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Será que é Parkinson: Conheça os primeiros sintomas

Sistema Nervoso

Será que é Parkinson: Conheça os primeiros sintomas

Nem só de tremores se faz um diagnóstico preciso da doença. Outros sinais podem ser até mais importantes. Saiba identificá-los e converse com seu médico

Certas doenças são comumente associadas com alguns de seus sintomas mais característicos. É o caso do Parkinson e seus tremores, que tornam evidente a presença da patologia em algumas pessoas. No entanto, embora esse sinal seja claro, ele não é o único que deve ser considerado para a realização do diagnóstico da doença; outros sintomas, ainda pouco relacionados com a condição, podem ser indicativos de Parkinson e precisam ser mais conhecidos por todos.

“Existem muitos sinais prévios da doença de Parkinson, sendo que um dos primeiros é a perda do olfato”, constata Eduardo Alho, neurocirurgião da Clínica de Dor e Funcional (SP) com pós- doutorado no Departamento de Neurologia da Universidade de São Paulo, cuja principal linha de pesquisa envolve o mapeamento cerebral tridimensional para planejamento e análise pós-operatória de cirurgias estereotáxicas do encéfalo, como estimulação cerebral profunda.

O neurocirurgião deixa claro que, como muitos desses sintomas são inespecíficos e podem ocorrer tanto isoladamente como em conjunto com outras doenças, ainda não existem exames complementares capazes de ajudar a concluir o diagnóstico de Parkinson nesta fase inicial. “É muito difícil, até mesmo para os médicos especialistas, levantar essa hipótese diagnóstica sem os sintomas motores da doença [a saber, são eles: tremor, rigidez e bradicinesia, ou diminuição da mobilidade]. Por isso, sempre que uma pessoa perceber sintomas persistentes e novos, deve consultar um médico especialista para avaliar se há alguma suspeita diagnóstica e acompanhar de perto a evolução desses sintomas”, recomenda Alho.

Outros sinais para observar

Durante a última década, a visão do Parkinson como um distúrbio de movimento puro tem mudado significativamente. Tanto que, atualmente, a doença é reconhecida como um processo multissistêmico e com diversos sinais não motores (SNM)1,2. Entre os mais comuns estão:

● Distúrbios do sono
● Distúrbios olfativos
● Constipação
● Psicose e déficits cognitivos
● Depressão
● Disautonomia [doença que afeta o sistema nervoso autônomo e cujo sintoma é a sensação de desfalecimento ao levantar-se da cama]

“Mesmo estando atento a esses sinais, é importante esclarecer que o diagnóstico precoce da doença de Parkinson só é possível em determinadas condições, como quando a doença tem caráter genético”, enfatiza Alho. O especialista explica que, nesses casos, a doença costuma ter início em pacientes mais jovens e tem uma evolução rápida, podendo ser confirmado com um exame genético. “Fora esta situação específica, existem diagnósticos diferenciais que só vão ser demonstrados com o tempo.”

Por isso, no caso do aparecimento desses sintomas, o mais indicado é buscar ajuda médica especializada para acompanhar de perto sua evolução. “A partir do momento em que os sintomas aparecerem, deverão ser monitorados, mas o diagnóstico definitivo da doença de Parkinson será sempre um conjunto de sinais, sintomas, exames físicos, achados de neuroimagem, resposta terapêutica ao medicamento prolopa e quadro evolutivo”, finaliza.

1 Sinais não motores na doença de Parkinson: uma revisão. Arq. Neuro-Psiquiatr. 73 (5). Maio 2015.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFUBSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde NM - 1756909– AA – Saber da Saúde

O que é mito e o que é verdade sobre o câncer colorretal?

Outras Condições

O que é mito e o que é verdade sobre o câncer colorretal?

Como parte de nossa campanha de conscientização do câncer do intestino "Mexa-se", convidamos a médica especialista em endoscopia Dra. Adriana Vaz Safatle Ribeiro para esclarecer diversos mitos sobre esta condição clínica. Confira: 

  1. O câncer colorretal só afeta pessoas com mais de 50 anos?

Infelizmente não! Nos últimos anos, vêm se observando aumento da incidência de câncer colorretal em pacientes jovens, e as diversas sociedades médicas já orientam o rastreamento a partir dos 45 anos de idade. Cerca de 30% dos pacientes com câncer com idade entre 20 a 49 anos são decorrentes de síndromes de predisposição hereditária e 20% apresentam câncer colorretal familiar. Deve-se ressaltar, contudo, que cerca de 50% dos pacientes jovens não possuem nem síndromes de predisposição hereditária e nem história familiar de câncer colorretal, representando um grande desafio ao diagnóstico. Desta maneira, sinais de alerta, como sangramento nas fezes, devem ser investigados.

  1. A etnia interfere no risco do câncer colorretal?

Sim, indivíduos da raça negra (Afrodescendentes) apresentam uma maior incidência de câncer colorretal. Nestes indivíduos, o início do rastreamento deve ser realizado a partir de 45 anos de idade. Indivíduos nascidos no Alaska, Uruguai e judeus de origem europeia estão também entre os grupos de maior risco de câncer colorretal. 

  1. Mudança de hábitos podem reduzir o risco de ter câncer colorretal?

Sim, hábitos alimentares como a ingesta de fibras presentes em frutas, vegetais e principalmente nos cereais podem ser importantes para reduzir o risco de câncer. Baixo consumo de carne vermelha e processada também pode ser importante para reduzir seu risco. Por outro lado, hábitos como tabagismo e etilismo estão associados ao maior risco do câncer colorretal. A inatividade física, o sedentarismo e a obesidade também estão relacionados ao maior risco. 

  1. Apenas pessoas com histórico familiar de câncer de cólon podem desenvolver a doença?

Pacientes com história familiar de câncer colorretal são considerados de alto risco, devendo se submeter ao rastreamento aos 40 anos de idade ou 10 anos a menos que a idade do diagnóstico do familiar de primeiro ou segundo grau. 

Porém, como em qualquer outro tipo de câncer, o câncer colorretal pode ser multifatorial, tendo grande influência dos fatores ambientais e dos hábitos de vida. Assim, além das possíveis alterações genéticas individuais, determinados hábitos sociais e alimentares podem contribuir para a gênese do câncer. 

Importante salientar que outras doenças que afetam o intestino como doenças inflamatórias, como Crohn e Retocolite, assim como síndromes polipoides estão associadas ao maior risco. 

  1. Obesidade aumenta o risco para desenvolver este tipo de câncer?

Sim, a obesidade está diretamente relacionada a este tipo de câncer, assim como a outros tumores do aparelho digestivo. Assim, a atividade física, hábitos alimentares adequados e cessação do tabagismo devem ser incentivados para que haja a redução do risco do desenvolvimento do câncer colorretal.

 

Recado da Dra Adriana sobre a importância de se prevenir com exames de rotina e a necessidade de ficar atento aos sintomas:

O câncer colorretal aparece, na maioria das vezes, a partir de lesões precursoras, ou seja, de pólipos. Portanto, existe uma janela de oportunidade para se realizar exames de rastreamento, como teste de sangue oculto nas fezes e colonoscopia, os quais podem contribuir para o diagnóstico precoce. Mais importante, a colonoscopia pode, através da ressecção dos pólipos, diminuir o desenvolvimento do câncer colorretal. Ademais, sintomas como sangramento e alteração do hábito intestinal devem ser obrigatoriamente investigados. 

Mexa-se realize os exames, observe os sintomas, mude os hábitos, procure o médico.  

Sobre a Dra. Adriana Vaz Safatle Ribeiro:

- Profa Livre-Docente em Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

- Coordenadora do Serviço de Colonoscopia da Disciplina de Coloproctologia do Hospital das Clínicas da FMUSP

- Médica Assistente do Serviço de Endoscopia do Instituto do Câncer (ICESP - FMUSP)

- Médica Assistente do Serviço de Endoscopia do Hospital Sírio-Libanês

 

Referências:

Knudsen et al., JAMA 2021; 325:1998-2011

Sehgal et al., Gastroenterology 2021;160:2018-2028

Mauri et al., Molecular Oncology 2019;13:109-131

Siegal et al., CA Cancer J Clin 2017;67:177-193

ENDO-1537001-AA

Histórias

"Levei um ano para buscar o resultado do exame, e lá estava o diagnóstico de câncer de próstata"

Com a descoberta precoce, Fernando Mendonça passou por cirurgia e, 10 anos depois, segue uma vida normal e saudável

Farmacêutico e técnico de laboratório, Fernando Mendonça precisa fazer  exames médicos periodicamente como parte das exigências de seu cargo de servidor público. E foi essa rotina que mudou sua história, quando ele tinha acabado de completar 40 anos. Ativo e sem apresentar nenhum tipo de sintoma, seu fator de risco para o câncer de próstata era o histórico familiar, já que seu pai havia tido a doença.

"Na época, passei por uma médica, que hoje a considero um anjo. Ela disse: 'eu sei que é muito cedo, você é novo, mas vamos fazer um PSA?'. O exame de sangue, considerado padrão ouro no diagnóstico da doença, monitora a presença do Antígeno Prostático Específico e é recomendado para todos os homens a partir dos 50 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia. 

Porém, homens negros ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos ou menos, como no caso de Fernando. "Eu concordei com a médica, fiz o exame e ele apresentou alteração. Então, ela pediu que eu procurasse um urologista", relembra. 

O farmacêutico seguiu rastreando os níveis de PSA, passou por especialista e fez o exame de toque retal, sem que fosse detectado aumento de próstata. "Precisei fazer biópsia e demorei um ano para buscar o resultado. Quando fiz isso, veio a notícia que eu tinha câncer de próstata. O médico foi extremamente tranquilizador e disse que, como eu tinha 41 anos, o prognóstico era excelente".

O tratamento do câncer de próstata depende do estado de saúde do paciente e da evolução do tumor, e pode incluir: quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia (para impedir a produção de testosterona) e cirurgias.

Entre as cirurgias, o médico pode optar pela ressecção transuretral da próstata (RTUP), também conhecida como "raspagem da próstata"), em que o tecido doente é removido; a prostatectomia robótica, em que o médico comanda os braços robotizados por pequenos cortes na pele e remove a próstata; prostatectomia radical aberta, mais invasiva e realizada com menos frequência, e prostatectomia radical por laparoscopia, em que a cirurgia para a retirada total da próstata é guiada por vídeo. 

No caso de Fernando, o urologista optou pela retirada total da próstata. Hoje, mais de 10 anos depois da cirurgia, o farmacêutico leva uma vida normal. "Não tenho restrições, não tomo nenhuma medicação e também fiquei sem sequelas. Tudo o que preciso fazer é o controle anual".

Com diagnóstico precoce, rápido tratamento e cura, o servidor público faz um alerta sobre a importância do autocuidado. "Não tenho dúvidas de que o melhor remédio é o controle. O homem, naturalmente, tem essa dificuldade de procurar um médico, mas é preciso se conscientizar que o exame precoce pode mudar tudo. Minha dica é: procure um urologista assim que fizer 40 anos", finaliza.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2022 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.
ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde
URO – 1450207 – AA – Saber da Saúde
Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil durante a Pandemia

Saúde Urológica

Dados sobre Incontinência Urinária no Brasil durante a Pandemia

Incontinência Urinária atinge 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos; pandemia agravou busca por tratamentos no Brasil

No Brasil, cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de incontinência urinária e convivem todos os dias com a condição. Porém,  a procura por tratamentos cirúrgicos para a incontinência caíram 60% em 2020, em relação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na semana passada. 

A constatação é de que a pandemia agravou ainda mais o tratamento de várias doenças, entre elas a incontinência, que costuma afetar 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Além do público mais jovem, a condição afeta uma em cada três pessoas acima dos 60 anos e é conhecida mundialmente como “câncer social”. 

Homens procuram médico primeiro

Durante todo o mês de março são realizadas ações para conscientizar e levar informações para a população sobre a condição, impulsionado principalmente pelo Dia Mundial da Incontinência Urinária, que ocorre anualmente no dia 14. O assunto ainda é tabu dentro do público masculino - cerca de 70% dos homens não costumam ir ao urologista, de acordo com pesquisa realizada em novembro de 2020 pelo Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica -  e apesar da condição atingir mais as mulheres, são eles que procuram ajuda primeiro. 

“Mesmo com milhares de brasileiros acometidos pela condição, muitos não procuram ajuda médica por não conhecerem direito a doença e seus tratamentos ou por acreditarem que o problema é natural. As mulheres incontinentes, por exemplo, costumam demorar mais para procurar ajuda. Isso porque muitas consideram os sintomas como algo da idade ou que está ligado à maternidade e ao pós-parto, já que conhecem amigas ou familiares que passam pela mesma situação”, explica o Urologista Dr. Carlos Sacomani, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, American Urological Association, European Association of Urology e International Continence Society. 

Câncer e Incontinência

Ainda de acordo com o especialista, a maioria dos casos de incontinência urinária masculina é causada pelo enfraquecimento do esfíncter e está relacionada à cirurgia para retirada de tumor na próstata. Isso acontece porque a cirurgia de prostatectomia pode afetar o funcionamento desse músculo responsável pelo controle da urina e que envolve a uretra - causando perda involuntária de urina. Outras possíveis causas incluem doenças neurológicas, cirurgias pélvicas, bexiga hiperativa e alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. 

“Cerca de 5% a 10% dos homens que se submeteram à prostatectomia radical irão apresentar algum grau de incontinência urinária que é causada pelo enfraquecimento do esfíncter e persiste por um longo período após a cirurgia. Alguns fatores podem aumentar o risco de incontinência: casos mais graves de câncer, experiência dos cirurgiões durante a prostatectomia, idade do paciente e a existência de outros problemas de saúde relacionados”, explica.

Tratamentos para incontinência urinária no Brasil

Segundo o urologista, no Brasil existem duas alternativas principais para o tratamento da incontinência urinária causada pelo enfraquecimento do esfíncter no homem: Implantação de um Esfíncter Artificial ou as cirurgias de Sling, que consistem na colocação de uma faixa sob a uretra de modo a comprimi-la.

Geralmente, os slings são usados para tratar incontinência urinária em casos leves e moderados, e o esfíncter artificial nos casos de incontinência moderada a grave. “Este tratamento se popularizou no Brasil nos últimos anos e une tecnologia de ponta e recursos seguros para devolver a qualidade de vida ao paciente. Só para se ter uma ideia, o esfíncter artificial é um recurso que apresenta de 80% a 90% de eficácia para homens com incontinência urinária decorrente da cirurgia prostática. Esse procedimento consiste no implante de um pequeno anel em volta da uretra, totalmente contido no corpo e imperceptível, que passa a ser o responsável pelo controle da urina”, finaliza.

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