A disfunção erétil, termo que substitui a impotência masculina, é a incapacidade de obter uma ereção ou mantê-la firme o suficiente para ter uma relação sexual considerada satisfatória.
Essa é a disfunção sexual mais comum entre os homens após os 40 anos, atingindo até 50% da população masculina nesta faixa etária e aproximadamente 100 milhões de pessoas no mundo. A condição aumenta com o envelhecimento e está relacionada ao uso de alguns medicamentos, doenças vasculares, neurológicas, hormonais ou psicológicas.
A disfunção erétil é classificada em primária e secundária. A disfunção erétil primária ocorre nos casos em que o homem nunca conseguiu ter ou manter uma ereção, por causas psicológicas ou anatômicas. Já a secundária, que representa mais de 90% dos casos, é desencadeada por problemas circulatórios, neurológicos, anatômicos, hormonais, psicológicos ou induzidos por drogas.
A disfunção erétil é caracterizada pela incapacidade de obter uma ereção ou manter o pênis ereto e também por problemas na ejaculação ou orgasmo. Pessoas com essa condição também podem perceber uma diminuição no desejo sexual.
O diagnóstico da disfunção erétil inclui avaliações clínicas e laboratoriais, além do relato do paciente.
O médico avaliará se o paciente apresenta sintomas de depressão, seu histórico de utilização de medicamentos, álcool, tabaco ou drogas, cirurgias e traumas prévios na região pélvica, doenças como hipertensão, diabetes e aterosclerose e a satisfação do paciente com suas relações sexuais.
O exame clínico buscará anomalias genitais, como placas e faixas fibrosas que caracterizam a doença de Peyronie, tônus muscular retal, sinais de hipogonadismo, falta de sensibilidade no períneo e diminuição do pulso periférico.
Já os testes laboratoriais incluem ultrassonografia com doppler, dosagem dos níveis de testosterona, prolactina (hormônio do leite) e hormônio luteinizante (que ajuda a liberar a testosterona), além de investigações para diabetes oculto, colesterol, doenças da tireoide e síndrome de Cushing, causada pela alta concentração de cortisol (hormônio que regula o estresse) pelo organismo.
Portal da Urologia: https://portaldaurologia.org.br/publico/faq/disfuncao-eretil-conheca-causas-sintomas-prevencao-e-tratamentos/A disfunção erétil pode ser causada por diversos fatores. Conheça os principais:
Origem circulatória - problemas que afetem o fluxo sanguíneo para o pênis impedem ou atrapalham a ereção. Entre os mais comuns estão hipertensão, doença arterial coronariana, diabetes, colesterol alto, cirurgias prévias na pelve e pessoas submetidas a radioterapia prévia. Fumar também compromete a circulação e pode levar à disfunção erétil.
Origem neurológica - doenças neurodegenerativas, como esclerose múltipla e doença de Parkinson, e outras condições como acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e traumatismos respondem por até 20% dos casos.
Origem anatômica ou estrutural - alterações na anatomia peniana, que podem estar presentes desde o nascimento ou surgirem com a idade, levam a problemas durante as relações sexuais. Um exemplo é doença de Peyronie, que costuma se desenvolver na meia idade e leva à formação de placas de tecido endurecido nos tubos do pênis, gerando uma curvatura anormal e dificultando a ereção.
Origem hormonal - condições como a falta de testosterona, hipertireoidismo, hipotireoidismo ou disfunções da glândula hipófise geram desequilíbrios hormonais que diminuem a libido e influenciam diretamente na ereção.
Origem psicológica: ansiedade, depressão e estresse alteram a libido e podem ser responsáveis pela disfunção erétil.
Origem medicamentosa ou por uso de drogas: anti-hipertensivos, anti-histamínicos, antidepressivos, antipsicóticos e uso de álcool, heroína, cocaína e metadona entre outras drogas, também afetam a ereção.
Portal da Urologia: https://portaldaurologia.org.br/publico/faq/disfuncao-eretil-conheca-causas-sintomas-prevencao-e-tratamentos/Bons hábitos de vida, como uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes e verduras, e prática regular de exercícios físicos podem prevenir doenças circulatórias, neurológicas e hormonais que desencadeiam a disfunção erétil. Não fumar, não usar álcool e drogas e manter-se dentro da faixa de peso ideal também são fatores que vão ajudá-lo a manter uma vida sexual saudável.
Se você passou por tratamentos médicos como cirurgia de próstata, quimioterapia ou radioterapia, ou se toma medicamentos como anti-histamínicos, anti-hipertensivos ou antipsicóticos, faça acompanhamentos médicos regulares para prevenir a disfunção erétil.
Procure um especialista se observar lesões ou mudanças anatômicas no pênis, porque elas podem danificar os nervos ou artérias que controlam as ereções.
Dependendo da causa e da gravidade da disfunção erétil e das condições de saúde pré-existentes, você pode ter várias opções de tratamento. Seu médico pode explicar os riscos e benefícios de cada alternativa e levará em consideração suas preferências. As preferências de sua/seu parceira(o) também podem influenciar a decisão.
Entre os medicamentos orais para tratar essa condição estão: sildenafila, tadalafila, vardenafila e vanafila. Dispositivos e implantes também são aliados no tratamento:
Dispositivo de ereção a vácuo - é um tubo oco com uma bomba manual ou operada por bateria. O tubo é colocado sobre o pênis e, em seguida, a bomba é utilizada para aspirar o ar de dentro para fora do tubo. Isso cria um vácuo que leva o sangue ao pênis. Depois de ter uma ereção, um anel de tensão é colocado ao redor da base do pênis para reter o sangue e mantê-lo firme. O dispositivo a vácuo é então removido. A ereção geralmente dura o suficiente para que um casal tenha relações sexuais.
Implantes penianos - é a colocação cirúrgica de dispositivos em ambos os lados do pênis. Esses implantes consistem em dois cilindros infláveis ou maleáveis. Os dispositivos infláveis permitem controlar o tempo e a duração de uma ereção. As barras maleáveis mantêm o pênis firme, mas flexível. Os implantes apresentam um alto grau de satisfação entre os homens que tentaram terapias mais moderadas e não tiveram bons resultados. Como qualquer cirurgia, apresenta risco de complicações, como infecções.
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