O Câncer de Intestino, também conhecido como Câncer Colorretal, afeta o cólon e o reto, sendo o terceiro
tipo de câncer mais frequente no Brasil, com mais de 40 mil novos casos por ano¹.
A boa notícia é que até 90% dos casos podem ser curados quando descobertos precocemente². No entanto,
essa condição costuma ser silenciosa, apresentando sintomas apenas em estágios avançados³. Por isso, a
prevenção salva vidas!
A partir dos 45 anos, a colonoscopia é o exame padrão-ouro para rastrear o Câncer de Intestino
de forma precoce, possibilitando a remoção de lesões antes que se tornem malignas. Se você está
nessa faixa etária, não espera os sintomas aparecerem. Procure um médico e faça sua
colonoscopia.
Lembre-se: o primeiro passo na prevenção é a orientação. Agende sua consulta com um especialista.
O Março Azul é um movimento dedicado à conscientização sobre o Câncer de Intestino. Durante todo o mês,
a campanha busca informar a população sobre fatores de risco, sinais e sintomas, incentivando a adoção
de hábitos saudáveis e a realização de exames preventivos, como a colonoscopia.
Todos os anos, a Boston Scientific participa de iniciativas voltadas para a prevenção e o combate ao
Câncer de Intestino.
As iniciativas passam por ações sociais que envolvem doação de dispositivos médicos, para o diagnóstico
e tratamento de lesões precoces. Por campanhas que estimulam a prática de atividades físicas para o
público e colaboradores.
E principalmente pelo desenvolvimento de conteúdos científicos atualizados, que esclareçam o paciente e
seus familiares sobre todos os aspectos deste câncer, incluindo o diagnóstico e tratamento.
Oferecemos alternativas terapêuticas para pacientes e apoiamos a comunidade médica com soluções
endoscópicas avançadas, com o propósito de evitar cirurgias mais invasivas.
Histórico de iniciativas
Confira na galeria as ações de rastreamento e conscientização sobre o Câncer de Intestino que nós da Boston
Scientific já realizamos:
Em 2024, a Boston Scientific e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) estiveram
na cidade de Óbidos, no Pará, conduzindo uma ação especial de rastreamento e diagnóstico do
Câncer de Intestino. Foram feitos 2.500 testes de sangue escondido nas fezes, 247 colonoscopias.
Uma campanha que incentivou o público a se movimentar, adotando pequenas mudanças no dia a dia,
como iniciar atividades físicas e realizar exames preventivos, para ajudar na prevenção do
Câncer de Intestino. A ação impactou mais de 1 milhão de pessoas nas redes sociais, e os vídeos
sobre a condição, incluindo respostas do Dr. Marcelo Averbach, ultrapassaram 50 mil
visualizações.
Social
Ação Social SOBED Março Azul 2023 – Cairu, BA
Em uma parceria SOBED e Boston Scientific, foram realizadas 169 colonoscopias em apenas 4 dias
na cidade de Cairu, Bahia.
A Boston Scientific realizou uma ação solidária em parceria com a Sociedade Brasileira de
Endoscopia Digestiva (SOBED), doando dispositivos médicos no valor de R$ 41 mil. A cada treino
registrado com a hashtag do desafio, o valor da doação aumentava, engajando a comunidade em prol
da saúde. No total, mais de 900 mil pessoas foram impactadas pela iniciativa.
Social
Projeto Quem Procura, Cura 2014 a 2022 - Belterra, PA
Ação realizada em parceria com o Hospital Sírio Libanês e capitaneada pelo Dr. Marcelo Averbach,
rastreou a incidência do Câncer de Intestino na população da cidade de Belterra no Pará e em
comunidades próximas.
Em 2025, a Boston Scientific reforça seu compromisso com a saúde e a qualidade de vida ao patrocinar o
Circuito das Estações por meio do selo Boston Run. O evento, um dos maiores circuitos de corrida do
Brasil, acontece ao longo do ano, incentivando a prática esportiva e um estilo de vida mais saudável.
Além de incentivar o esporte, a Boston Scientific estará presente com um stand exclusivo, promovendo
ações de conscientização sobre a prevenção do Câncer de Intestino e reforçando a importância do Março
Azul. No espaço, atletas e o público poderão receber informações sobre saúde intestinal e conhecer de
perto as iniciativas, além de usufruir de sessões de massagem para relaxamento e recuperação pós-prova.
E-book Saúde Digestiva
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Afinal, o câncer colorretal é ou não é hereditário?
Entre os hábitos de vida adotados e a herança genética, saiba o que aumenta as chances do desenvolvimento de um tumor maligno no intestino
O câncer colorretal (também chamdo de câncer de intestino) é hereditário? Quem responde é Mauro Donadio, oncologista especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrinos da Oncoclínicas São Paulo. “Cerca de 75% de todos os casos de câncer colorretal são esporádicos, ou seja, acontecem sem nenhum fator de risco claramente definido. Entre 10% e 30% dos casos têm associação com o histórico familiar, mas não são caracterizados por uma síndrome genética específica. O fato é que ter casos de câncer colorretal na família, ou já ter tido a doença previamente, aumenta o risco para o desenvolvimento do tumor maligno.”
Existem, porém, algumas mutações genéticas de baixa penetração, o que significa que há uma chance reduzida de que essa mutação se manifeste no corpo da pessoa portadora. Ainda assim, para o desenvolvimento do câncer de intestino, seria preciso uma associação com os fatores de risco externos, como dieta rica em carboidratos e carnes vermelhas e pobre em fibras, obesidade e sedentarismo1.
“Entre as principais síndromes hereditárias estão a síndrome de Lynch [também chamada de síndrome de câncer colorretal hereditário não-polipoide] e a síndrome da polipose adenomatosa familiar. Mas são situações bastante raras e somam apenas 1% a 2% de todos os casos de câncer colorretal”, enfatiza o oncologista.
Nesses casos de síndromes hereditárias, mesmo com hábitos de vida que reduzam os fatores de risco externos, não é possível evitar o desenvolvimento do tumor maligno, pois existe um fator genético mais importante e determinante atuando para o avanço da doença.
“Se durante a consulta com o paciente o médico oncologista identificar sinais de alguma dessas síndromes, é indicado o aconselhamento genético com o oncogeneticista. Isso é importante até para mudar a forma de rastreio nesses casos”, finaliza Donadio, mas enfatizando que esses casos são exceção. Na maioria das vezes, não existe uma causa genética facilmente identificável para o câncer colorretal.
Clique aqui para acessar nossa página sobre Março Azul – Campanha de conscientização sobre o câncer colorretal – e confira informações importantes sobre a doença, formas de prevenção, tratamentos e apoio. Sua conscientização faz toda a diferença. Vamos lutar juntos contra o câncer colorretal!
ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde
ATENÇÃO III: Somente para fins informativos. O conteúdo deste artigo/publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor/editor e não representa a opinião da BSC. ENDO = 1824102 – AA – Saber da Saúde
5 fatores que dificultam o diagnóstico e tratamento do câncer colorretal
Colonoscopia é essencial para prevenir o desenvolvimento de doenças do intestino, cólon e reto
Uma estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, em 2030, apenas as despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) com pacientes diagnosticados com câncer de intestino (também chamado de câncer colorretal), que desenvolveram a doença devido à exposição a fatores de risco
evitáveis, vai ser 88% maior do que o valor gasto em 2018, chegando a R$ 1 bilhão.
Terceiro tipo mais incidente na população brasileira, o câncer colorretal responde por mais de 40 mil novos casos diagnosticados por ano. Quando o diagnóstico é feito por sintomas clínicos, 30% dos pacientes já apresentam a doença disseminada, diminuindo sensivelmente a chance de cura. Em casos de diagnóstico precoce, por exames de imagem, o índice de cura sobe para 90%.
Prevenir o desenvolvimento da doença ainda é a melhor forma de tratamento. A colonoscopia é o exame indicado para detecção de anomalias que podem levar à doença. No procedimento, o médico observa o cólon e o reto com um colonoscópio, um tubo fino e flexível com uma pequena câmera de vídeo na extremidade. Por meio do instrumento, o médico pode realizar a biópsia, em que uma pequena amostra de tecido é coletada e, se necessário, remover quaisquer áreas de aparência suspeita, como pólipos.
Para o médico proctologista Lix Reis de Oliveira, o câncer colorretal e o exame para diagnóstico da doença são cercados de mitos e tabus. “Há quem pense que uma hemorroida pode virar câncer. E não é isso, na verdade a pessoa já tinha câncer e achava que era uma hemorroida. A mesma coisa em relação ao divertículo (pequenas bolsas que se formam na parede do cólon). Algumas pessoas acham que pode se tornar um câncer, mas são doenças diferentes”.
Oliveira pontua os cinco mitos e tabus sobre o diagnóstico e tratamento do câncer colorretal:
Tabus
Segundo o proctologista, alguns tabus assombram homens e mulheres em relação à colonoscopia. “As mulheres se preocupam com a higiene e têm muito medo que o intestino esteja sujo. Nos pacientes do sexo masculino, há muito tabu sobre a sexualidade e se o procedimento vai deixá-lo menos 'homem'."
Medo do desconforto
Diferente do que o medo pode fazer parecer, a colonoscopia é um exame bastante seguro e feito com o paciente sedado. “O maior inconveniente vem antes do exame, com o preparo do intestino, que envolve muita ingestão de líquidos e laxante”, explica o médico.
Tempo de exame
A colonoscopia é um exame rápido, que dura de 20 a 30 minutos.
Fuga do diagnóstico
Além do medo da colonoscopia, a possibilidade de um diagnóstico de câncer assusta muita gente. Porém, com hábitos que ajudem a prevenir a doença, diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura do câncer colorretal aumentam consideravelmente.
Para prevenir o câncer colorretal, é necessário também estar atento aos fatores de risco. Merecem atenção especial as pessoas com mais de 50 anos, aqueles que são sedentários, têm antecedentes familiares, doenças inflamatórias do intestino e hábitos não saudáveis de alimentação.
Quer saber mais sobre câncer colorretal? Clique aqui para acessar nossa página sobre Março Azul – Campanha de conscientização sobre o câncer colorretal – e confira informações importantes sobre a doença, formas de prevenção, tratamentos e apoio.
Saiba mais sobre o Saber da Saúde
O Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.
A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.
Crescem casos de câncer colorretal entre os mais jovens
O tumor maligno do intestino costumava ser diagnosticado em pessoas acima dos 65 anos. Mas isso está mudando nos últimos anos - entenda o porquê
Os dados comprovam: a incidência de câncer colorretal (também chamado de câncer de intestino), que afeta o intestino e o reto, está mesmo crescendo entre as pessoas mais jovens. E, pior: está também se tornando uma doença ainda mais grave do que em pacientes que já passaram dos 65 anos, porque os casos costumam ser diagnosticados em fase mais tardia.
“Antigamente, ter mais de 65 anos era considerado fator de risco para o câncer colorretal. Tanto é que o rastreio para a detecção precoce era feito apenas em pacientes mais velhos. Mas, nos últimos cinco anos, a incidência, embora predominante em pessoas mais velhas (56%) tem crescido entre os mais jovens: 30% dos pacientes hoje têm entre 50 e 65 anos e cerca de 10% são pessoas entre 20 e 49 anos de idade, ou seja, bastante jovens para desenvolver esse tipo de tumor”, conta Mauro Donadio, oncologista especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrino da Oncoclínicas São Paulo, citando dados norte-americanos publicados pela American Cancer Society em dezembro de 20231.
Hoje, o câncer colorretal ocupa o terceiro lugar entre os mais frequentes no Brasil, atrás apenas de câncer de mama, segundo entre as mulheres, câncer de próstata, segundo entre os homens, e câncer de pulmão, que ocupa o primeiro lugar.
A estimativa do Instituto Brasileiro de Câncer (INCA) é que entre os anos 2023 e 2025, 45.630 novos casos sejam detectados a cada ano no país . E mais: enquanto outros tipos de tumor estão regredindo em probabilidade de óbito prematuro entre pessoas de 30 a 69 anos, o câncer que acomete o intestino pode aumentar em até 10% a incidência de morte prematura até o ano de 2030, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo próprio INCA3 .
“É verdade que graças a exames de rastreio, como a colonoscopia, está ocorrendo uma queda na incidência de câncer colorretal em pacientes de todas as idades, na ordem de 3 a 4% por ano. Mas, se analisarmos a faixa etária entre 20 e 49 anos, essa incidência está aumentando cerca de 2% ao ano", enfatiza o oncologista.
Mas por que o câncer colorretal está sendo diagnosticado em pacientes cada vez mais jovens?
Para essa questão não existe uma resposta única, mas um conjunto de fatores, como explica Donadio: “Entre os mais importantes estão a mudança nos padrões de dieta, que se torna muito rica em carboidratos , carne vermelha mal passada e pobre em frutas e vegetais frescos; a epidemia de obesidade e, finalmente, a alteração de populações de bactérias que colonizam o intestino, o chamado microbioma, especialmente pelo uso indiscriminado de antibióticos.”
Além disso, é possível incluir nessa lista de fatores de risco para os pacientes mais jovens o tabagismo, o uso excessivo de álcool e o sedentarismo.
Atualmente, o chamado rastreio para o câncer colorretal só é indicado em pacientes jovens com histórico familiar de pólipo (adenoma) ou do próprio câncer de intestino. “Nesses casos, ao invés da indicação geral da colonoscopia aos 50 anos, o exame deve ser antecipado para os 40 anos de idade. Se o resultado for totalmente normal, a indicação é repetir a cada cinco anos. Já nos casos em que pólipos são encontrados, é comum que o acompanhamento seja a cada dois anos”, explica Donadio, lembrando que a American Cancer Society já indica o rastreio da população geral aos 45 anos de idade, algo que deve ser replicado no Brasil em breve, segundo o oncologista.4
Quer saber mais sobre câncer colorretal?
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3 CANCELA, Marianna de Camargo; SOUZA, Dyego Leandro Bezerra de; MARTINS, Luís Felipe Leite; BORGES, Leonardo; SCHILITHZ, Arthur Orlando; HANLY, Paul; SHARP, Linda; PEARCE, Alison; SOEJOMATARAM, Isabelle. Can the sustainable development goals for cancer be met in Brazil? A population-based study. Frontiers In Oncology, [S.L.], v. 12, jan. 2023. DOI:. http://dx.doi.org/10.3389/fonc.2022.1060608
ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde
ATENÇÃO III: Somente para fins informativos. O conteúdo deste artigo/publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor/editor e não representa a opinião da BSC. ENDO = 1824102 – AA – Saber da Saúde
Grandes diferenças na incidência de casos entre as regiões Norte e Sul podem ser justificadas pela subnotificação. No barco-hospital Abaré, o cirurgião Marcelo Averbach realiza trabalho preventivo no Alto Amazonas.
O câncer colorretal ocupa o terceiro lugar entre os tumores malignos no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de cólon e reto em homens é o segundo mais incidente nas Regiões Sudeste (28,62/100 mil) e Centro-Oeste (15,40/100 mil). Na Região Sul (25,11/100 mil), é o terceiro tumor mais frequente e, nas Regiões Nordeste (8,91/100 mil) e Norte (5,43/100 mil), ocupa a quarta posição.
Para as mulheres, é o segundo mais frequente nas Regiões Sudeste (26,18/100 mil) e Sul (23,65/100 mil). Nas Regiões Centro-Oeste (15,24/100 mil), Nordeste (10,79/100 mil) e Norte (6,48/100 mil) é o terceiro mais incidente. Mas o que justifica uma incidência quase seis vezes maior no Sudeste do que no Norte? Em meio a rios, igarapés e a natureza exuberante da Amazônia, que já haviam encantado Henry Ford nos anos 1920, o médico paulistano Marcelo Averbach procurava entender a questão que o deixava intrigado.
Em parceria com a Boston Scientific e a prefeitura de Belterra, partiu no barco hospital Abaré e deu início ao projeto "Quem Procura, Cura". Ao conversar com um líder comunitário de Aramanaí, um distrito de Belterra, no Pará, encontrou a resposta: nós moramos no paraíso, só nos faltam cuidados de saúde.
O esforço conjunto do médico, do governo e da empresa trouxe o atendimento que as populações ribeirinhas à beira do Rio Tapajós precisavam. Com os investimentos em comunicação, o projeto conquistou um índice de aderência de 96%. "Foram mais de 4 mil exames e o que descobrimos foi um contexto de subnotificação. O estado do Pará tem a pior relação médico-paciente e a pior distribuição de médicos do País. O número de casos não é tão baixo quanto se imaginava. Por causa da falta de infraestrutura, esses pacientes não eram diagnosticados", explica.
Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e membro do Corpo Docente da Residência Médica em Endoscopia do Hospital Sírio Libanês, Marcelo participou, entre 2014 e 2017, de 19 expedições. Além de levar atendimento médico a populações desassistidas e contribuir para o rastreamento do câncer colorretal, as ações tiveram um viés de ensino, com a presença de estudantes nas equipes e resultados publicados na revista Endoscopy. "O trabalho também foi premiado no Congresso Médico Universitário da USP e foi a base da minha tese de livre-docência", relembra.
Mais de uma década a serviço das populações desassistidas O projeto " Quem Procura, Cura" foi um marco nas atividades de voluntariado de Marcelo, embora não tenha sido sua primeira experiência em regiões remotas.
Em 2009, junto ao colega Fábio Tozzi, embarcou pela primeira vez no Abaré. Em 2010, novamente no Amazonas, conheceu a aldeia indígena Zoé e, com uma pequena estrutura de hospital de campanha, que recebeu materiais e equipamentos para funcionar como centro cirúrgico, realizou cinco cirurgias de vesícula. Ao retornar, juntou-se aos Expedicionários da Saúde em Campinas (SP) e passou a atuar em áreas indígenas, conhecendo os yanomamis que vivem próximos à Venezuela e os Tukanos, no alto do Rio Negro. A expedição durou até 2014, quando se uniu ao "Quem Procura, Cura''.
Os bons resultados acadêmicos e profissionais do projeto, somados ao sentimento gratificante de atender quem mais precisa, em regiões remotas do Brasil, trouxeram uma inquietação. Qual seria o próximo passo? As ideias foram amadurecendo e, ao lembrar da população isolada, com adornos nos lábios e um nome inspirador, o novo projeto foi batizado. Há dois anos, nascia a organização não-governamental (ONG) Zoé, que significa "nós mesmos" no ramo do tupi-guarani falado naquela região.
Hoje com 12 voluntários, a ONG acabou envolvendo toda a família Averbach: a esposa Beatriz, dermatologista, estará na próxima expedição, assim como os dois filhos: Plínio, que é diretor-executivo da ONG, e Pedro, também cirurgião. No total, a equipe pretende realizar 10 expedições até o fim de 2022. "Para mim, é muito gratificante levar assistência a essa população e eu acabo contagiando as pessoas próximas. É uma roda viva e eu sempre quero fazer mais."
Preparando-se para a sexta jornada no Alto Amazonas, Marcelo reflete sobre como o estilo de vida urbano se propaga e contribui para o aumento dos casos na região, mas também como o acesso à informação pode ajudar a controlar a doença. "O câncer colorretal é uma soma de fatores genéticos e maus hábitos, como tabagismo, alcoolismo, consumo de embutidos e enlatados, além de fatores ambientais. Com a campanha, convencer a população de Belterra a realizar os exames não foi um problema.
A colonoscopia e a endoscopia são vistas com mais naturalidade hoje e, com o diagnóstico precoce, o prognóstico é cada vez melhor. A colostomia, por exemplo, tornou-se uma exceção e, quando necessária, costuma ser temporária. Nossos esforços, seja em São Paulo ou em Belterra, são para devolver esse paciente à vida normal", conclui.
1. O câncer colorretal só afeta pessoas com mais de 50 anos?
Infelizmente não! Nos últimos anos, vêm se observando aumento da incidência de câncer colorretal em pacientes jovens, e as diversas sociedades médicas já orientam o rastreamento a partir dos 45 anos de idade. Cerca de 30% dos pacientes com câncer com idade entre 20 a 49 anos são decorrentes de síndromes de predisposição hereditária e 20% apresentam câncer colorretal familiar. Deve-se ressaltar, contudo, que cerca de 50% dos pacientes jovens não possuem nem síndromes de predisposição hereditária e nem história familiar de câncer colorretal, representando um grande desafio ao diagnóstico. Desta maneira, sinais de alerta, como sangramento nas fezes, devem ser investigados.
2. A etnia interfere no risco do câncer colorretal?
Sim, indivíduos da raça negra (Afrodescendentes) apresentam uma maior incidência de câncer colorretal. Nestes indivíduos, o início do rastreamento deve ser realizado a partir de 45 anos de idade. Indivíduos nascidos no Alaska, Uruguai e judeus de origem europeia estão também entre os grupos de maior risco de câncer colorretal.
3. Mudança de hábitos podem reduzir o risco de ter câncer colorretal?
Sim, hábitos alimentares como a ingestão de fibras presentes em frutas, vegetais e principalmente nos cereais podem ser importantes para reduzir o risco de câncer. Baixo consumo de carne vermelha e processada também pode ser importante para reduzir seu risco. Por outro lado, hábitos como tabagismo e etilismo estão associados ao maior risco do câncer colorretal. A inatividade física, o sedentarismo e a obesidade também estão relacionados ao maior risco.
4. Apenas pessoas com histórico familiar de câncer de cólon podem desenvolver a doença?
Pacientes com história familiar de câncer colorretal são considerados de alto risco, devendo se submeter ao rastreamento aos 40 anos de idade ou 10 anos a menos que a idade do diagnóstico do familiar de primeiro ou segundo grau.
Porém, como em qualquer outro tipo de câncer, o câncer colorretal pode ser multifatorial, tendo grande influência dos fatores ambientais e dos hábitos de vida. Assim, além das possíveis alterações genéticas individuais, determinados hábitos sociais e alimentares podem contribuir para a gênese do câncer.
Importante salientar que outras doenças que afetam o intestino como doenças inflamatórias, como Crohn e Retocolite, assim como síndromes polipoides estão associadas ao maior risco.
5. Obesidade aumenta o risco para desenvolver este tipo de câncer?
Sim, a obesidade está diretamente relacionada a este tipo de câncer, assim como a outros tumores do aparelho digestivo. Assim, a atividade física, hábitos alimentares adequados e cessação do tabagismo devem ser incentivados para que haja a redução do risco do desenvolvimento do câncer colorretal.
Recado da Dra Adriana sobre a importância de se prevenir com exames de rotina e a necessidade de ficar atento aos sintomas
O câncer colorretal aparece, na maioria das vezes, a partir de lesões precursoras, ou seja, de pólipos. Portanto, existe uma janela de oportunidade para se realizar exames de rastreamento, como teste de sangue oculto nas fezes e colonoscopia, os quais podem contribuir para o diagnóstico precoce. Mais importante, a colonoscopia pode, através da ressecção dos pólipos, diminuir o desenvolvimento do câncer colorretal. Ademais, sintomas como sangramento e alteração do hábito intestinal devem ser obrigatoriamente investigados.
Mexa-se realize os exames, observe os sintomas, mude os hábitos, procure o médico.
Sobre a Dra. Adriana Vaz Safatle Ribeiro
Profa Livre-Docente em Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Coordenadora do Serviço de Colonoscopia da Disciplina de Coloproctologia do Hospital das Clínicas da FMUSP
Médica Assistente do Serviço de Endoscopia do Instituto do Câncer (ICESP - FMUSP)
Médica Assistente do Serviço de Endoscopia do Hospital Sírio-Libanês
Câncer colorretal: a prevenção está nos seus hábitos de vida
A falta de atividade física associada a uma dieta pouco saudável tem relação com o desenvolvimento desse tipo de câncer. Por isso o rastreio é tão importante
Você sabia que o câncer colorretal (também chamado de câncer de intestino) é um tipo de tumor maligno potencialmente prevenível, já que é possível modificar a história de uma lesão pré-neoplásica [um pólipo], interrompendo o seu ciclo de crescimento? E isso é feito a partir de exames de imagem, como a colonoscopia ou a retossigmoidoscopia, que, além do diagnóstico também podem realizar uma ressecção deste pólipo, ou seja, retirá-lo totalmente do intestino ou do reto, e dessa forma evitar o surgimento do câncer.
Por isso, o rastreio do câncer colorretal é tão importante. No Brasil, a indicação é para que comece aos 50 anos na população em geral e a partir dos 40 anos em pessoas com casos na família. Há sociedades médicas internacionais, como a norte-americana, que indicam começar essa investigação aos 451. Depois, a partir do resultado, cada paciente recebe uma indicação de acompanhamento para os próximos anos.
Só que ainda é possível adotar um passo anterior ao rastreio, que depende apenas do comportamento de cada indivíduo, como explica Mauro Donadio, oncologista especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrinos da Oncoclínicas São Paulo: “Estamos falando em atuar modificando os fatores de risco mais conhecidos, como dieta, sedentarismo e obesidade.”
No entanto, reconhece o médico, ainda é difícil convencer um paciente jovem a mudar hábitos ou a participar de um programa de rastreio para o câncer colorretal. “Eles acabam deixando para depois, especialmente porque muitas vezes não sentem nenhum sintoma importante”, resume.
Mas os estudos mais recentes sobre câncer colorretal têm enfatizado cada vez mais como o aumento do consumo de álcool e carnes processadas, associado ao tabagismo, sedentarismo e baixo consumo de fibras são importantes fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de tumor maligno em pacientes mais jovens.2
E se além de manter esses hábitos, o paciente tiver ainda histórico de pólipos de cólon (intestino grosso), doenças inflamatórias intestinais - como retocolite ulcerativa e doença de Crohn -, diabetes ou colecistectomia [remoção da vesícula biliar] o risco é ainda maior.
Para afastar esse risco, a chave é adotar medidas preventivas. Separamos as principais delas, de acordo com o especialista:
Coma mais frutas, verduras e legumes frescos
Diminua a ingestão de carboidratos refinados (açúcar e farinha branca), pois eles resultam em uma dieta hipercalórica
Reduza (ou evite de vez) a ingestão de bebidas alcoólicas
Evite o consumo de carne vermelha mal passada
Faça mais atividade física de impacto em seu metabolismo. Isso significa, por exemplo, caminhar por cerca de 30 minutos por dia, com intensidade moderada, aquela que faz suar.
Mantenha o peso adequado para o seu biotipo
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2 Sawicki T, Ruszkowska M, Danielewicz A, Niedźwiedzka E, Arłukowicz T, Przybyłowicz KE. A Review of Colorectal Cancer in Terms of Epidemiology, Risk Factors, Development, Symptoms and Diagnosis. Cancers (Basel). 2021 Apr 22;13(9):2025. doi: 10.3390/cancers13092025 PMID: 33922197; PMCID: PMC8122718.
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Estadiamento do Câncer Colorretal: Entenda os 4 Estágios e a Importância do Diagnóstico Precoce
A avaliação da disseminação da doença, chamada de estadiamento, vai de 1 a 4 e classifica tanto a extensão como o tipo de tumor. Saber disso é fundamental para o tratamento
Todo tumor que apresenta um crescimento anormal de células é denominado neoplasia. Daí, para que esse achado se transforme em um câncer e assuma seu potencial maligno, é preciso que essas novas células atinjam a capacidade de invadir o tecido onde surgiram e se espalhem pelo corpo, em um mecanismo denominado metástase1.
“Uma vez diagnosticado o câncer por meio da biópsia, também é possível analisar o grau de sua disseminação pelos vasos sanguíneos e linfáticos. O próximo passo, então, é realizar o estadiamento desse tumor maligno, por meio de uma avaliação completa do corpo do paciente para avaliar a real extensão do acometimento do câncer”, explica Mauro Donadio, oncologista especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrinos da Oncoclínicas São Paulo.
É importante esclarecer que cada tipo de câncer tem sua forma natural de estadiar, ou seja, de se disseminar, mas no caso específico do câncer colorretal (também chamado de câncer de intestino), esse processo se concentra nos linfonodos [as chamadas ínguas, que ficam próximas de onde surgiu o tumor] e órgãos como fígado e pulmão, principalmente. “Por essa razão, realizamos exames de imagem, como tomografias, com certa frequência, para avaliar o abdômen completo e a pelve, além do pulmão”, detalha o médico.
A partir dessas avaliações o câncer colorretal pode ser dividido em quatro estágios ou estádios2 . São eles:
Estágio 1 Essa primeira classificação é dada a uma lesão local e pequena, que não invadiu todas as camadas do cólon (intestino grosso) ou outro local onde ela surgiu.
Estágio 2: A lesão ainda é localizada, mas com maior profundidade de invasão na parede do intestino.
Estágio 3: A lesão saiu de seu local inicial e já acomete os linfonodos da região intestinal.
Estágio 4: Nessa fase, são localizadas lesões distantes do tumor original, normalmente atingindo fígado, pulmão ou peritônio, a membrana que envolve os órgãos.
Um ponto preocupante é que, embora os diagnósticos atualmente sejam feitos de forma mais precoce, a descoberta do câncer em estágios mais avançados ainda é predominante - especialmente em pacientes mais jovens. “O que estamos observando é pessoas entre 20 e 49 anos recebendo o diagnóstico com a doença mais avançada, em estágios 3 ou até 4, quando o risco de recidiva [de o câncer voltar] ou de óbito é maior. Daí a importância do rastreio e do exame de colonoscopia sempre que notar algo diferente”, alerta Donadio.
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“A positividade contagia”: conheça a história de Paulo Roberto, diagnosticado com câncer colorretal aos 35 anos
Paciente, agora com 40 anos, descobriu que estava com tumor em estágio 2 e afirma: “Não ter me deixado abater me ajudou durante o processo de cura”
“O câncer é um diagnóstico muito difícil de receber, eu sei disso. Mas o maior conselho que eu dou para quem está passando por isso é: mantenha o otimismo. Uma mente positiva e focada no autocuidado e no tratamento vai melhorar muito as suas chances de encontrar até mesmo a cura”, alerta Paulo Roberto Vieira, 40 anos, coordenador de serviços e suportes na área de telecomunicação e diagnosticado com câncer colorretal há cinco anos, quando tinha apenas 35 anos.
A mensagem de Paulo Roberto é especialmente importante porque há estudos comprovando que a depressão e a morbidade psicológica podem afetar negativamente o tratamento da doença, especialmente em mulheres1. Não se trata, claro, de afirmar que o otimismo cura o câncer, mas que, a negatividade pode sim afetar a qualidade de vida de quem está em tratamento.
Paulo Roberto parece saber disso intuitivamente e desde o dia do diagnóstico se manteve positivo sobre o que enfrentaria pela frente. “Lembro de estar ao lado da minha esposa quando o médico me disse que eu tinha câncer colorretal. E a minha reação foi logo perguntar: ‘sei o que eu tenho, como posso curar?’”, recorda.
O diagnóstico em um paciente jovem como Paulo Roberto está se tornando mais comum nos últimos cinco anos. Dados norte-americanos publicados pela American Cancer Society em dezembro de 20232 apontam que pacientes entre 20 e 49 anos de idade já são 10% do total. “Eu sentia fortes dores abdominais e constipação - ora conseguia evacuar, ora não. Mas eu estava em um momento de transição de emprego e acabei postergando a procura pelo médico para descobrir o que era isso. Achava que era nervosismo por causa do novo trabalho”, recorda.
Só quando as dores ficaram insuportáveis que Paulo Roberto marcou uma consulta. Primeiro com um clínico geral, onde realizou exames de sangue e de imagem que não encontraram nada, e depois com um gastrologista, que finalmente solicitou uma colonoscopia: “Fui diagnosticado com um câncer em estágio 2, mas quase chegando em estágio 3, ou seja, quase atingindo os linfonodos. Os médicos disseram que eu tive sorte, pois a localização do tumor provocou esse quadro de constipação que fez com que eu buscasse ajuda médica mais rapidamente.”
Em tempo, vale relatar que Paulo Roberto não tem nenhum caso de câncer na família - de nenhum tipo. Mas, confessa, não levava uma vida muito saudável. “Eu dormia pouco, vivia nervoso, trabalhava muito, era sedentário e com excesso de peso. Mas, principalmente, eu comia muito mal, com uma alimentação cheia de carne vermelha e embutidos, principalmente salaminho. Além de beber muito refrigerante.” Obesidade, sedentarismo e uma dieta pobre em fibras e rica em carnes vermelhas e carboidratos são os principais fatores de risco para esse tipo de câncer.
Depois do diagnóstico, foram vinte dias até a cirurgia para a remoção total do tumor. Como Paulo Roberto foi diagnosticado em uma fase considerada inicial do câncer, o tratamento seguinte foi a realização de uma quimioterapia adjuvante para impedir o aparecimento de um novo tumor. “Foram seis meses de quimioterapia na qual eu fiz questão de me manter positivo. Quem não sabia da minha história nem imaginava que eu estava tratando um câncer, pois meu cabelo não caiu, não perdi peso e segui com minha rotina normalmente.”
Hoje, após cinco anos do fim do tratamento, Paulo Roberto mantém uma vida mais saudável, se alimentando melhor, controlando o peso e se mantendo ativo fisicamente. “E continuo o meu acompanhamento médico anual com o oncologista, realizando exames de imagem [tomografia] a cada ano e com a recomendação de repetir a colonoscopia a cada cinco anos”, diz: “Se tem algo que o câncer me ensinou é a aproveitar a vida, agora e sempre. E com otimismo!”
ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde
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Câncer colorretal: avanços no diagnóstico e novas opções de tratamento
Enquanto a quimioterapia ainda é a principal estratégia para prolongar o tempo de vida, o conhecimento molecular do tumor e do sistema imunológico aumentam as chances do uso de terapias-alvo e imunoterapia no futuro
Assim como acontece com outros tipos de tumores, o tratamento do câncer colorretal (também chamdo de câncer de intestino) evoluiu nos últimos anos em uma gama maior de opções para os pacientes.
Segundo Alexandre Carlos, médico gastroenterologista e endoscopista, a tendência atual é a da medicina personalizada, que inclui até mesmo o uso de testes genéticos para identificar mutações específicas. “Além disso, a cirurgia robótica tem sido cada vez mais usada por oferecer uma recuperação mais rápida ao paciente e menor morbidade”, enfatiza o especialista, que atua em diferentes instituições de São Paulo, como o Hospital das Clínicas (FMUSP), Sírio-Libanês, Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e São Camilo - Pompeia.
Se a conduta é cada vez mais personalizada, a análise completa do tumor se torna ainda mais muito importante. “Além da colonoscopia permanecer sendo o padrão-ouro para a investigação precoce desse tipo de câncer, permitindo até a localização e remoção de pólipos antes que eles se tornem cancerígenos, novas técnicas de imagem, como a colonoscopia virtual, estão sendo usadas para ajudar no estadiamento do câncer colorretal”, complementa Carlos.
Depois de localizado o tumor, é importante determinar sua lateralidade, ou seja, se está localizado do lado direito ou esquerdo do cólon. “Isso porque as características de evolução da doença [prognóstico] são diferentes em cada lado, sendo que o lado esquerdo responde um pouco melhor ao tratamento do que o direito”, conta o oncologista especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrinos da Oncoclínicas São Paulo, Mauro Donadio.
Um segundo ponto importante para a decisão terapêutica é o chamado estadiamento da doença, que vai do estágio 1 a 4. “Em cânceres nos estágios iniciais (1, 2 e 3), a cirurgia é a abordagem principal, podendo ainda ser usada em conjunto com terapias adjuvantes, como quimioterapia ou radioterapia, com o intuito de impedir a recidiva do tumor”, descreve o gastrologista.
Donadio lembra que o câncer em estágio 3, que acomete os linfonodos, é uma doença com alto risco de retornar. “Por isso, todos os pacientes nesse estágio são submetidos a quimioterapia adjuvante após a cirurgia para evitar que o tumor retorne, especialmente porque os estudos mais atuais apontam para um número entre 20% e 30% de recidivas nesse tipo de tumor.”
Nos casos de câncer metastático avançado (estágio 4), a cirurgia é bastante rara e via de regra ele é paliativo e sistêmico, mesmo para pacientes mais jovens. “Atualmente, a terapia-alvo e a imunoterapia têm desempenhado um papel crescente no tratamento, no entanto, a combinação de diferentes quimioterápicos têm sido a abordagem padrão em muitos casos. Já a imunoterapia, como inibidores de checkpoints imunológicos, é cada vez mais investigada para casos selecionados e com mutações genéticas específicas”, esclarece Carlos.
Um mito frequentemente associado ao câncer colorretal é que todos os pacientes que passam por cirurgia usarão a bolsa de colostomia, o que não é verdade. “Isso só acontece em lesões muito grandes e quando ocorre uma suboclusão intestinal, impedindo a evacuação. Nesses casos, é feita a reconstrução com o uso da colostomia que, após o tratamento, pode ser reversível. Mas é mais comum de acontecer em tumores próximos ao esfíncter anal”, explica o oncologista.
Quer saber mais sobre câncer colorretal?
Clique aqui para acessar nossa página sobre Março Azul – Campanha de conscientização sobre o câncer colorretal – e confira informações importantes sobre a doença, formas de prevenção, tratamentos e apoio. Sua conscientização faz toda a diferença. Vamos lutar juntos contra o câncer colorretal!
ATENÇÃO: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde
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Câncer Colorretal: sua alimentação pode aumentar o risco
Enquanto o álcool aumenta o risco de desenvolver a doença, o consumo de leites e laticínios tem efeito protetor
O consumo de produtos ricos em cálcio provavelmente diminui o risco de desenvolver câncer colorretal. Isso é o que diz um estudo recente publicado na revista Nature Communications. Os pesquisadores acompanharam mais de 500 mil mulheres e analisaram 97 fatores dietéticos para determinar quais eram mais relacionados ao risco de câncer e quais poderiam ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença. Os resultados confirmam que o consumo de álcool é o fator que mais aumenta o risco de câncer colorretal, enquanto a ingestão de leite, produtos ricos em fósforo, riboflavina, magnésio, grãos integrais e iogurte reduzem o risco.[1]
“Esse novo estudo está de acordo com o que já falamos nos últimos tempos. Além do álcool, os alimentos que impactam negativamente o risco de desenvolver câncer colorretal são basicamente enlatados, ultraprocessados e excesso de gordura animal. E outros fatores diminuem a incidência, como o consumo maior de água, fibras e frutas, porque eles diminuem o tempo de contato entre os carcinógenos e a parede do intestino", explica o cirurgião, colonoscopista e coordenador da campanha nacional Março Azul, Marcelo Averbach.
A American Cancer Society (Sociedade Americana de Câncer) afirma que 54% dos casos de câncer colorretal e 55% das mortes causadas pela doença poderiam ser potencialmente prevenidos com hábitos de vida mais saudáveis; e enumera os fatores de risco que podem ser modificados: dietas ricas em carnes vermelhas e processadas e pobre em frutas, vegetais, fibras e cálcio, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool.[2]
Outra análise, publicada no British Medical Journal[3], apontou que homens com um alto consumo de produtos ultraprocessados têm um risco 29% maior de desenvolver câncer colorretal do que os que ingerem esses produtos em pequenas quantidades.
O que mais posso fazer para diminuir o risco de câncer colorretal?
Além da dieta saudável, a prática regular de atividades físicas ajuda a reduzir o risco de câncer, de sua recidiva e de mortalidade pela doença. Isso porque a adoção do hábito reduz a resistência à insulina e os níveis do hormônio, o que, indiretamente, reduz o risco do câncer colorretal. Manter-se ativo também modula os níveis de inflamação sistêmica e melhora a função imunológica. [4]
Comer bem e se exercitar também vão ajudar você a se manter dentro do peso adequado[CB1] e controlar outro fator de risco. O sobrepeso e a obesidade estão relacionados a um aumento de 25% a 57% nas chances de desenvolver câncer colorretal.[5]
Outro fator importante é parar de fumar. A relação entre o risco de desenvolver câncer colorretal e o tabagismo aumenta conforme a intensidade e a duração do hábito, porém, pessoas que pararam de fumar há mais de 25 anos têm o risco significativamente reduzido.[6]
Por fim, consulte o médico regularmente e faça seus exames. O rastreamento para câncer colorretal pelo exame de sangue oculto nas fezes e colonoscopia passou a ser indicado, em 2018, para pacientes acima dos 45 anos pela American Cancer Society.[7]
A nova diretriz busca responder ao avanço da doença na população abaixo dos 50 anos, que apresentou um crescimento de 2% ao ano, com aumento dos casos avançados (3%) e da mortalidade por essa condição (1%).[8]
“Observou-se que os pacientes que estavam numa faixa etária de 45 a 50 anos, acabavam tendo uma prevalência maior do câncer colorretal do que os pacientes de 50 a 55 anos, que já estavam sendo rastreados. Por isso, esse ano, o tema da campanha Março Azul é "Chegou a Hora de Salvar sua Vida", que recomenda o rastreamento de homens e mulheres a partir dos 45 anos também no Brasil”, conta Averbach.
Quando diagnosticado precocemente e caso se trate de um tumor localizado, o câncer colorretal tem taxa de sobrevida de mais de cinco anos de 90%[9] e pode ser tratado de forma menos invasiva, por endoscopia.[10]
Acompanhe as iniciativas da Boston Scientific no Março Azul e junte-se à luta pela conscientização sobre o câncer de intestino! Visite nosso site e saiba mais.
DISCLAIMERS: Este material é apenas para fins informativos e não se destina ao diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou legal, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação sobre os benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todas as questões relacionadas à sua saúde.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES: Este material destina-se a descrever sintomas clínicos comuns e etapas processuais para o uso de tecnologias referenciadas, mas pode não ser apropriado para cada paciente ou caso. As decisões em torno do cuidado ao paciente dependem do julgamento profissional do médico em consideração de todas as informações disponíveis para o caso individual. A Boston Scientific (BSC) não promove ou incentivar o uso de seus dispositivos fora sua rotulagem aprovada. Estudos de caso não são necessariamente representativos dos resultados clínicos em todos os casos, pois os resultados individuais podem variar.
ATENÇÃO: A lei restringe a venda desses dispositivos apenas a médicos ou mediante prescrição médica. Indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na rotulagem do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e podem não estar aprovados ou à venda em certos países. Este material não é destinado ao uso na França.
Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.
Câncer Colorretal: Março Azul para diagnóstico precoce
Também conhecido como câncer de intestino, doença está sendo detectada em pacientes cada vez mais jovens e mudando as recomendações para a colonoscopia
Um estudo recente da American Cancer Society (Sociedade Americana de Câncer) mostrou um crescimento expressivo do câncer colorretal em pacientes abaixo dos 50 anos. Enquanto na população acima de 65 anos os casos diminuíram e, na população entre 50 e 64 anos, ficaram estáveis, um crescimento de 2% ao ano foi observado na população abaixo de 50 anos, mudando o perfil epidemiológico da doença.
Em 2019, 20% dos casos identificados foram em pessoas com 54 anos ou menos, ante 11% em 1995. Entre 2011 e 2020, as mortes por câncer colorretal em pessoas abaixo de 50 anos aumentaram 1% e, nos casos avançados, 3%.[1]
“Isso se deve a dois fatores: as novas recomendações sugeriram começar o rastreamento aos 45 anos, o que aumentou a prevalência dos casos, mas também podemos atribuir a incidência maior nos mais jovens por causa do estilo de vida: hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, tabagismo e obesidade estão aumentando e são fatores de risco", pondera o cirurgião, colonoscopista e coordenador da campanha nacional Março Azul, Marcelo Averbach.
Seguindo as recomendações da Sociedade Americana de Câncer para detecção precoce do câncer colorretal, a campanha Março Azul 2025, promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), tem como tema "Chegou a Hora de Salvar sua Vida", que recomenda o rastreamento de homens e mulheres a partir dos 45 anos.
Entre os exames para diagnosticar os tumores estão o de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. Na colonoscopia, é possível também remover pequenos pólipos, antes que se tornem tumores cancerígenos. O exame será recomendado pelo médico de acordo com o perfil do paciente.
Rastreamento de câncer colorretal: a força das parcerias e mutirões em diferentes regiões
Nesta quinta edição, além dos materiais informativos e presença nas mídias sociais, a campanha irá realizar um mutirão de exames na cidade de Goiás (GO). Serão ofertados mais de 8 mil exames de sangue oculto nas fezes e 600 colonoscopias para cidadãos de 45 a 70 anos.
Em anos anteriores, com o apoio de governos estaduais e municipais, sociedades médicas, personalidades e empresas, como a Boston Scientific do Brasil, a campanha levou o mutirão de exames para Óbidos, no Pará, Cairu, na Bahia, Pilar, em Alagoas, e Belterra, também no Pará.
Em 2014, a Boston Scientific, em parceria com o Hospital Sirio Libanês e corpo clínico de especialistas, contribuiu com suporte logístico, operacional, e dispositivos médicos para a realização de colonoscopias em um projeto inédito de rastreamento de câncer colorretal em Belterra, no Pará, gerando, ao longo de dois anos, dados para pesquisa, publicações científicas e assistência à população do município com idade superior a 50 anos.
“Para a Boston Scientific, apoiar essas campanhas tem tudo a ver com o propósito de transformar vidas por meio de nossas soluções. Seguimos, desde então, apoiando de forma consistente a SOBED, em ações anuais de rastreamento, levando nossas equipes e insumos para a realização de colonoscopias em regiões de difícil acesso”, conta o diretor da unidade de negócios de Endoscopia da Boston Scientific do Brasil, Marcelo Meroni.
Desde então, a companhia faz campanhas durante o mês de março para alavancar a educação sobre o tema e levar informações à população. “Com essas ações, conseguimos medir o benefício real para os pacientes em regiões com poucos recursos de saúde e com pouco nível de conhecimento", analisa Meroni.
Tabus são entrave para o diagnóstico precoce
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apenas no triênio 2023-2025 são estimados 704 mil casos novos de câncer no Brasil e o câncer colorretal deve responder por 6,5% dos casos.[2]
O desconhecimento e o tabu acerca dos exames limitam o tratamento e pioram o prognóstico dos pacientes. Porém, se detectado precocemente, o câncer colorretal localizado tem taxa de sobrevida de mais de cinco anos de 90%.[1] Buscando aumentar a visibilidade da doença, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que estabelece março como o mês de Conscientização sobre o Câncer de Cólon e Reto (PL 5024/2019) [4].
“O mais importante é divulgar e fazer a prevenção. Precisamos mostrar para a população as curvas de incidência e conscientizar sobre hábitos bons e ruins na prevenção do câncer colorretal”, destaca Averbach.
Os casos diagnosticados precocemente podem ser tratados por via endoscópica, com ressecção do tumor em bloco e até mesmo retirada de pólipos malignos durante a colonoscopia.[5]
Também à frente da organização não-governamental (ONG) Zoé, que leva serviços de saúde às comunidades ribeirinhas da Amazônia, Averbach atesta a importância da comunicação para aumentar a aderência aos protocolos de diagnóstico e tratamento.
Em uma de suas campanhas à beira do rio Tapajós, os investimentos em comunicação resultaram em um índice de aderência aos exames de 96% e apontaram para a subnotificação dos casos. "Campanhas como o Março Azul, em diferentes cidades em todo o Brasil, buscam também ajudar as cidades onde fazemos o trabalho, que geralmente carecem de estrutura, além de dar mais visibilidade para o tema fora dos centros urbanos.”
Por fim, o alcance das mídias sociais é aliado das iniciativas de conscientização da doença. “Na Boston Scientific, temos investido de maneira consistente em campanhas para desmistificar os exames, com linguagem acessível para o público. Além disso, contamos com redatores especializados em saúde, cirurgiões e especialistas do sistema digestivo para fornecer informações atualizadas e confiáveis sobre a doença, seus fatores de risco, diagnóstico e tratamento, no portal Saber da Saúde”, enumera Meroni.
Boston Scientific reafirma seu compromisso com a saúde e a conscientização sobre o câncer de intestino
Neste ano, a empresa também reforçará seu compromisso com a saúde e a qualidade de vida, patrocinando o Circuito das Estações, sob o selo Boston Run. O evento aconteceu em diversas cidades do país e é considerado um dos maiores circuitos de corrida do Brasil.
Na edição da cidade de São Paulo, a Boston Scientific estava presente na Praça Charles Miller, com estande de promoção e conscientização sobre a prevenção do Câncer de Intestino. A meta era impactar mais de dois milhões de pessoas.
“Seguiremos investindo nestes tipos de ações. Sabemos que é possível fazer muito mais para amplificar o tema, com o apoio do governo, outras sociedades médicas e artistas. Com mais recursos, vamos avançar e tornar o Março Azul muito maior no futuro do que é hoje", conclui Meroni.
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Descubra a relação entre câncer colorretal e outras condições de saúde
Investigamos de que forma o tumor maligno no intestino é influenciado por outras doenças como diabetes, obesidade, retocolite e até hemorroidas
Uma dúvida comum aos pacientes com câncer colorretal (também chamdo de câncer de intestino) é como o tumor pode ter relação com algumas doenças crônicas, como diabetes e obesidade, ou com quadros ligados ao intestino e ao ânus, como retocolite ulcerativa, infecção por HPV ou até hemorroida. Para trazer essa resposta, convidamos o oncologista especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrinos da Oncoclínicas São Paulo, Mauro Donadio.
“O câncer colorretal tem uma relação direta com a síndrome metabólica, ou seja, um conjunto de condições clínicas muito comum que inclui hipertensão arterial, diabetes, excesso de gordura na circunferência abdominal e altas taxas de colesterol”, estabelece o médico.
Ele explica que hoje, ao analisar a formação molecular do tumor e levando em conta suas mutações e proteínas, é possível agrupar o câncer colorretal em quatro subtipos. “Um deles, por exemplo, é puramente metabólico e, por isso, está sim associado a quadros metabólicos como obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia (colesterol elevado).”
Já as chamadas doenças intestinais inflamatórias crônicas também aumentam o risco de câncer na região, especialmente a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn: “Por provocarem uma inflamação crônica no intestino, acabam levando ao surgimento do tumor”, explica.
Já hemorroidas não é um fator de risco para o câncer colorretal, mesmo que um dos sintomas da doença seja o sangramento anal. “Só que o sangramento do câncer é escurecido, chamado de melena, com odor bastante forte. O sangue mais vermelho é mais comum à hemorroida”, compara.
Além do sangramento com as fezes, o câncer colorretal pode provocar outros sintomas. São eles1:
Perda de peso sem razão evidente
Obstrução intestinal
Cólicas abdominais
Fezes afiladas (em fita)
Urgência para evacuar e/ou sensação de evacuação incompleta
Perda de apetite
Cansaço e fraqueza
Anemia
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