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Arritmia cardíaca: conheça os principais tipos de tratamento disponíveis

Coração

Arritmia cardíaca: conheça os principais tipos de tratamento disponíveis

Cada arritmia é única e, por isso, seu tratamento deve ser personalizado. Conheça agora a jornada em busca pelo controle da doença

Quando o coração sai do ritmo, é preciso lançar mão de tratamentos eficazes para que ele volte ao compasso certo. Em muitos casos isso significa controlar a frequência de contração ventricular, restabelecer o ritmo normal do coração e, por fim, tratar a doença que está causando a arritmia1.

Entre o arsenal terapêutico existente há desde medicamentos que podem ser administrados de forma regular para evitar a formação de coágulos, os chamados anticoagulantes , até tecnologia de ponta que permite a oclusão de uma área específica do músculo onde são formados mais de 90% dos coágulos que causam o acidente vascular cerebral (AVC): o apêndice atrial.

“Para o tratamento adequado, é sempre importante pensar na localização da arritmia, avaliar a possibilidade de formação de coágulos e analisar se ela pode trazer algum dano para o coração ou não. Também é preciso investigar se o paciente tem algum perigo de vida, como no caso das arritmias relacionadas com paradas cardíacas”, explica Rafael Domiciano, coordenador de cardiologia do Hospital São Luiz Anália Franco (SP). 

Com a evolução da cardiologia, surgem cada vez mais recursos para o tratamento das arritmias. “É importante, no entanto, saber que existem arritmias benignas que não necessitam de nenhum tratamento especial, porém há outras com alto risco para o paciente, como a fibrilação atrial e as arritmias ventriculares, que precisam de atenção imediata”, conta o médico.

Conheça mais sobre os tratamentos das arritmias

Anticoagulantes 

O uso de anticoagulantes é muito importante para o tratamento das arritmias, especialmente a fibrilação atrial. Sua função é impedir que o sangue coagule no apêndice atrial esquerdo e possa entupir artérias pelo corpo todo, aumentando o risco de um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo 2. “Porém, há um perfil de paciente que não se beneficia desse tratamento, como aqueles com sangramentos recorrentes ou com tumores gastrintestinais”, lista Domiciano.

Cardioversão e ablação

São usados em uma segunda etapa do controle da fibrilação atrial. “De acordo com o perfil do paciente e em caso de arritmia recorrente, além do uso de medicamentos, podem ser indicadas essas terapias que alteram a frequência elétrica do músculo ou, no caso da ablação, cauterizam a área responsável pela formação de coágulos”, conta o médico.

Marca-passo ou cardiodesfibrilador

 “O marca-passo é frequentemente indicados para tratar as arritmias de frequência mais lentas”, esclarece o cardiologista, mas há momentos em que é necessário usar um dispositivo cardiodesfibrilador: “O dispositivo é colocado por baixo da pele do tórax do paciente e evita a evolução para uma morte súbita, o que é comum nesse tipo de arritmia ventriculares sem controle.”

Dispositivo de oclusão do apêndice atrial

Indicado para os pacientes que não se beneficiam do uso de anticoagulantes por ter sangramentos recorrentes. Com o uso desse dispositivo a região do apêndice atrial é fechada e isso impede que esses coágulos se formem.

Saiba mais: Oclusão do Apêndice Atrial Esquerdo: uma alternativa aos anticoagulantes de via oral

Quer mais informações sobre cuidados e tratamentos para problemas do coração? Acesse a página Viver Sem Anticoagulantes e confira conteúdos exclusivos para entender melhor as opções disponíveis e como cuidar da sua saúde.

 ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde CRM = 1718804 – AA – Saber da Saúde

Pé diabético: conheça as opções de tratamento e quando buscar ajuda médica

Sistema Circulatório

Pé diabético: conheça as opções de tratamento e quando buscar ajuda médica

Uma pequena úlcera aparente pode ser a ponta do iceberg de uma infecção maior, que já se formou. Por isso, busque o serviço de saúde ao notar algo diferente

 

Todas as modificações no pé da pessoa com diabetes, ou no formato, que pode ainda se agravar com o desenvolvimento de infecção local, recebem o nome de pé diabético1.

O quadro, que pode evoluir para diferentes graus de infecção, deve ser acompanhado de perto pela equipe médica, para evitar que evolua para uma complicação grave, que resulte na amputação do membro.

“Todo o paciente com pé diabético precisa estar atento à evolução de seu quadro e procurar o serviço de saúde sempre que notar sinais como dedos dos pés pretos (gangrena), úlcera com secreção amarela ou verde e/ou micoses entre os dedos dos pés”, enfatiza Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
Por que o pé diabético fica dormente
Por que o pé diabético não cicatriza
Como identificar e diagnosticar o Pé Diabético

Entenda o tratamento para o Pé Diabético

No serviço de saúde, a equipe deve seguir o atendimento baseado em um modelo de atenção integral, que inclui educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global. O objetivo maior é sempre a prevenção de infecções e a restauração funcional do pé2.

“Também pode acontecer de a equipe prescrever antibióticos como uma primeira terapia. Mas, há casos mais graves, que podem necessitar até mesmo de intervenção cirúrgica”, conta a médica.

Entre as opções cirúrgicas, destaque para os seguintes procedimentos3:

  • Revascularização do membro: Quando acontece uma obstrução arterial, esse procedimento costuma ser feito. Ele pode ocorrer por meio de derivações arteriais (pontes) ou por cirurgia endovascular, através de angioplastia (dilatação da artéria com balão), associada ou não à colocação de um stent.
  • Remoção de tecido em decomposição
  • Estabilização cirúrgica das alterações ósseas, quando não estão infectadas.
  • Amputação: Essa cirurgia muitas vezes é necessária para o tratamento de osteomielite (infecção óssea), podendo ser de um único dedo, partes do pé ou até mesmo amputação da perna abaixo do joelho.

Lembre-se sempre de pedir para que o médico examine seus pés durante as consultas e, caso a doença já tenha se instalado, discuta com ele o melhor procedimento para o seu caso.

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU- BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

PI - 1817003 – AA – Saber da Saúde

Recuperando-se do seu procedimento de marca-passo

Coração

Recuperando-se do seu procedimento de marca-passo

Você provavelmente ficará no hospital por um dia após ter o seu novo marca-passo implantado. Algumas vezes o procedimento é tão rápido que não é preciso passar a noite. O seu médico irá programar o marca-passo para corresponder às suas necessidades de ritmo específicas antes de você ir para casa.

Pode levar alguns dias ou alguns meses para você se recuperar totalmente do procedimento. Veja algumas dicas gerais abaixo.

Mas certifique-se de falar com o seu médico sobre fazer mudanças de estilo de vida e voltar às suas atividades normais.

É importante saber

  • Dê um tempo de levantar pesos ou contatos brutos.
  • Ligue para o seu médico se apresentar qualquer inchaço, vermelhidão ou descarga ao redor da incisão, se sua frequência cardíaca cair abaixo do mínimo ajustado para o seu marca-passo ou se tiver febre por mais de dois ou três dias.
  • Carregue seu Cartão de Identificação de Dispositivo Médico consigo o tempo todo.

Cartão de identificação de dispositivo médico

É importante que você carregue o seu Cartão de Identificação de Dispositivo Médico consigo em todos os momentos. Isto inclui viajar no fim de semana ou só fazer uma tarefa rápida. Em caso de emergência, o seu cartão informará ao pessoal médico e de segurança que você possui um marca-passo.

  • Você receberá um Cartão de Identificação de Dispositivo Médico temporário quando implantar o marca-passo.
  • O cartão permanente será enviado de seis a oito semanas após o implante.

O seu Cartão de Identificação de Dispositivo Médico contém seu nome, o nome e número de telefone do seu médico, e os números do modelo do seu marca-passo e eletrodos.

Diretrizes de recuperação

Conforme você se recupera do seu procedimento, o seu marca-passo pode permitir que você retorne a um estilo de vida ativo. Mas é importante seguir as instruções do seu médico, incluindo:

  • Diga a todos os seus médicos, dentistas e funcionários de emergência que você possui um marca-passo e mostrar a eles o seu Cartão de Identificação de Dispositivo Médico.
  • Caminhe, faça exercícios e tome banho de acordo com as instruções do seu médico.
  • Não use roupas apertadas que possam irritar a pele sobre o seu implante.
  • Evite esfregar o implante ou a área ao redor do peito.
  • Pergunte ao seu médico se é seguro fazer atividades que possam machucar você ou outras pessoas se você perder a consciência, como dirigir, nadar sozinho ou subir escadas.
  • Continue tomando os medicamentos conforme instruído pelo seu médico.
  • Evite apoiar o peso com os braços durante atividade sexual enquanto a incisão estiver cicatrizando.

Atividades e exercícios

Seu médico o ajudará a decidir qual nível de atividade é melhor para você em curto prazo.
Algumas diretrizes gerais são:

  • Evite atividades extenuantes, especialmente levantamento de peso e outras atividades que utilizem a parte superior do corpo. Isto dá tempo para que o(s) eletrodo(s) se prendam de forma firme ao tecido do seu coração e permite que a incisão tenha tempo de cicatrizar.
  • Evite contatos bruscos, que podem resultar em golpes no local do implante.
  • Limite certos movimentos dos braços se o seu médico recomendar.
  • Evite levantar objetos pesados até o seu médico dizer que está OK.

Consultas de acompanhamento regulares

Muitos marca-passos podem ser verificados de forma remota pelo consultório do médico utilizando tecnologia sem fio. Isto permite que o seu médico acesse dados sobre a sua frequência e ritmo cardíacos, como o seu marca-passo está funcionando, ajuste configurações se necessário e verifique a vida da bateria.

A tecnologia remota pode significar menos visitas ao médico. Mas você ainda precisará ser examinado em pessoa para consultas de acompanhamento para que o seu médico possa ajustar o seu marca-passo para suprir melhor as suas necessidades. Uma consulta de acompanhamento típica leva aproximadamente 20 minutos.

Quando ligar para seu médico

O seu médico dará orientações sobre quando você deve ligar para ele. Seguem algumas dicas gerais sobre quando ligar para o seu médico. Ligue se você:

  • Apresentar uma frequência cardíaca que caia abaixo da frequência mais baixa ajustada para o seu marca-passo
  • Apresentar sintomas de um ritmo cardíaco anormal e tiver sido instruído a ligar
  • Perceber inchaço, vermelhidão ou drenagem das incisões
  • Tiver febre por mais de dois ou três dias
  • Tiver dúvidas sobre seu dispositivo, ritmo cardíaco ou medicamentos
  • Planejar viajar ou se mudar para elaborar um plano de cuidados para quando estiver longe
  • Perceber qualquer coisa incomum ou inesperada, como novos sintomas ou sintomas que você apresentava antes do marca-passo

Quer descobrir mais sobre o funcionamento do marca-passo e como ele ajuda a cuidar do seu coração? Veja esse artigo: Marca-passo: 5 coisas que você não sabia

Dor crônica: o impacto no cuidador e a importância do autocuidado

Sistema Nervoso

Dor crônica: o impacto no cuidador e a importância do autocuidado

A dedicação de familiares e amigos no cuidado aos pacientes com dores crônicas pode colocar sua própria saúde em risco. Saiba como manejar a situação

 

Uma pessoa com dor crônica vivencia uma série de sentimentos conflitantes e que alteram o seu humor ao longo do dia: ora estará estressada e abalada, ora triste e desenganada, acreditando que o incômodo que sente nunca mais vai embora. Por isso, quem vai cuidar desse paciente precisa ser condescendente e ter muita compaixão para entender sempre que está lidando com uma pessoa em constante sofrimento.

Só que para o cuidador, especialmente o familiar designado para lidar com as tarefas principais daquela pessoa, o fato de saber disso não significa que seu cotidiano será mais tranquilo ou mais fácil. Ao contrário, muitas vezes a relação de proximidade entre paciente e cuidador pode resultar em brigas, desentendimentos e até, em casos extremos, violência. É por isso que todo cuidador precisa, antes de cuidar do outro, aprender a cuidar melhor de si mesmo.

Olhe para si

Rosamaria Rodrigues Garcia, fisioterapeuta e professora da Pós-graduação em Gerontologia do Centro Universitário São Camilo, lembra que é sempre importante que o cuidador divida as tarefas com outra pessoa do círculo mais próximo do paciente para que ele possa, mesmo que por poucas horas, realizar algumas atividades para o autocuidado, como ir ao médico, ir à igreja, visitar um amigo, ou apenas descansar e relaxar.

“O cuidador familiar deve se permitir dividir o cuidado e confiar aos outros certas tarefas, porque ele também precisa de um tempo afastado do paciente para estar bem física e mentalmente. E só assim ele vai poder cuidar bem do doente”, lembra Rosamaria.

Conversa em família

No núcleo familiar, é comum que todas as atenções se voltem ao paciente e que o cuidador acabe ficando esquecido ou relegado. Mas, em alguns momentos, é importante que ele seja reconhecido e elogiado pela família para que possa manter a sua própria saúde mental. “Eu sugiro sempre que ocorram reuniões familiares — até mesmo com a presença do paciente — para que essas questões venham à tona e o cuidador possa ser ouvido em suas necessidades e até para que as tarefas domésticas possam ser divididas entre os demais membros da família”, reforça a professora.

Especialmente no Brasil, os cuidadores familiares não escolhem tal tarefa, mas acabam recebendo essa incumbência de outros membros da família, continua Rosamaria. “Pode ser a esposa, uma filha solteira ou, normalmente, uma pessoa que mora junto com o doente, que será um cuidador sem querer. Só que é importante frisar que essa pessoa precisa de ajuda de todo tipo para exercer a tarefa, seja instrumental — com o pagamento de remédios e consultas, por exemplo — seja com tempo dedicado ao paciente.”

Dicas para ter mais empatia na hora de cuidar

  1. Entenda que nenhuma pessoa gosta de sentir dor. A dor incomoda não apenas do ponto de vista físico, mas ela é capaz de deixar a pessoa irritada e estressada, vivenciando sentimentos de angústia, tristeza, desespero e, principalmente, desesperança, de que aquela dor nunca mais vai embora.
  2. Tenha cautela. Isso porque às vezes um leve toque pode causar muito desconforto para a pessoa com dor crônica que, normalmente, já tem uma hipersensibilidade à dor. Por isso, essa pessoa precisa ter um cuidado especial na hora de trocar o paciente, dar banho e sempre que for tocá-lo.
  3. Converse mais - e sempre. Pergunte ao paciente sobre quais são os locais em que ele sente menos dor e entenda quais posições são mais confortáveis. Isso é importante para aliviar seu sofrimento. Tente posicionar algumas almofadas nos locais em que a dor é menor, para que ele se sinta menos incomodado.
  4. Esteja com suas necessidades básicas atendidas. Isso significa que, se você estiver com fome, coma primeiro e só depois alimente o paciente. Se estiver cansado, tome banho antes de dar banho no paciente. Pessoas com fome, sede, cansaço ou sono ficam mais irritadas e terão menos paciência para cuidar do outro. A falta de paciência, ao extremo, pode até resultar em uma violência física ou verbal.
  5. Cuide também de si. A dica principal é manter sempre o autocuidado, também do ponto de vista da saúde mental. Para tanto, é interessante buscar uma atividade que traga religiosidade, espiritualidade ou tranquilidade para que o cuidador também se sinta cuidado.

Quer saber mais sobre dor crônica, possíveis tratamentos e como ajudar uma pessoa com dor? Acesse nossa página Existe Vida Sem Dor.

 

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