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Incontinência Urinária

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A incontinência urinária - perda involuntária de urina - é um problema comum e frequentemente embaraçoso. A intensidade varia de perder urina ocasionalmente ao tossir ou espirrar a ter uma vontade tão repentina e forte de urinar que você não consegue chegar ao banheiro a tempo.

O que é incontinência urinária?

Embora ocorra com mais frequência com o envelhecimento - 30% das idosas e 15% dos idosos apresentam a condição - esta não é uma consequência inevitável do avanço da idade. Se a incontinência urinária afetar suas atividades diárias, não hesite em consultar o seu médico. Para a maioria das pessoas, algumas mudanças simples no estilo de vida ou um tratamento médico podem aliviar o desconforto ou interromper o problema.

Quais são os tipos de incontinência urinária?

Muitas pessoas apresentam pequenas perdas ocasionais de urina. Outros podem ter escapes leves a moderados com mais frequência. Conheça agora os tipos de incontinência urinária:

  • Incontinência de esforço: A urina escapa quando você pressiona a bexiga ao tossir, espirrar, rir, fazer exercícios ou levantar algo pesado.
  • Incontinência de urgência: Você sente uma necessidade repentina e intensa de urinar, seguida por um escape involuntário de urina. É preciso urinar durante o período de sono ou ocorrem escapes noturnos.
  • Incontinência de transbordamento: Você tem gotejamento frequente ou constante de urina porque a bexiga não esvazia completamente.
  • Incontinência funcional: Uma deterioração física ou mental, como o Alzheimer impede que você chegue a tempo ao banheiro.

É comum ter dois ou mais tipos de incontinência urinária (incontinência mista). Se sentir algum destes sintomas, entre em contato com o seu médico assim que possível.

Quais são as causas da incontinência urinária?

A incontinência urinária não é uma doença, mas sim um sintoma. Ela pode ser causada por certos hábitos diários, doenças ainda não diagnosticadas ou problemas físicos. Uma avaliação completa por seu médico pode ajudar a determinar o que está causando o problema.

Certos alimentos, bebidas e medicamentos podem atuar como diuréticos (estimulam a bexiga e aumentam o volume da urina), como álcool, cafeína, refrigerantes e água mineral com gás, adoçantes artificiais, chocolate, pimentas, alimentos ricos em especiarias, açúcar ou ácido, especialmente frutas cítricas, medicamentos para pressão arterial e para o coração, sedativos e relaxantes musculares ou grandes doses de vitamina C.

A incontinência urinária também pode ser causada por uma condição temporária ou facilmente tratável:

  • Infecção urinária: As infecções podem irritar a bexiga, causar uma forte vontade de urinar e, às vezes, incontinência.
  • Prisão de ventre: O reto está localizado próximo à bexiga e compartilha muitos nervos. Fezes duras e compactas no reto fazem com que esses nervos se tornem excessivamente ativos, o que aumenta a frequência urinária.
  • Gravidez: conforme o feto cresce, o útero passa a pressionar a bexiga e a vontade de urinar se torna mais frequente, podendo haver escapes. A condição geralmente desaparece após o parto. Porém, em caso de cistocele, conhecida como bexiga caída, o médico pode receitar o hormônio estrogênio ou indicar um procedimento cirúrgico para a inserção de um anel flexível que apoia a bexiga. Os sintomas da bexiga caída incluem sensação de pressão na pélvis e na vagina, desconforto ao se esforçar e sensação de que a bexiga não foi totalmente esvaziada depois de urinar.

Por outro lado, mudanças fisiológicas podem requerer acompanhamento médico e tratamento mais detalhados. Por exemplo, devido à idade, a contração do músculo da bexiga se torna mais difícil e a capacidade de armazenar urina diminui.

Nos homens, a prevalência de incontinência varia de 3% a 11% no geral, e a incontinência de urgência representa entre 40% e 80% de todos os casos nos pacientes do sexo masculino. Este tipo de incontinência urinária geralmente ocorre por causa de um aumento da próstata, uma condição conhecida como hiperplasia prostática benigna.

O câncer de próstata também causa incontinência quando não tratado, por causa do aumento da glândula, e os pacientes em tratamento podem sofrer com esta condição como efeito colateral dos medicamentos.

Além disso, tumores em qualquer parte do trato urinário podem obstruir o fluxo normal de urina e levar à incontinência por transbordamento, bem como cálculos urinários (pedras na bexiga).

Problemas neurológicos como esclerose múltipla,Parkinson, acidentes vasculares cerebrais (AVC), tumores cerebrais ou lesões da medula podem interferir nos sinais nervosos envolvidos no controle da bexiga e causar incontinência urinária.

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Ciência do Vapor: tratamento seguro para a HPB

Nem só de tremores se faz um diagnóstico preciso da doença. Outros sinais podem ser até mais importantes. Saiba identificá-los e converse com seu médico

 

Dr. Neal Shore realizou mais de 250 ensaios clínicos para condições e tratamentos urológicos. Ele atua como Diretor Nacional de Pesquisa em Urologia para Urologia do Século XXI, é membro do Comitê de Dados da Associação Urológica Americana, da Força-Tarefa SITC para Câncer de Próstata, do Bladder Cancer Advocacy Think Tank e faz parte dos conselhos editoriais de várias publicações de urologia. Ele é membro do Colégio Americano de Cirurgiões e é certificado pelo Conselho Americano de Urologia.

Neste artigo, Dr. Shore compartilha seu conhecimento e experiência com a Terapia de Vapor de Água Rezūm™, a ciência por trás da terapia a vapor e como esse tratamento alivia os sintomas causados por um aumento da próstata ou hiperplasia prostática benigna (HPB).

Conheça a Terapia Rezūm

Um estudo clínico apoia que a Terapia Rezūm é um tratamento eficiente, seguro e que pode ser realizado em consultório para a HBP. 1 A Terapia Rezūm fornece uma distribuição uniforme de calor à próstata na forma de vapor de água que resulta em morte celular imediata, mas não carboniza o tecido, e as lesões ficam contidas na zona de tratamento alvo sem comprometer as estruturas ao redor.2,3

Com o tempo, a resposta de cicatrização natural do corpo remove o tecido tratado, resultando em uma diminuição no tamanho da próstata. Um ensaio clínico mostrou melhora significativa nos sintomas da HBP ao longo de cinco anos e apenas 4,4% dos pacientes tratados com a Terapia Rezūm no ensaio precisaram de um segundo tratamento cirúrgico para tratar seus sintomas de HBP.1 O mesmo estudo clínico também não mostrou novos casos relatados de disfunção erétil (DE) para pacientes que receberam a Terapia Rezūm.1

Como Funciona

O Sistema Rezūm fornece vapor ao tecido da próstata em durante 9 segundos. A transferência de energia é uniforme, o que aumenta a previsibilidade do procedimento. 2

No procedimento da Terapia Rezūm, quando o vapor entra em contato com o tecido da próstata, ele se condensa em água e libera a energia armazenada. Esta é uma maneira eficiente de transferir energia dentro do corpo pois o vapor se distribui no tecido da próstata em questão de segundos. 2

O vapor chega à próstata a uma temperatura de cerca de 103°C; ele não rompe o tecido. Em vez disso, o vapor viaja através dos espaços celulares até atingir um limite, como uma membrana. Ao chegar à membrana, o vapor se condensa dentro dos espaços celulares de volta à água, liberando a energia armazenada, elevando a temperatura do tecido para aproximadamente 70°C-80°C, o que leva à morte celular imediata.4,5

Após a morte celular, os processos naturais do corpo entram em jogo. A inflamação ocorre e o sistema inflamatório do corpo envia células que atuam como catalizadores para a área tratada da próstata.6 O corpo, com a ajuda das células catalizadoras, reabsorve o tecido morto ao longo do tempo e o volume da próstata é reduzido.7

O número de injeções de 9 segundos necessárias para concluir um procedimento Rezūm depende do tamanho e da anatomia da próstata.8 Portanto, o procedimento de Terapia Rezūm pode ser realizado especificamente para a necessidade anatômica de cada paciente. Em média, 4,5 injeções foram usadas para tratar homens no ensaio clínico da Terapia Rezūm, e o tempo médio do procedimento no ensaio foi inferior a 10 minutos. 1

Eficácia

Os dados de cinco anos do estudo clínico Rezūm mostraram a durabilidade da Terapia Rezūm. O retratamento cirúrgico foi baixo – apenas 4,4% dos pacientes precisaram de outro procedimento cirúrgico para a HBP, e 11,1% precisaram de medicamentos para o controle dos sintomas da HBP após o tratamento com a Terapia Rezūm, este são dados de 5 anos de acompanhamento. 1

Segurança

Os efeitos colaterais mais comuns que os pacientes experimentam com a Terapia Rezūm são leves a moderados, duram apenas um curto período e normalmente desaparecem dentro de algumas semanas*. Estes incluem micção dolorosa ou frequente, sangue na urina ou sêmen, diminuição do volume ejaculatório, infecção do trato urinário, incapacidade de urinar ou esvaziar completamente a bexiga e uma necessidade urgente de urinar*. No ensaio clínico da Terapia Rezūm não houve relatos de novos casos de disfunção erétil (DE) durante a duração do estudo (cinco anos).1

Conclusão

Estudos clínicos mostram que a Terapia Rezūm alivia os sintomas da HBP de forma segura e eficaz. O vapor é eficiente, precisando de apenas 9 segundos por injeção e resultando em morte celular imediata. Depois que o sistema imunológico limpa a área de células mortas, o volume da próstata encolhe.

A Terapia Rezūm demonstrou melhora significativa nos sintomas da HBP. Essas melhorias foram sustentadas através de um acompanhamento de cinco anos, com uma taxa de retratamento cirúrgico de apenas 4,4% para o retorno dos sintomas de HBP. 1

Quer saber mais sobre HPB e a Terapia Rezūm? Acesse nossa página e entenda como esse tratamento minimamente invasivo pode aliviar os sintomas e melhorar sua qualidade de vida!

Você também pode fazer nosso teste para entender a gravidade dos possíveis sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

*As respostas dos pacientes podem e podem variar.

Todos os tratamentos apresentam riscos inerentes e associados. O Sistema Rezūm oferece alívio de sintomas e obstruções, além de reduzir o tecido da próstata associado à HPB. É indicado para homens com 50 anos ou mais e com um volume da próstata entre 30 e 80 cm3. O Sistema Rezūm também é indicado para o tratamento da próstata com hiperplasia da zona central e/ou lobo médio. Os riscos potenciais incluem, sem limitação, micção dolorosa (disúria), sangue na urina (hematúria), sangue no sêmen (hematospermia), diminuição do volume ejaculatório, suspeita de infecção do trato urinário (ITU) e aumento da frequência, retenção ou urgência urinária. Antes de prosseguir com qualquer opção de tratamento, é importante conversar com seu médico sobre os benefícios e riscos.

 

CUIDADO: A lei restringe a venda destes dispositivos a ser realizada por um médico ou mediante a prescrição de um médico. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas no rótulo do produto fornecido com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos apresentados apenas com fins INFORMATIVOS e podem não estar aprovados ou à venda em determinados países. Este material não é destinado ao uso na França. Este material é apenas para fins informativos e não se destina a diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz qualquer representação sobre os benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda enfaticamente que consulte o seu médico em todos os assuntos relacionados com a sua saúde. Copyright © 2023 Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Neal D. Shore, MD, é um consultor da Boston Scientific e foi compensado por sua contribuição para este artigo. Todas as imagens são de propriedade da Boston Scientific. Todas as marcas registradas são de propriedade de seus respectivos proprietários. Rezum.com é um site patrocinado pela Boston Scientific.

UROPH-1759108-AA DEZ 2023

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): sintomas, causas e tratamentos

Saúde Urológica

Hiperplasia Prostática Benigna: o que é, sintomas e como tratar

O QUE É, SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTOS

A hiperplasia prostática benigna pode ser solucionada.

Um dos sinais mais comuns do envelhecimento em homens. Uma doença que tem muitas soluções e tratamentos e que não deve assustar.

Ouse dar um passo pela sua saúde e enfrente a hiperplasia prostática benigna.

O que é Hiperplasia Prostática Benigna?

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma consequência natural do envelhecimento. A próstata dobra de tamanho durante a adolescência e continua a crescer ao longo da vida.

Com o tempo, uma próstata aumentada pode comprimir o pequeno tubo que leva a urina da bexiga ao pênis e restringir o fluxo de urina.

Uma próstata aumentada pode interferir nos processos urinários normais, como enchimento e esvaziamento. Se não for tratada, pode causar problemas na bexiga ou nos rins.

Embora as causas da HPB ainda não sejam claras, é uma doença muito comum, pois 90% dos homens entre 50 e 80 anos de idade possivelmente a sofrerão.

A HPB afeta 90% dos homens aos 85 anos de idade.

Idade, histórico familiar de problemas de próstata, obesidade e doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas, podem aumentar o risco de aumento da próstata. Ignorar esses fatores e sintomas relacionados pode levar a complicações graves.

Como prevenir a Hiperplasia Prostática Benigna?

  • Dieta Rica Em Frutas E Verduras
  • Limitar a cafeína e o Álcool
  • Fazer exercícios regularmente
  • Fazer exercícios regularmente

Quais os sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna?

  • Levantar-se várias vezes para urinar durante a noite
  • Jato de urina fraco e interrompido
  • Dificuldade em iniciar ou parar de urinar
  • Necessidade repentina e urgente de urinar
  • Não ter certeza de que a bexiga está vazia
  • Gotejamento pós-micção
  • Dor ou ardência ao urinar
  • Incapacidade de ir ao banheiro quando sente necessidade.
  • Falta de controle da micção

Métodos de Diagnóstico

Estes são os métodos de diagnóstico pelo urologista:

  • Um gráfico de frequência e volume urinário: Isso fornecerá um registro de quanta água você bebe normalmente, quanta urina produz, com que frequência você esvazia a bexiga diariamente e se há vazamentos.
  • Exame de toque retal: O urologista insere um dedo no reto para ver se a próstata está aumentada.
  • Análise de urina: Testar uma amostra de urina pode ajudar a descartar infecções ou outras condições que podem causar sintomas similares.
  • Análise de sangue: Os resultados podem indicar problemas renais.
  • Exame de sangue para antígeno específico da próstata (PSA): O PSA é uma substância produzida pela próstata. Os níveis de PSA aumentam quando a próstata aumenta de tamanho. Entretanto, os níveis elevados de PSA também podem ser devido a intervenções recentes, infecção, cirurgia ou câncer de próstata.

A hiperplasia prostática benigna é o tumor benigno mais comum em homens.

Ela tem uma prevalência que varia entre 8% em homens de 40 anos, 50% em homens entre 51 e 60 anos, e 90% a partir dos 80 anos.

Tipos de tratamentos para Hiperplasia Prostática Benigna

Medicamentos

Os medicamentos são o tratamento mais comum para os sintomas leves a moderados de hiperplasia prostática. Algumas das opções são:

  • Bloqueadores alfa
  • Inibidores de 5-alfa redutase
  • Incisão transuretral da próstata
  • Terapia transuretral por micro-ondas
  • Ablação por agulha transuretral

Terapia a laser verde

Um laser de alta energia vaporiza o excesso de tecido protético. A terapia a laser geralmente alivia os sintomas imediatamente e tem menos risco de efeitos colaterais do que a cirurgia sem laser. A terapia a laser pode ser utilizada em homens que não sejam candidatos a outros procedimentos.

Veja também: Pacientes com HPB experimentam o melhor alívio de sintomas da categoria com a terapia rezūm, mostra o estudo mais recente

Ressecção transuretral

Consiste na extração de uma parte da glândula pelo canal uretral do pênis. É uma técnica cirúrgica conservadora e não obtém os mesmos resultados em longo prazo da prostatectomia radical.

Prostatectomia aberta ou assistida por robô

O cirurgião faz uma incisão na parte inferior do abdômen para alcançar a próstata e remover o tecido. A prostatectomia aberta geralmente é feita se você tiver uma próstata muito grande, lesões na bexiga ou outras complicações. A cirurgia geralmente requer uma curta internação no hospital e está associada a um maior risco de exigir uma transfusão de sangue.

Quer saber mais?

Para entender a extensão da situação, assista a gravação da LIVE: Próstata Aumentada e tire todas as suas dúvidas.

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Quer entender os sintomas e causas da HPB? Navegue pelo nosso site e descubra como identificar os sinais e compreender melhor a hiperplasia prostática benigna. 

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

O Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Conheça 3 curiosidades sobre a disfunção erétil

Saúde Urológica

Disfunção erétil: 3 curiosidades que você precisa saber

A disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, ainda é um tabu, mas o tema não pode ser deixado de lado. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), queixas relacionadas à ereção atingem 50% dos homens depois dos 40 anos, cerca de 16 milhões de brasileiros.

Essa condição impossibilita o homem de conseguir obter e manter ereções, dificultando a capacidade de sustentar uma atividade sexual satisfatória. Dessa maneira, o paciente pode ter quadros de baixa autoestima, falta de autoconfiança, ansiedade e até depressão, afetando não só sua qualidade de vida, mas também a da pessoa com quem ele se relaciona.

O urologista Dr. Carlos Bautzer, que atua no núcleo de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês e é membro da SBU, listou 3 curiosidades sobre a disfunção erétil. Confira!

A covid-19 pode causar disfunção erétil

Um estudo preliminar realizado em março pela Universidade de Roma aponta que a disfunção erétil pode ser, sim, uma das possíveis sequelas de curto a longo prazo da doença causada pelo coronavírus. “O comprometimento vascular causado pela covid-19 pode ser uma das causas dessa sequela, já que a disfunção erétil também pode ocorrer por problemas ligados à circulação”, esclarece o Dr. Carlos Bautzer.

Os tratamentos disponíveis estão cada vez melhores e mais acessíveis

O último lançamento do mercado para tratar a disfunção erétil é uma prótese peniana maleável que chegou ao Brasil em 2021, com cirurgia coberta pelos planos de saúde. Ela é composta por duas hastes de silicone que são inseridas nos corpos cavernosos do pênis. Desta forma, ele se mantém ereto, possibilitando ao paciente o retorno da atividade sexual. Um dos diferenciais é a sensação tátil muito semelhante à de um pênis ereto, que garante mais conforto ao paciente, pois sugere maior naturalidade. Segundo o Dr. Carlos Bautzer, “Essa nova prótese também fornece maior tranquilidade ao paciente, já que ele pode dobrar o pênis quando precisar guardá-lo sem que sinta nenhum desconforto”.

Veja também: Perguntas frequentes sobre implante peniano

Problemas de saúde comuns podem causar a disfunção erétil

Já está comprovado que o diabetes, a hipertensão arterial e a obesidade podem resultar na disfunção erétil. “Ter um estilo de vida saudável, com alimentação saudável, atividade física e evitar álcool e drogas é uma maneira de prevenir essas doenças e a disfunção erétil. Além disso, existem tratamentos não farmacológicos, medicamentos e cirúrgicos”, comenta o urologista.

O fim da Disfunção Erétil começa com o primeiro passo

Informe-se, encontre um especialista e redescubra sua vida sexual. Acesse aqui e faça um quiz para entender melhor sua condição.

Agora que você já conheceu 3 curiosidades sobre a disfunção erétil, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Saúde Urológica.

Quer saber se disfunção erétil está afetando sua vida sexual? Faça nosso quiz, entenda melhor sua saúde sexual e descubra os tratamentos disponíveis.

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

O Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil durante a Pandemia

Saúde Urológica

Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil durante a Pandemia

Incontinência Urinária atinge 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos; pandemia agravou busca por tratamentos no Brasil

 

No Brasil, cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de incontinência urinária e convivem todos os dias com a condição. Porém, a procura por tratamentos cirúrgicos para a incontinência caíram 60% em 2020, em relação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na semana passada. 

A constatação é de que a pandemia agravou ainda mais o tratamento de várias doenças, entre elas a incontinência, que costuma afetar 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Além do público mais jovem, a condição afeta uma em cada três pessoas acima dos 60 anos e é conhecida mundialmente como “câncer social”. 

Homens procuram médico primeiro

Durante todo o mês de março são realizadas ações para conscientizar e levar informações para a população sobre a condição, impulsionado principalmente pelo Dia Mundial da Incontinência Urinária, que ocorre anualmente no dia 14. O assunto ainda é tabu dentro do público masculino - cerca de 70% dos homens não costumam ir ao urologista, de acordo com pesquisa realizada em novembro de 2020 pelo Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica — e apesar da condição atingir mais as mulheres, são eles que procuram ajuda primeiro. 

“Mesmo com milhares de brasileiros acometidos pela condição, muitos não procuram ajuda médica por não conhecerem direito a doença e seus tratamentos ou por acreditarem que o problema é natural. As mulheres incontinentes, por exemplo, costumam demorar mais para procurar ajuda. Isso porque muitas consideram os sintomas como algo da idade ou que está ligado à maternidade e ao pós-parto, já que conhecem amigas ou familiares que passam pela mesma situação”, explica o Urologista Dr. Carlos Sacomani, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, American Urological Association, European Association of Urology e International Continence Society. 

Câncer e incontinência

Ainda de acordo com o especialista, a maioria dos casos de incontinência urinária masculina é causada pelo enfraquecimento do esfíncter e está relacionada à cirurgia para retirada de tumor na próstata. Isso acontece porque a cirurgia de prostatectomia pode afetar o funcionamento desse músculo responsável pelo controle da urina e que envolve a uretra — causando perda involuntária de urina. Outras possíveis causas incluem doenças neurológicas, cirurgias pélvicas, bexiga hiperativa e alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. 

“Cerca de 5% a 10% dos homens que se submeteram à prostatectomia radical irão apresentar algum grau de incontinência urinária que é causada pelo enfraquecimento do esfíncter e persiste por um longo período após a cirurgia. Alguns fatores podem aumentar o risco de incontinência: casos mais graves de câncer, experiência dos cirurgiões durante a prostatectomia, idade do paciente e a existência de outros problemas de saúde relacionados”, explica.

Tratamentos para incontinência urinária no Brasil

Segundo o urologista, no Brasil existem duas alternativas principais para o tratamento da incontinência urinária causada pelo enfraquecimento do esfíncter no homem: Implantação de um Esfíncter Artificial ou as cirurgias de Sling, que consistem na colocação de uma faixa sob a uretra de modo a comprimi-la.

Geralmente, os slings são usados para tratar incontinência urinária em casos leves e moderados, e o esfíncter artificial nos casos de incontinência moderada a grave. “Este tratamento se popularizou no Brasil nos últimos anos e une tecnologia de ponta e recursos seguros para devolver a qualidade de vida ao paciente. Só para se ter uma ideia, o esfíncter artificial é um recurso que apresenta de 80% a 90% de eficácia para homens com incontinência urinária decorrente da cirurgia prostática. Esse procedimento consiste no implante de um pequeno anel em volta da uretra, totalmente contido no corpo e imperceptível, que passa a ser o responsável pelo controle da urina”, finaliza.

Agora que você se informou sobre Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil, aproveite para durante a Pandemia, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Urinário ler mais sobre o assunto: Especialista explica: Incontinência urinária em atletas. 

Quais são os fatores que aumentam o risco de incontinência urinária?

Conforme você envelhece, os músculos da bexiga e da uretra perdem força. Além disso, mulheres têm uma probabilidade maior de sofrer incontinência de esforço. Entretanto, os homens com problemas de próstata apresentam alto risco de incontinência de urgência e transbordamento.

Histórico familiar, especialmente de incontinência de urgência, e doenças neurológicas ou diabetes também aumentam seu risco.

Dois fatores que podem ser mudados e reduzir seu risco de desenvolver a condição são o controle do peso, já que o sobrepeso e a obesidade aumentam a pressão sobre a bexiga e enfraquecem os músculos ao redor, e parar de fumar, porque o tabaco tem componentes que irritam a bexiga.

Como diminuir o risco de incontinência urinária?

A incontinência urinária nem sempre pode ser prevenida, mas algumas mudanças de comportamento podem ajudar a reduzir seus riscos:

  • Mantenha um peso saudável
  • Pratique exercícios para o assoalho pélvico
  • Evite alimentos que irritam a bexiga, como cafeína, álcool e comidas e bebidas ácidas.
  • Coma mais fibras, o que pode prevenir a constipação, uma das causas da incontinência urinária.
  • Não fume ou procure ajuda para parar de fumar.

Quais são os tratamentos para incontinência urinária?

O tratamento da incontinência urinária depende do tipo, da gravidade e de uma causa geralmente pré-existente, ainda que não diagnosticada. Pode ser necessário fazer uma combinação de tratamentos, partindo dos menos invasivos aos mais complexos, caso os primeiros não apresentem os resultados esperados. Se uma doença pré-existente estiver causando os sintomas, o médico tratará essa doença primeiro.

Muitas pessoas apresentam pequenas perdas ocasionais de urina. Outros podem ter escapes leves a moderados com mais frequência. Conheça agora os tipos de incontinência urinária:

  • Incontinência de esforço: A urina escapa quando você pressiona a bexiga ao tossir, espirrar, rir, fazer exercícios ou levantar algo pesado.
  • Incontinência de urgência: Você sente uma necessidade repentina e intensa de urinar, seguida por um escape involuntário de urina. É preciso urinar durante o período de sono ou ocorrem escapes noturnos.
  • Incontinência de transbordamento: Você tem gotejamento frequente ou constante de urina porque a bexiga não esvazia completamente.
  • Incontinência funcional: Uma deterioração física ou mental, como o Alzheimer impede que você chegue a tempo ao banheiro.

É comum ter dois ou mais tipos de incontinência urinária (incontinência mista). Se sentir algum destes sintomas, entre em contato com o seu médico assim que possível.

A incontinência urinária não é uma doença, mas sim um sintoma. Ela pode ser causada por certos hábitos diários, doenças ainda não diagnosticadas ou problemas físicos. Uma avaliação completa por seu médico pode ajudar a determinar o que está causando o problema.

Certos alimentos, bebidas e medicamentos podem atuar como diuréticos (estimulam a bexiga e aumentam o volume da urina), como álcool, cafeína, refrigerantes e água mineral com gás, adoçantes artificiais, chocolate, pimentas, alimentos ricos em especiarias, açúcar ou ácido, especialmente frutas cítricas, medicamentos para pressão arterial e para o coração, sedativos e relaxantes musculares ou grandes doses de vitamina C.

A incontinência urinária também pode ser causada por uma condição temporária ou facilmente tratável:

  • Infecção urinária: As infecções podem irritar a bexiga, causar uma forte vontade de urinar e, às vezes, incontinência.
  • Prisão de ventre: O reto está localizado próximo à bexiga e compartilha muitos nervos. Fezes duras e compactas no reto fazem com que esses nervos se tornem excessivamente ativos, o que aumenta a frequência urinária.
  • Gravidez: conforme o feto cresce, o útero passa a pressionar a bexiga e a vontade de urinar se torna mais frequente, podendo haver escapes. A condição geralmente desaparece após o parto. Porém, em caso de cistocele, conhecida como bexiga caída, o médico pode receitar o hormônio estrogênio ou indicar um procedimento cirúrgico para a inserção de um anel flexível que apoia a bexiga. Os sintomas da bexiga caída incluem sensação de pressão na pélvis e na vagina, desconforto ao se esforçar e sensação de que a bexiga não foi totalmente esvaziada depois de urinar.

Por outro lado, mudanças fisiológicas podem requerer acompanhamento médico e tratamento mais detalhados. Por exemplo, devido à idade, a contração do músculo da bexiga se torna mais difícil e a capacidade de armazenar urina diminui.

Nos homens, a prevalência de incontinência varia de 3% a 11% no geral, e a incontinência de urgência representa entre 40% e 80% de todos os casos nos pacientes do sexo masculino. Este tipo de incontinência urinária geralmente ocorre por causa de um aumento da próstata, uma condição conhecida como hiperplasia prostática benigna.

O câncer de próstata também causa incontinência quando não tratado, por causa do aumento da glândula, e os pacientes em tratamento podem sofrer com esta condição como efeito colateral dos medicamentos.

Além disso, tumores em qualquer parte do trato urinário podem obstruir o fluxo normal de urina e levar à incontinência por transbordamento, bem como cálculos urinários (pedras na bexiga).

Problemas neurológicos como esclerose múltipla,Parkinson, acidentes vasculares cerebrais (AVC), tumores cerebrais ou lesões da medula podem interferir nos sinais nervosos envolvidos no controle da bexiga e causar incontinência urinária.

Conforme você envelhece, os músculos da bexiga e da uretra perdem força. Além disso, mulheres têm uma probabilidade maior de sofrer incontinência de esforço. Entretanto, os homens com problemas de próstata apresentam alto risco de incontinência de urgência e transbordamento.

Histórico familiar, especialmente de incontinência de urgência, e doenças neurológicas ou diabetes também aumentam seu risco.

Dois fatores que podem ser mudados e reduzir seu risco de desenvolver a condição são o controle do peso, já que o sobrepeso e a obesidade aumentam a pressão sobre a bexiga e enfraquecem os músculos ao redor, e parar de fumar, porque o tabaco tem componentes que irritam a bexiga.

A incontinência urinária nem sempre pode ser prevenida, mas algumas mudanças de comportamento podem ajudar a reduzir seus riscos:

  • Mantenha um peso saudável
  • Pratique exercícios para o assoalho pélvico
  • Evite alimentos que irritam a bexiga, como cafeína, álcool e comidas e bebidas ácidas.
  • Coma mais fibras, o que pode prevenir a constipação, uma das causas da incontinência urinária.
  • Não fume ou procure ajuda para parar de fumar.

O tratamento da incontinência urinária depende do tipo, da gravidade e de uma causa geralmente pré-existente, ainda que não diagnosticada. Pode ser necessário fazer uma combinação de tratamentos, partindo dos menos invasivos aos mais complexos, caso os primeiros não apresentem os resultados esperados. Se uma doença pré-existente estiver causando os sintomas, o médico tratará essa doença primeiro.

Exercícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico: Conhecidos como exercícios de Kegel, os movimentos que fortalecem o assoalho pélvico podem aumentar seu controle sobre a micção. Eles são especialmente eficazes no tratamento da incontinência de esforço. Para as mulheres, o uso de pessários, dispositivos de silicone colocados na vagina, podem ajudar a elevar a bexiga e evitar os escapes de urina.

Medicamentos: Seu médico pode receitar medicamentos anticolinérgicos, para tratar a bexiga hiperativa, já que relaxa o músculo detrusor, responsável pela expulsão da urina do órgão, ou bloqueadores alfa, que ajudam a aumentar o fluxo urinário e reduzir o volume residual após urinar.

Cirurgia: Se outros tratamentos não funcionarem, existem vários procedimentos cirúrgicos que podem tratar os problemas causados pela incontinência urinária.

Nos homens, duas opções cirúrgicas ajudam a controlar a incontinência.

Esfíncter urinário artificial: Um dispositivo composto de um pequeno anel cheio de líquido é implantado ao redor do colo da bexiga e uma válvula é implantada sob a pele do escroto. Ao ser pressionada, faz com que o anel esvazie e permita que a urina flua para fora da bexiga. As mulheres contam com diversas alternativas cirúrgicas, como: Sling feminino - Por via vaginal, uma fita de polipropileno é inserida abaixo da uretra, se integra aos tecidos do corpo e aumenta a resistência do órgão, de maneira a evitar os escapes.

Suspensões do colo vesical: cirurgia que ajuda a colocar uma bexiga flácida de volta à sua posição normal

Procedimento de Marshall Marchetti Krantz (MMK): cirurgia em que o tecido ao redor da uretra é levantado e costurado no osso na parte frontal da pelve e no tecido atrás da parede abdominal.

Cirurgia de Burch: cirurgia que eleva o colo da bexiga aos ligamentos fortes nos ossos pélvicos usando suturas.

Estimulação do nervo sacral: dispositivo semelhante ao marca-passo, em que um eletrodo de longa permanência é inserido por um pequeno corte na parte inferior das costas e um neuroestimulador é inserido sob a pele da nádega superior.

Diversas organizações podem ajudar você e seus familiares a entender e tratar a incontinência urinária. Além disso, preparamos uma série especial, no YouTube, para abordar essa condição. Assista e leia mais sobre isso.

Exercícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico: Conhecidos como exercícios de Kegel, os movimentos que fortalecem o assoalho pélvico podem aumentar seu controle sobre a micção. Eles são especialmente eficazes no tratamento da incontinência de esforço. Para as mulheres, o uso de pessários, dispositivos de silicone colocados na vagina, podem ajudar a elevar a bexiga e evitar os escapes de urina.

Medicamentos: Seu médico pode receitar medicamentos anticolinérgicos, para tratar a bexiga hiperativa, já que relaxa o músculo detrusor, responsável pela expulsão da urina do órgão, ou bloqueadores alfa, que ajudam a aumentar o fluxo urinário e reduzir o volume residual após urinar.

Cirurgia: Se outros tratamentos não funcionarem, existem vários procedimentos cirúrgicos que podem tratar os problemas causados pela incontinência urinária.

Nos homens, duas opções cirúrgicas ajudam a controlar a incontinência.

Esfíncter urinário artificial: Um dispositivo composto de um pequeno anel cheio de líquido é implantado ao redor do colo da bexiga e uma válvula é implantada sob a pele do escroto. Ao ser pressionada, faz com que o anel esvazie e permita que a urina flua para fora da bexiga. As mulheres contam com diversas alternativas cirúrgicas, como: Sling feminino - Por via vaginal, uma fita de polipropileno é inserida abaixo da uretra, se integra aos tecidos do corpo e aumenta a resistência do órgão, de maneira a evitar os escapes.

Suspensões do colo vesical: cirurgia que ajuda a colocar uma bexiga flácida de volta à sua posição normal

Procedimento de Marshall Marchetti Krantz (MMK): cirurgia em que o tecido ao redor da uretra é levantado e costurado no osso na parte frontal da pelve e no tecido atrás da parede abdominal.

Cirurgia de Burch: cirurgia que eleva o colo da bexiga aos ligamentos fortes nos ossos pélvicos usando suturas.

Estimulação do nervo sacral: dispositivo semelhante ao marca-passo, em que um eletrodo de longa permanência é inserido por um pequeno corte na parte inferior das costas e um neuroestimulador é inserido sob a pele da nádega superior.

Onde posso saber mais sobre incontinência urinária?

Diversas organizações podem ajudar você e seus familiares a entender e tratar a incontinência urinária. Além disso, preparamos uma série especial, no YouTube, para abordar essa condição. Assista e leia mais sobre isso.

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A ciência do vapor: tratando a HPB de forma segura, eficiente e eficaz

Saúde Urológica

Ciência do Vapor: tratamento seguro para a HPB

Nem só de tremores se faz um diagnóstico preciso da doença. Outros sinais podem ser até mais importantes. Saiba identificá-los e converse com seu médico

 

Dr. Neal Shore realizou mais de 250 ensaios clínicos para condições e tratamentos urológicos. Ele atua como Diretor Nacional de Pesquisa em Urologia para Urologia do Século XXI, é membro do Comitê de Dados da Associação Urológica Americana, da Força-Tarefa SITC para Câncer de Próstata, do Bladder Cancer Advocacy Think Tank e faz parte dos conselhos editoriais de várias publicações de urologia. Ele é membro do Colégio Americano de Cirurgiões e é certificado pelo Conselho Americano de Urologia.

Neste artigo, Dr. Shore compartilha seu conhecimento e experiência com a Terapia de Vapor de Água Rezūm™, a ciência por trás da terapia a vapor e como esse tratamento alivia os sintomas causados por um aumento da próstata ou hiperplasia prostática benigna (HPB).

Conheça a Terapia Rezūm

Um estudo clínico apoia que a Terapia Rezūm é um tratamento eficiente, seguro e que pode ser realizado em consultório para a HBP. 1 A Terapia Rezūm fornece uma distribuição uniforme de calor à próstata na forma de vapor de água que resulta em morte celular imediata, mas não carboniza o tecido, e as lesões ficam contidas na zona de tratamento alvo sem comprometer as estruturas ao redor.2,3

Com o tempo, a resposta de cicatrização natural do corpo remove o tecido tratado, resultando em uma diminuição no tamanho da próstata. Um ensaio clínico mostrou melhora significativa nos sintomas da HBP ao longo de cinco anos e apenas 4,4% dos pacientes tratados com a Terapia Rezūm no ensaio precisaram de um segundo tratamento cirúrgico para tratar seus sintomas de HBP.1 O mesmo estudo clínico também não mostrou novos casos relatados de disfunção erétil (DE) para pacientes que receberam a Terapia Rezūm.1

Como Funciona

O Sistema Rezūm fornece vapor ao tecido da próstata em durante 9 segundos. A transferência de energia é uniforme, o que aumenta a previsibilidade do procedimento. 2

No procedimento da Terapia Rezūm, quando o vapor entra em contato com o tecido da próstata, ele se condensa em água e libera a energia armazenada. Esta é uma maneira eficiente de transferir energia dentro do corpo pois o vapor se distribui no tecido da próstata em questão de segundos. 2

O vapor chega à próstata a uma temperatura de cerca de 103°C; ele não rompe o tecido. Em vez disso, o vapor viaja através dos espaços celulares até atingir um limite, como uma membrana. Ao chegar à membrana, o vapor se condensa dentro dos espaços celulares de volta à água, liberando a energia armazenada, elevando a temperatura do tecido para aproximadamente 70°C-80°C, o que leva à morte celular imediata.4,5

Após a morte celular, os processos naturais do corpo entram em jogo. A inflamação ocorre e o sistema inflamatório do corpo envia células que atuam como catalizadores para a área tratada da próstata.6 O corpo, com a ajuda das células catalizadoras, reabsorve o tecido morto ao longo do tempo e o volume da próstata é reduzido.7

O número de injeções de 9 segundos necessárias para concluir um procedimento Rezūm depende do tamanho e da anatomia da próstata.8 Portanto, o procedimento de Terapia Rezūm pode ser realizado especificamente para a necessidade anatômica de cada paciente. Em média, 4,5 injeções foram usadas para tratar homens no ensaio clínico da Terapia Rezūm, e o tempo médio do procedimento no ensaio foi inferior a 10 minutos. 1

Eficácia

Os dados de cinco anos do estudo clínico Rezūm mostraram a durabilidade da Terapia Rezūm. O retratamento cirúrgico foi baixo – apenas 4,4% dos pacientes precisaram de outro procedimento cirúrgico para a HBP, e 11,1% precisaram de medicamentos para o controle dos sintomas da HBP após o tratamento com a Terapia Rezūm, este são dados de 5 anos de acompanhamento. 1

Segurança

Os efeitos colaterais mais comuns que os pacientes experimentam com a Terapia Rezūm são leves a moderados, duram apenas um curto período e normalmente desaparecem dentro de algumas semanas*. Estes incluem micção dolorosa ou frequente, sangue na urina ou sêmen, diminuição do volume ejaculatório, infecção do trato urinário, incapacidade de urinar ou esvaziar completamente a bexiga e uma necessidade urgente de urinar*. No ensaio clínico da Terapia Rezūm não houve relatos de novos casos de disfunção erétil (DE) durante a duração do estudo (cinco anos).1

Conclusão

Estudos clínicos mostram que a Terapia Rezūm alivia os sintomas da HBP de forma segura e eficaz. O vapor é eficiente, precisando de apenas 9 segundos por injeção e resultando em morte celular imediata. Depois que o sistema imunológico limpa a área de células mortas, o volume da próstata encolhe.

A Terapia Rezūm demonstrou melhora significativa nos sintomas da HBP. Essas melhorias foram sustentadas através de um acompanhamento de cinco anos, com uma taxa de retratamento cirúrgico de apenas 4,4% para o retorno dos sintomas de HBP. 1

Quer saber mais sobre HPB e a Terapia Rezūm? Acesse nossa página e entenda como esse tratamento minimamente invasivo pode aliviar os sintomas e melhorar sua qualidade de vida!

Você também pode fazer nosso teste para entender a gravidade dos possíveis sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

*As respostas dos pacientes podem e podem variar.

Todos os tratamentos apresentam riscos inerentes e associados. O Sistema Rezūm oferece alívio de sintomas e obstruções, além de reduzir o tecido da próstata associado à HPB. É indicado para homens com 50 anos ou mais e com um volume da próstata entre 30 e 80 cm3. O Sistema Rezūm também é indicado para o tratamento da próstata com hiperplasia da zona central e/ou lobo médio. Os riscos potenciais incluem, sem limitação, micção dolorosa (disúria), sangue na urina (hematúria), sangue no sêmen (hematospermia), diminuição do volume ejaculatório, suspeita de infecção do trato urinário (ITU) e aumento da frequência, retenção ou urgência urinária. Antes de prosseguir com qualquer opção de tratamento, é importante conversar com seu médico sobre os benefícios e riscos.

 

CUIDADO: A lei restringe a venda destes dispositivos a ser realizada por um médico ou mediante a prescrição de um médico. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas no rótulo do produto fornecido com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos apresentados apenas com fins INFORMATIVOS e podem não estar aprovados ou à venda em determinados países. Este material não é destinado ao uso na França. Este material é apenas para fins informativos e não se destina a diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz qualquer representação sobre os benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda enfaticamente que consulte o seu médico em todos os assuntos relacionados com a sua saúde. Copyright © 2023 Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Neal D. Shore, MD, é um consultor da Boston Scientific e foi compensado por sua contribuição para este artigo. Todas as imagens são de propriedade da Boston Scientific. Todas as marcas registradas são de propriedade de seus respectivos proprietários. Rezum.com é um site patrocinado pela Boston Scientific.

UROPH-1759108-AA DEZ 2023

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): sintomas, causas e tratamentos

Saúde Urológica

Hiperplasia Prostática Benigna: o que é, sintomas e como tratar

O QUE É, SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTOS

A hiperplasia prostática benigna pode ser solucionada.

Um dos sinais mais comuns do envelhecimento em homens. Uma doença que tem muitas soluções e tratamentos e que não deve assustar.

Ouse dar um passo pela sua saúde e enfrente a hiperplasia prostática benigna.

O que é Hiperplasia Prostática Benigna?

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma consequência natural do envelhecimento. A próstata dobra de tamanho durante a adolescência e continua a crescer ao longo da vida.

Com o tempo, uma próstata aumentada pode comprimir o pequeno tubo que leva a urina da bexiga ao pênis e restringir o fluxo de urina.

Uma próstata aumentada pode interferir nos processos urinários normais, como enchimento e esvaziamento. Se não for tratada, pode causar problemas na bexiga ou nos rins.

Embora as causas da HPB ainda não sejam claras, é uma doença muito comum, pois 90% dos homens entre 50 e 80 anos de idade possivelmente a sofrerão.

A HPB afeta 90% dos homens aos 85 anos de idade.

Idade, histórico familiar de problemas de próstata, obesidade e doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas, podem aumentar o risco de aumento da próstata. Ignorar esses fatores e sintomas relacionados pode levar a complicações graves.

Como prevenir a Hiperplasia Prostática Benigna?

  • Dieta Rica Em Frutas E Verduras
  • Limitar a cafeína e o Álcool
  • Fazer exercícios regularmente
  • Fazer exercícios regularmente

Quais os sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna?

  • Levantar-se várias vezes para urinar durante a noite
  • Jato de urina fraco e interrompido
  • Dificuldade em iniciar ou parar de urinar
  • Necessidade repentina e urgente de urinar
  • Não ter certeza de que a bexiga está vazia
  • Gotejamento pós-micção
  • Dor ou ardência ao urinar
  • Incapacidade de ir ao banheiro quando sente necessidade.
  • Falta de controle da micção

Métodos de Diagnóstico

Estes são os métodos de diagnóstico pelo urologista:

  • Um gráfico de frequência e volume urinário: Isso fornecerá um registro de quanta água você bebe normalmente, quanta urina produz, com que frequência você esvazia a bexiga diariamente e se há vazamentos.
  • Exame de toque retal: O urologista insere um dedo no reto para ver se a próstata está aumentada.
  • Análise de urina: Testar uma amostra de urina pode ajudar a descartar infecções ou outras condições que podem causar sintomas similares.
  • Análise de sangue: Os resultados podem indicar problemas renais.
  • Exame de sangue para antígeno específico da próstata (PSA): O PSA é uma substância produzida pela próstata. Os níveis de PSA aumentam quando a próstata aumenta de tamanho. Entretanto, os níveis elevados de PSA também podem ser devido a intervenções recentes, infecção, cirurgia ou câncer de próstata.

A hiperplasia prostática benigna é o tumor benigno mais comum em homens.

Ela tem uma prevalência que varia entre 8% em homens de 40 anos, 50% em homens entre 51 e 60 anos, e 90% a partir dos 80 anos.

Tipos de tratamentos para Hiperplasia Prostática Benigna

Medicamentos

Os medicamentos são o tratamento mais comum para os sintomas leves a moderados de hiperplasia prostática. Algumas das opções são:

  • Bloqueadores alfa
  • Inibidores de 5-alfa redutase
  • Incisão transuretral da próstata
  • Terapia transuretral por micro-ondas
  • Ablação por agulha transuretral

Terapia a laser verde

Um laser de alta energia vaporiza o excesso de tecido protético. A terapia a laser geralmente alivia os sintomas imediatamente e tem menos risco de efeitos colaterais do que a cirurgia sem laser. A terapia a laser pode ser utilizada em homens que não sejam candidatos a outros procedimentos.

Veja também: Pacientes com HPB experimentam o melhor alívio de sintomas da categoria com a terapia rezūm, mostra o estudo mais recente

Ressecção transuretral

Consiste na extração de uma parte da glândula pelo canal uretral do pênis. É uma técnica cirúrgica conservadora e não obtém os mesmos resultados em longo prazo da prostatectomia radical.

Prostatectomia aberta ou assistida por robô

O cirurgião faz uma incisão na parte inferior do abdômen para alcançar a próstata e remover o tecido. A prostatectomia aberta geralmente é feita se você tiver uma próstata muito grande, lesões na bexiga ou outras complicações. A cirurgia geralmente requer uma curta internação no hospital e está associada a um maior risco de exigir uma transfusão de sangue.

Quer saber mais?

Para entender a extensão da situação, assista a gravação da LIVE: Próstata Aumentada e tire todas as suas dúvidas.

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Quer entender os sintomas e causas da HPB? Navegue pelo nosso site e descubra como identificar os sinais e compreender melhor a hiperplasia prostática benigna. 

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

O Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Conheça 3 curiosidades sobre a disfunção erétil

Saúde Urológica

Disfunção erétil: 3 curiosidades que você precisa saber

A disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, ainda é um tabu, mas o tema não pode ser deixado de lado. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), queixas relacionadas à ereção atingem 50% dos homens depois dos 40 anos, cerca de 16 milhões de brasileiros.

Essa condição impossibilita o homem de conseguir obter e manter ereções, dificultando a capacidade de sustentar uma atividade sexual satisfatória. Dessa maneira, o paciente pode ter quadros de baixa autoestima, falta de autoconfiança, ansiedade e até depressão, afetando não só sua qualidade de vida, mas também a da pessoa com quem ele se relaciona.

O urologista Dr. Carlos Bautzer, que atua no núcleo de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês e é membro da SBU, listou 3 curiosidades sobre a disfunção erétil. Confira!

A covid-19 pode causar disfunção erétil

Um estudo preliminar realizado em março pela Universidade de Roma aponta que a disfunção erétil pode ser, sim, uma das possíveis sequelas de curto a longo prazo da doença causada pelo coronavírus. “O comprometimento vascular causado pela covid-19 pode ser uma das causas dessa sequela, já que a disfunção erétil também pode ocorrer por problemas ligados à circulação”, esclarece o Dr. Carlos Bautzer.

Os tratamentos disponíveis estão cada vez melhores e mais acessíveis

O último lançamento do mercado para tratar a disfunção erétil é uma prótese peniana maleável que chegou ao Brasil em 2021, com cirurgia coberta pelos planos de saúde. Ela é composta por duas hastes de silicone que são inseridas nos corpos cavernosos do pênis. Desta forma, ele se mantém ereto, possibilitando ao paciente o retorno da atividade sexual. Um dos diferenciais é a sensação tátil muito semelhante à de um pênis ereto, que garante mais conforto ao paciente, pois sugere maior naturalidade. Segundo o Dr. Carlos Bautzer, “Essa nova prótese também fornece maior tranquilidade ao paciente, já que ele pode dobrar o pênis quando precisar guardá-lo sem que sinta nenhum desconforto”.

Veja também: Perguntas frequentes sobre implante peniano

Problemas de saúde comuns podem causar a disfunção erétil

Já está comprovado que o diabetes, a hipertensão arterial e a obesidade podem resultar na disfunção erétil. “Ter um estilo de vida saudável, com alimentação saudável, atividade física e evitar álcool e drogas é uma maneira de prevenir essas doenças e a disfunção erétil. Além disso, existem tratamentos não farmacológicos, medicamentos e cirúrgicos”, comenta o urologista.

O fim da Disfunção Erétil começa com o primeiro passo

Informe-se, encontre um especialista e redescubra sua vida sexual. Acesse aqui e faça um quiz para entender melhor sua condição.

Agora que você já conheceu 3 curiosidades sobre a disfunção erétil, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Saúde Urológica.

Quer saber se disfunção erétil está afetando sua vida sexual? Faça nosso quiz, entenda melhor sua saúde sexual e descubra os tratamentos disponíveis.

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

O Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil durante a Pandemia

Saúde Urológica

Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil durante a Pandemia

Incontinência Urinária atinge 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos; pandemia agravou busca por tratamentos no Brasil

 

No Brasil, cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de incontinência urinária e convivem todos os dias com a condição. Porém, a procura por tratamentos cirúrgicos para a incontinência caíram 60% em 2020, em relação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na semana passada. 

A constatação é de que a pandemia agravou ainda mais o tratamento de várias doenças, entre elas a incontinência, que costuma afetar 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Além do público mais jovem, a condição afeta uma em cada três pessoas acima dos 60 anos e é conhecida mundialmente como “câncer social”. 

Homens procuram médico primeiro

Durante todo o mês de março são realizadas ações para conscientizar e levar informações para a população sobre a condição, impulsionado principalmente pelo Dia Mundial da Incontinência Urinária, que ocorre anualmente no dia 14. O assunto ainda é tabu dentro do público masculino - cerca de 70% dos homens não costumam ir ao urologista, de acordo com pesquisa realizada em novembro de 2020 pelo Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica — e apesar da condição atingir mais as mulheres, são eles que procuram ajuda primeiro. 

“Mesmo com milhares de brasileiros acometidos pela condição, muitos não procuram ajuda médica por não conhecerem direito a doença e seus tratamentos ou por acreditarem que o problema é natural. As mulheres incontinentes, por exemplo, costumam demorar mais para procurar ajuda. Isso porque muitas consideram os sintomas como algo da idade ou que está ligado à maternidade e ao pós-parto, já que conhecem amigas ou familiares que passam pela mesma situação”, explica o Urologista Dr. Carlos Sacomani, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, American Urological Association, European Association of Urology e International Continence Society. 

Câncer e incontinência

Ainda de acordo com o especialista, a maioria dos casos de incontinência urinária masculina é causada pelo enfraquecimento do esfíncter e está relacionada à cirurgia para retirada de tumor na próstata. Isso acontece porque a cirurgia de prostatectomia pode afetar o funcionamento desse músculo responsável pelo controle da urina e que envolve a uretra — causando perda involuntária de urina. Outras possíveis causas incluem doenças neurológicas, cirurgias pélvicas, bexiga hiperativa e alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. 

“Cerca de 5% a 10% dos homens que se submeteram à prostatectomia radical irão apresentar algum grau de incontinência urinária que é causada pelo enfraquecimento do esfíncter e persiste por um longo período após a cirurgia. Alguns fatores podem aumentar o risco de incontinência: casos mais graves de câncer, experiência dos cirurgiões durante a prostatectomia, idade do paciente e a existência de outros problemas de saúde relacionados”, explica.

Tratamentos para incontinência urinária no Brasil

Segundo o urologista, no Brasil existem duas alternativas principais para o tratamento da incontinência urinária causada pelo enfraquecimento do esfíncter no homem: Implantação de um Esfíncter Artificial ou as cirurgias de Sling, que consistem na colocação de uma faixa sob a uretra de modo a comprimi-la.

Geralmente, os slings são usados para tratar incontinência urinária em casos leves e moderados, e o esfíncter artificial nos casos de incontinência moderada a grave. “Este tratamento se popularizou no Brasil nos últimos anos e une tecnologia de ponta e recursos seguros para devolver a qualidade de vida ao paciente. Só para se ter uma ideia, o esfíncter artificial é um recurso que apresenta de 80% a 90% de eficácia para homens com incontinência urinária decorrente da cirurgia prostática. Esse procedimento consiste no implante de um pequeno anel em volta da uretra, totalmente contido no corpo e imperceptível, que passa a ser o responsável pelo controle da urina”, finaliza.

Agora que você se informou sobre Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil, aproveite para durante a Pandemia, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Urinário ler mais sobre o assunto: Especialista explica: Incontinência urinária em atletas. 

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