“Minha filha sobreviveu a uma parada cardíaca de 28 minutos. E está bem.”

Histórias

Camila Oliveira, mãe de Ágatha, viu a filha ter uma morte súbita aos 7 anos de idade. E conta como o implante CDI mudou a qualidade de vida da menina

“Eu me lembro da data exata: dia 14 de fevereiro de 2016, às 11h da manhã, quando estávamos prontos para sair de casa, rumo a uma chácara na zona rural aqui de Londrina (PR). Ágatha, então com sete anos de idade, estava brincando no quintal com a prima quando eu a chamei para ir para o carro. Coloquei-a no assento de elevação e voltei para fechar a porta da cozinha. Em menos de um minuto, voltei para perto dela e já me deparei com a cabeça caída, a boca roxa, e parecendo ter alguns tremores pelo corpo. Eu só me lembro de gritar por ajuda”, relembra Camila Oliveira, mãe da Ágatha, que hoje tem 15 anos.

Com a filha no colo, Camila só conseguia repetir o grito de socorro, em busca de alguém que pudesse levá-la ao hospital - já que, com o susto, ninguém conseguia achar a chave do carro. Por sorte, elas moravam a 600 metros do Corpo de Bombeiros da Zona Sul da cidade e conseguiram chegar lá rapidamente com a ajuda de um vizinho.

O pai da Ágatha conta que, assim que entrou pelo portão do Corpo de Bombeiros, sentiu que a menina deu um último respiro. Foi assim que ele a entregou para os profissionais, implorando por ajuda

“Os bombeiros levaram minha filha para um quarto e começaram imediatamente a fazer massagem cardíaca, porque viram que ela estava sem pulso. Só que ela não voltava”, conta Camila, que nesses momentos não conseguiu nem mesmo ficar perto da filha, só rezava e pedia para que ela voltasse sã e salva.

Embora os bombeiros estivessem agindo corretamente ao aplicar imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), eles não possuíam um aparelho desfibrilador externo e foi preciso ligar para o SAMU para auxílio. Foram 28 minutos de espera, nos quais Ágatha ficou em parada cardíaca, enquanto recebia RCP e aguardava a aplicação do choque que salvaria sua vida.

Ágatha foi imediatamente entubada e encaminhada para o hospital, onde chegou ainda desacordada. Como tinha ficado 28 minutos em parada cardíaca, os médicos estavam descrentes de que a menina pudesse acordar. E, caso acordasse, era provável que tivesse sequelas. “Só que, por um milagre, Ágatha acordou. E minha filha parecia estar bem”, se emociona Camila.

A criança demorou uma semana para sair da sedação e ainda ficou por mais 30 dias na UTI, para que a equipe médica pudesse fazer todos os exames necessários e entender o que levou uma garota de 7 anos a ter uma morte súbita cardíaca. Só que mesmo depois de realizar diversas tomografias, ressonâncias e cintilografias, nenhuma razão foi encontrada.

“Foi então que o médico cardiologista nos chamou para dizer que o melhor a fazer no caso da minha filha era o uso de um aparelho chamado desfibrilador cardioversor implantável (CDI) que funcionaria como uma prevenção para que outros eventos como esse não acontecessem com ela”, explica a Camila.

Desfibrilador cardioversor implantável (CDI): tratamento para morte súbita cardíaca

O dispositivo, implantado cirurgicamente, é capaz de detectar batimentos cardíacos irregulares e aplicar choques que ajudem o coração a retomar o ritmo normal.

Após a alta, Ágatha também começou a usar um medicamento de uso contínuo para evitar arritmias. De volta à sua casa, a menina se adaptou bem ao aparelho, que ficava em seu peito e dava choques sempre que o coração precisava retomar a batida certa

Porém, aos 11 anos de idade, um novo episódio aconteceu. “Nós estávamos em uma exposição quando a Ágatha me avisou que ia passar mal, antes de cair no chão. Mas foi ela tombar, que o aparelho fez o seu trabalho perfeitamente, fazendo-a voltar ao ritmo normal”, comemora Camila.

Depois desse dia, os episódios em que Ágatha precisava da ação do implante CDI começaram a ficar mais frequentes e, mesmo no hospital, ela precisou usar um desfibrilador externo. “Foi quando o cardiologista decidiu trocar o implante CDI de ‘um Fusca para uma Ferrari’, como ele mesmo explicou”, diz a mãe.

Em novembro de 2020, Ágatha começou a usar um novo e mais potente aparelho e tudo correu bem até que, em junho de 2021, surgiu uma mancha perto do local do implante, como relata Camila. “Era uma bactéria intestinal que se alojou perto do dispositivo [quadro chamado de endocardite] e foi preciso removê-la, com a minha filha tendo que ficar mais 30 dias no hospital para tratar a infecção. Só depois ela pôde implantar o S-ICD que é o implante subcutâneo que usa até hoje.”

Ágatha é hoje uma garota de 15 anos que leva uma vida normal, com os altos e baixos típicos da adolescência, como conta sua mãe. A única exceção é que não pode praticar alguns esportes mais radicais.

Para as famílias que passaram pela mesma situação, Camila diz que o evento de uma morte súbita é mesmo aterrorizante e que, desde que aconteceu com sua filha, ela vive temerosa, porque outro evento inesperado pode acontecer a qualquer momento. “É nessas horas que me apego ao milagre que é a minha filha aqui entre nós. E eu só agradeço”, finaliza.

Veja também: Qual é a minha chance de sobreviver à morte súbita cardíaca?

Agora que você já sabe sobre morte súbita, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Coração.

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