) para que esse bloqueio seja removido e o sangue volte a fluir normalmente. Converse com o seu médico sobre as melhores opções terapêuticas.

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Condição desencadeia a trombose venosa profunda que, se não for tratada a tempo, pode ter consequências sérias ao paciente

Talvez você esteja familiarizado com a consequência, mas não saiba o nome da causa. Porém o tromboembolismo venoso é a situação em que o sangue coagula no interior das principais veias do corpo, formando a chamada "trombose venosa", que ocorre principalmente nas veias profundas dos membros inferiores. No Brasil, são mais de 180 mil diagnósticos da doença por ano1.

Nessa condição clínica, o coágulo pode se desprender de seu local de origem, iniciar um deslocamento e seguir diretamente para os pulmões, ocasionando uma embolia pulmonar. Segundo o professor Dr. Valter Castelli Júnior, do departamento de Cirurgia do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCVMSCSP), a embolia pulmonar pode acontecer em até 15% dos casos de trombose venosa profunda. No caso da embolia pulmonar, o coágulo bloqueia a passagem de sangue pela artéria do pulmão, colocando a vida do paciente em risco devido à dificuldade respiratória, que pode culminar em insuficiência respiratória aguda e levar à morte.

"É certo que não fomos postos neste mundo para sermos sedentários. O sentido do sangue nas coxas é ascendente, de baixo para cima. Somos bípedes e ficamos grande parte do tempo sentados ou em pé e, por ação da gravidade, isso dificulta o retorno do sangue venoso aos pulmões", explica.

Fatores de risco do tromboembolismo

Conheça alguns fatores de risco para incidência da trombose venosa profunda:

Situações em que é preciso passar muito tempo sentado, deitado ou em pé

Seja no ambiente de trabalho, quando muitas pessoas ficam sentadas por longos períodos na mesma posição, ou mesmo no caso de pacientes acamados, restritos em leitos ou cadeiras. Castelli Júnior também alerta para viagens e voos de longa duração.

Aumento da coagulação sanguínea

Como em casos de pós-operatório, principalmente em cirurgias ortopédicas, no abdômen ou neurológicas de grande porte.

Envelhecimento

"Quanto mais idoso o indivíduo, maior a incidência, embora também possa acontecer com adolescentes e adultos". Isso também porque pessoas idosas tendem a andar e se movimentar menos.

Uso de hormônios orais ou injetáveis por períodos prolongados

Mulheres adultas que fazem uso de anticoncepcionais estão mais sujeitas à ocorrência de trombose, já que hormônios como o estrógeno podem aumentar a coagulação do sangue. A mesma lógica vale para o uso de anabolizantes, que possuem hormônios semelhantes aos dos anticoncepcionais. "O fígado começa a trabalhar produzindo muita massa muscular, muitas proteínas e isso também age na coagulação do sangue".

Câncer

A segunda maior causa de mortes no mundo é, também, um fator de risco para a trombose venosa profunda, já que as células cancerígenas aumentam muito a coagulação sanguínea.

Veja mais sobre Cânceres e Tumores

Outros quadros clínicos

Além do câncer, outras condições podem aumentar consideravelmente os riscos de trombose, como doença renal crônica, hipertensão pulmonar, pacientes que tiveram AVC e distúrbios pulmonares, como enfisema, bronquite crônica, asma e doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

Quadro clínico e tratamento

Os primeiros sintomas da trombose costumam estar associados a uma dor localizada na panturrilha, de baixa intensidade, mas que dificulta o caminhar e promove o inchaço da perna. No geral, somente um dos membros é afetado por esses sintomas.

"A maior parte dos pacientes só pensa em procurar o médico dias depois dos primeiros quadros de dor, ou depois que o inchaço aumentou. Dependendo do caso, o médico pode fazer o diagnóstico clinicamente e o tratamento medicamentoso é iniciado imediatamente".

No geral, o tratamento com remédios é iniciado no hospital e depois o paciente é liberado para casa, onde segue com o uso de medicamentos anticoagulantes por tempo variável e meias de compressão, que evitam o inchaço e melhoram o fluxo de sangue no sentido ascendente. "Os pacientes costumam retomar suas atividades habituais sem sequelas. No entanto, alguns podem evoluir com inchaço residual na perna se o tratamento não for bem conduzido".

Prevenção ainda é o melhor remédio

A melhor forma de prevenir a ocorrência da trombose venosa profunda é evitar seus fatores de risco. Por isso, é recomendado realizar atividades físicas com frequência, se movimentar sempre que possível para evitar longos períodos na mesma posição, ter cuidado com o uso de anticoncepcionais e, também, parar de fumar, já que o tabagismo pode intensificar outros quadros de predisposição da doença.

"A atividade física aeróbica é fundamental para a nossa saúde. Ela propicia uma boa amplitude respiratória, aspirando sangue das pernas e promovendo a contração muscular, que é responsável por massagear o sangue do sistema venoso, imprimindo maior velocidade de retorno", destaca o especialista.

Agora que você se informou sobre tromboembolismo, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Circulatório.

1 FLORÊNCIO, Raphael. Correspondente Médico: Brasil tem 180 mil novos casos de trombose por ano. CNN. 18 maio 2021.Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/correspondente-medico-brasil-tem-180-mil-novos-casos-de-trombose-por-ano/. Acesso em: 5 out. 2022.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

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Pé diabético: você sabe o que é isso?

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Pé diabético: você sabe o que é isso?

O que uma doença metabólica tem a ver com os pés? Tudo. A falta de controle da glicemia causa dor e feridas que, se não cuidadas, podem levar à amputação

A falta de um bom controle do diabetes não causa apenas episódios de hipo ou hiperglicemia. Quem vive com as taxas de glicemia elevadas pode estar colocando todo o corpo em risco, até mesmo os pés. Tal complicação, que chega a atingir 25% dos pacientes com diabetes1, recebe o nome de pé diabético.

O grande vilão é a glicemia aumentada que, nos membros inferiores, provoca a chamada neuropatia periférica, uma doença que atinge os nervos dos pés e altera tanto a sensibilidade como os movimentos. Outro problema comum é a doença arterial periférica que pode provocar a obstrução das artérias do pé, reduzindo o fluxo de sangue na região, causando dor e feridas que podem ter uma cicatrização bastante lenta. Há ainda o risco de ocorrerem infecções associadas nos pés, bem como úlceras2.

O pé diabético é uma complicação grave do diabetes e, se não tratado adequadamente, pode resultar na amputação do membro. Segundo Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os homens têm 1,2 vez mais chances de ter doença arterial periférica e, portanto, maior chance de amputação do que as mulheres.

Conheça os sintomas do pé diabético

Para evitar esse desfecho, é preciso estar atento aos sintomas do pé diabético e buscar atendimento médico o quanto antes. São eles3:

  • Formigamento
  • Perda da sensibilidade local
  • Dores
  • Queimação nos pés e nas pernas
  • Sensação de agulhadas
  • Dormência
  • Fraqueza nas pernas

É importante frisar que os sintomas podem piorar à noite, quando a pessoa vai se deitar.

É mais comum o paciente buscar ajuda médica apenas quando já está em um estágio avançado, normalmente com uma ferida ou uma infecção ativa, o que torna o tratamento do pé diabético muito mais difícil4. Portanto, esteja atento aos primeiros sinais e peça sempre para o médico examinar seus pés, como forma de obter diagnóstico precoce e preservar sua saúde.

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
Por que o pé diabético fica dormente
Por que o pé diabético não cicatriza
Como identificar e diagnosticar o Pé Diabético

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

1 Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA)

2 Pé diabético.Doenças vasculares. Portal da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - São Paulo (SBAVSP). Acesso em dezembro de 2023.

3 Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Ministério da Saúde.

4 Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Ministério da Saúde.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

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A síndrome da congestão pélvica não é uma das condições clínicas mais diagnosticadas e divulgadas

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A síndrome da congestão pélvica não é uma das condições clínicas mais diagnosticadas e divulgadas

Causada pelas varizes pélvicas, nem sempre a síndrome da congestão pélvica provoca sintomas e pode ser confundida com outras enfermidades, como endometriose, doença inflamatória intestinal, cistite crônica ou síndrome do cólon irritável. Conheça mais sobre as varizes pélvicas, quais são os fatores de risco, os sintomas e tratamentos recomendados.

Veja também: Dores nas pernas? Saiba quais são os 4 sinais de alerta para a trombose

O que são varizes pélvicas?

As varizes são velhas conhecidas dos membros inferiores. Assim como aparecem nas pernas e comprometem a circulação sanguínea, elas também podem surgir na região pélvica, acometendo os ovários e o útero (nas mulheres) e os testículos (nos homens, ganhando o nome de varicocele).

O congestionamento do fluxo do sangue na parte inferior do abdômen é o causador das varizes. As veias são flexíveis, têm paredes finas e, normalmente, a pressão dentro delas é baixa. Com essas características, elas podem ser comprimidas por outros órgãos ou estruturas próximas, o que provoca a obstrução da passagem do sangue, que fica represado e aumenta a pressão no interior da veia.

Quando isso acontece, as veias se dilatam, há uma insuficiência da drenagem do sangue na região, as varizes se formam e, muitas vezes, provocam dor e inflamação.

Quais são os fatores de risco para o surgimento das varizes pélvicas?

Estudos apontam que a genética favorece o surgimento das varizes pélvicas, mas a gestação é um dos principais fatores de risco. Isso porque, durante a gravidez, as veias locais são dilatadas para que o sangue irrigue todos os órgãos com facilidade.

Nesse período ainda, a maior produção hormonal e o aumento do útero também podem comprometer a boa circulação sanguínea nas veias. Por isso, as varizes pélvicas são mais comuns em mulheres com idade entre 20 e 45 anos que já tiveram duas ou mais gestações1.

Os homens também sofrem com a dilatação das veias pélvicas, que acomete 15% da população masculina2. Neles, a enfermidade é chamada de varicocele e pode ser uma das causas de infertilidade. A varicocele é originada por um “defeito” nas válvulas das veias espermáticas (ou mesmo pela ausência delas) que provoca o refluxo do sangue, o aumento dos vasos e o espessamento de suas paredes.

Quais são os sintomas das varizes pélvicas?

A dor crônica, que persiste há mais de seis meses, é um dos principais sinais de que a circulação do sangue na região pélvica pode estar comprometida. Mas esse desconforto piora no período menstrual, durante e após a relação sexual ou depois de permanecer muito tempo na mesma posição, como em pé ou sentada(o). Mais: dor na lombar e nas pernas, e sangramento e secreção vaginal inesperados são sintomas que pedem atenção.

Como é feito o diagnóstico?

Quando os especialistas suspeitam do diagnóstico de síndrome da congestão pélvica, consideram, além dos sintomas, o quadro clínico e o histórico da(o) paciente. Dor persistente, ovários sensíveis ao serem examinados e presença de inchaço abdominal e de varizes nas pernas podem ser indicativos de que há veias doentes na pelve.

Para confirmar o diagnóstico, são recomendados alguns exames:

  • o Ultrassonografia transvaginal: para verificar se há varizes em torno dos ovários e do útero.

  • o Ultrassom com doppler colorido: as imagens revelam possíveis obstruções nas veias da região pélvica.

  • o Angiotomografia e angiorressonância: confirmam a presença do congestionamento do fluxo sanguíneo no abdômen.

  • o Ultrassonografia intravascular: é considerado o exame padrão para se confirmar a presença e o grau de obstrução venosa. Por isso, é uma ferramenta importante para o diagnóstico e a escolha do melhor tratamento.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Para definir o tratamento das varizes pélvicas, os especialistas consideram, principalmente, os sintomas e o comprometimento da circulação sanguínea na região abdominal.

O uso de medicamentos anti-inflamatórios e anticoagulantes é uma opção bastante comum para casos leves, entretanto, os tratamentos invasivos são indicados para os pacientes que não respondem bem à terapia medicamentosa, com dor contínua e qualidade de vida prejudicada.

Escleroterapia, embolização vascular e angioplastia são os recursos mais recomendados. Na escleroterapia, um líquido esclerosante é aplicado para bloquear o fluxo do sangue dentro das veias comprometidas. Com o mesmo objetivo, a embolização, além da solução esclerosante, utiliza molas a fim de interromper o refluxo e a hipertensão venosa. Já a angioplastia com implantação de stent é indicada para casos com obstrução grave, quando há necessidade de remoção das partes comprometidas e reconstrução das veias.

Quais são os cuidados necessários pós-tratamento?

Independentemente do tratamento realizado, o acompanhamento periódico com o médico especialista é fundamental. Nessas consultas, é possível avaliar se a dor persiste ou já não aparece mais, se é necessário ajustar a dose e a posologia de algum medicamento, usar meias de compressão ou até rever os hábitos, como evitar ficar muito tempo sentada(o) ou sem movimentar as pernas, dormir com as pernas levemente elevadas, praticar atividade física regularmente e não descuidar de uma dieta saudável.

Quer saber mais sobre varizes pélvicas? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

Recursos

Consulte nossas referências para saber mais sobre varizes pélvicas.

Boston Scientific
https://www.venouspelvicpain.com.au/about-venous-pelvic-pain.html
o Manual MSD – Versão saúde para família
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-feminina/dist%C3%BArbios-menstruais-e-sangramento-vaginal-an%C3%B4malo/s%C3%ADndrome-de-congest%C3%A3o-p%C3%A9lvica
o Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV/SP)
https://sbacvsp.com.br/sindromes-venosas-obstrutivas-abdominopelvicas/#:~:text=Varizes%20P%C3%A9lvicas%20e%20Varicocele&text=Seus%20sintomas%20mais%20frequentes%20s%C3%A3o,e%20aumento%20do%20fluxo%20menstrual
o Endovascular – SP
https://endovascularsp.com.br/varizes-pelvicas/
o Portal da Urologia
https://portaldaurologia.org.br/publico/doencas/varicocele-o-que-e-causas-e-tratamento/#:~:text=A%20varicocele%20%C3%A9%20a%20dilata%C3%A7%C3%A3o,dor%20e%20incha%C3%A7o%20nas%20pernas

1 SÍNDROME da congestão pélvica. Manual MSD – Versão Saúde para a família. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-feminina/dist%C3%BArbios-menstruais-e-sangramento-vaginal-an%C3%B4malo/s%C3%ADndrome-de-congest%C3%A3o-p%C3%A9lvica Acesso em: 9 maio 2023.

2 VARICOCELE: o que é, causas e tratamentos. Portal da Urologia. Disponível em: https://portaldaurologia.org.br/publico/doencas/varicocele-o-que-e-causas-e-tratamento/#:~:text=A%20varicocele%20%C3%A9%20a%20dilata%C3%A7%C3%A3o,dor%20e%20incha%C3%A7o%20nas%20pernas. Acesso em: 9 maio 2023.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

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Dores nas pernas? Saiba quais são os 4 sinais de alerta para a trombose

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Trombose: descubra 4 sinais de alerta

Hábitos como o tabagismo e o uso de anticoncepcionais podem ser fatores de risco para a doença

É bem possível e até provável que você conheça o caso de alguém que teve trombose. Doença que ficou ainda mais conhecida devido às possíveis complicações da covid-19, a trombose atinge 180 mil pessoas no Brasil por ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular (SBACV).

O distúrbio acomete o corpo humano por meio da formação de um ou mais coágulos que impedem o fluxo sanguíneo em veias e artérias (trombos), causando sintomas como dor, calor, vermelhidão e rigidez da musculatura na região afetada.

O cirurgião vascular Leonardo Lucas explica que existem diferentes tipos de trombose, de acordo com a área do corpo onde é localizada. A trombose venosa profunda é o tipo mais frequente, afetando uma ou mais veias profundas, principalmente em membros inferiores. "Quando o trombo se desloca do local onde se originou até o pulmão, ocorre o que chamamos de embolia pulmonar."

O tratamento médico é realizado com anticoagulantes, que evitam a formação e a progressão do trombo, impedindo a obstrução das veias e o agravamento da doença. A duração depende da gravidade da doença e da causa da trombose. "O diagnóstico precoce reduz as consequências da trombose venosa. Por isso, em qualquer sinal de trombose na perna, o paciente deve buscar a assistência médica." A cirurgia com técnica minimamente invasiva é indicada em casos específicos, como o da Síndrome de May-Thurner, em que a trombose venosa profunda ocorre por compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita, na região pélvica.

"Fazemos um acesso venoso ecoguiado, realizamos o implante de cateter e a infusão de agentes fibrinolíticos (medicamentos para tratar trombose) que dissolvem o trombo. Também podemos realizar a trombectomia por cateter, em que retiramos os trombos. Quando a causa da trombose é uma síndrome compressiva, o implante de stent se faz necessário", explica o cirurgião.

Fique atento aos sinais do seu corpo

Como a trombose pode ser uma doença silenciosa e assintomática, é preciso ter atenção aos pontos de alerta:

Maior incidência em mulheres

A condição acomete mais as mulheres, mas os homens também podem apresentá-la e precisam estar atentos aos sintomas.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar as probabilidades de trombose, como o histórico familiar, tabagismo, obesidade, uso de anticoncepcional, reposição hormonal, neoplasia (câncer), trombofilias (facilidade em formar coágulos no sangue), alterações hormonais causadas pela gestação e/ou parto, trauma, pós-operatórios, viagens prolongadas, idade (maiores de 60 anos) e varizes nos membros inferiores.

Sinais

A trombose pode surgir de forma assintomática. No entanto, nos pacientes sintomáticos, é comum sentir dor, edema, ardência, vermelhidão, cianose (coloração azul ou arroxeada) e endurecimento da perna. Em caso de embolia pulmonar, o paciente pode apresentar falta de ar, dor torácica e tosse com sangue, entre outros sintomas.

Dores nas pernas

Dores nas pernas persistentes podem ser um alerta vermelho para a trombose. Em caso de câimbras, dores que pioram ao contrair a musculatura, descoloração da pele ou coloração azulada ou esbranquiçada, procure ajuda médica.

Quer saber mais informações para sua saúde? Acesse a página de Trombose e tenha uma visão geral desta condição, incluindo diagnósticos e tratamentos disponíveis.

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